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Graduado em Zootecnia pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Mestrando em Ciência Animal e Pastagens pela UFRPE.

sábado, 6 de novembro de 2010

PALMA MIÚDA (Nopalea cochenillifera)

FAMÍLIA: Cactaceae
GÊNERO: Nopalea
ESPÉCIE: Cochenillifera

A palma é uma forrageira bem adaptada às condições do semi-árido, suporta grandes períodos de estiagem devido às suas propriedades fisiológicas, caracterizadas por um processo fotossintético que resulta em grande economia de água. Contudo o om rendimento dessa cultura está climaticamente relacionado a áreas com 400 a 800mm anuais de chuva, umidade relativa acima de 40% (Viana, 1969) e temperatura diurna/noturna de 25 a 15ºC (Nobel, 1995). Vale ressaltar que umidade relativa baixa e temperaturas noturnas elevadas encontradas em algumas regiões do semi-árido podem justificar as menores produtividades ou até a morte da palma.
A cultura da palma forrageira é relativamente exigente quanto às características físico-químicas do solo. Desde que sejam férteis, podem ser indicadas áreas de textura arenosa à argilosa, sendo, porém mais frequentemente recomendados os solos argilo-arenosos. Além da fertilidade, é fundamental, também, que os mesmos sejam de boa drenagem, uma vez que áreas sujeitas a encharcamento não se prestam ao cultivo da palma.

Nopalea cochenillifera
O plantio da palma usualmente é realizado no terço final do período seco, pois quando se iniciar o período chuvoso os campos já estarão implantados, evitando-se o apodrecimento dos cladódios que, plantadas na estação chuvosa, com alto teor de água e em contato com o solo úmido, apodrecem, diminuindo muito a pega devido à contaminação por fungos e bactérias.
A utilização de culturas anuais e intercaladas com a palma, como milho., sorgo, feijão, fava, jerimum, mandioca, etc., tem sido uma prática adotada pelos produtores com objetivos de viabilizar o cultivo em termos econômicos e de tratos culturais desta forrageira. Todavia, nos espaçamentos simples de 2,0x0,5m e 2,0x1,0m, recomenda-se fazer o consorcio apenas no ano do plantio da palma ou nos anos de colheita. O consórcio em fileiras duplas é o mais recomendado e poderá ser de 3,0x1,0x0,5m ou em fileiras com mais de 3m entre a filas duplas, dependendo da necessidade do produtor (Farias et al., 1986).


No que diz respeito às pragas, diversos insetos, ocorrem sobre as cactáceas forrageiras, tais como besouros (Coleoptera), formigas (Hymenoptera), gafanhotos (Orthoptera), lagartas (Lepidoptera), tripés (Thysanoptera), entre outros, porém o que realmente constitui praga para a palma no Nordeste brasileiro é a cochonilha de escamas (Diaspis echinocacti), conhecida vulgarmente por escama, piolho ou mofo da palma, que causa danos e prejuízos à cultura.

Cochonilha de escamas ( Diaspis echinocacti)

Cochonilha de escamas ( Diaspis echinocacti)
É um inseto cosmopolita que ocorre em todas as regiões onde a cactácea é cultivada. Esta praga infesta as raquetes com suas colônias, onde formas jovens e adultos protegidos por uma escama de cera sugam a seiva para se alimentar, causando inicialmente o dano direto pela ação espoliadora, quando as raquetes começas a apresentar clorose. Em seguida, vem o dano direto, por se tratar de um inseto picador sugador, abre orifício por onde penetram microrganismos que causam o apodrecimento e queda das raquetes e, consequentemente, a morte da planta.
A palma infestada pela cochonilha de escama é facilmente reconhecida pelo aspecto peculiar do aglomerado de escamas do inseto, com coloração marron-clara, mascarando o verde típico da cactácea. As escamas são removidas por leve atrito com a unha ou um graveto sobre as colônias que recobrem as raquetes, que constitui uma forma para confirmar a infestação da praga (Arruda, 1983).
Para combater a cochonilha de escama na palma forrageira, o indicado é o manejo integrado, com ênfase no controle biológico, uma vez que são conhecidos diversos inimigos naturais da praga atuando principalmente no estado de Pernambuco e Alagoas. Parasitóides (vespinhas), e predadores (besouros de pequeno porte), conhecidos como joaninhas, estão sendo utilizados em programas de controle biológico desenvolvidos pelo IPA e pela Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado de Alagoas – EPEAL (Carvalho et al., 1978; Silva, 1990; Warumby et al., 1993).

MORFOLOGIA

RAÍZES – são superficiais, distribuídas de forma horizontal (4 a 8 m), alcançando profundidades de até 30cm.

Raízes estruturais
Possuem muitas gemas laterais
Raízes absorventes
Formam-se de poucas horas com umidade
Raízes de chuva
Morrem logo que o solo seca
Raízes em esporão
Formam-se como cachos da massa mais volumosa de raízes

As raízes desenvolvidas de aréolas (gemas axilares) em contato com o solo (com o tempo, formam um sistema de raízes real).

CLADÓDIOS – são órgãos tipos caule, são suculentos, sua forma e dimensões variam com a espécie (Palmas: elípticos e planos), suas aréolas possuem ou não pelos (glquídios) e espinhos e sua epiderme é resistente (camada protetora de cutina).


FLORES – São hermafroditas de cor variando várias tonalidades de vermelho.



FRUTOS – Possuem baga simples e carnosa, possuem aréolas, coloração avermelhada.



Fazem parte do metabolismo das crassuláceas (CAM), onde parte do seu metabolismo e realizado a noite e parte durante o dia.


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