
Quem sou eu
- Bismarck Passos
- Graduado em Zootecnia pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Mestrando em Ciência Animal e Pastagens pela UFRPE.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Inscrições para a seleção de 2 (dois) Bolsistas de Pós-Doutorado do Programa Nacional de Pós-Doutorado (PNPD) da CAPES/MEC
Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal e Pastagens
(87) 3761.0882 - Ramal:249 CEL: (87) 9253.4346
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
CCJ do Senado aprova projeto que cria Conselho Federal de Zootecnia
Brasília - A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou hoje (10) projeto de lei que cria o Conselho Federal de Zootecnia bem como os conselhos regionais. O objetivo das instituições será fiscalizar o exercício da profissão regulamentada por lei federal. Por conter ''um vício de inconstitucionalidade'' uma vez que não cabe ao Congresso e sim ao Executivo criar autarquias e conselhos, o relator Eduardo Suplicy (PT-SP) apresentou emenda de redação que autoriza o presidente a criar esses conselhos.
A matéria vai agora à sanção presidencial. No seu parecer, o relator destacou que existe atualmente 104 cursos de zootecnia no país que já formou 20 mil profissionais. Hoje, o exercício da profissão é fiscalizado pelos conselhos nacional e regionais de medicina veterinária.
FONTE:
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4784249-EI306,00-CCJ+do+Senado+aprova+projeto+que+cria+Conselho+Federal+de+Zootecnia.html
Para os leitores que tiverem interesse em ler o parecer de aprovação do CFZ é só clicar nos links abaixo:
http://www.senado.gov.br/atividade/materia/detalhes.asp?p_cod_mate=95214
terça-feira, 9 de novembro de 2010
EVOLUÇÃO DA BUBALINOCULTURA NO NORDESTE BRASILEIRO: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
Por: Marileide Vieira da Silva Pimentel (marileidezootec@hotmail.com), Marillya de Moraes Monteiro Barbosa (marillya_monteiro@hotmail.com), Sinara Canuto de Andrade (sinara_canuto@hotmail.com) e Dr. Willian Gonçalves do Nascimento (willian@uag.ufrpe.br).
Os búfalos em relação aos bovinos apresentam grande adaptabilidade aos mais variados ambientes, elevada fertilidade e longevidade produtiva, hábitos comportamentais, interações com o meio ambiente, processos fermentativos e anatômicos do rumem, fisiologia e capacidade do sistema digestório mais eficientes [5].
Desta forma, permitiram que o rebanho experimentasse uma evolução significativa e, dos pouco mais de 200 animais introduzidos no país, resultaram num rebanho de 495 mil búfalos em 1980, com um crescimento anual médio de 10,86% entre 1961 e 1980, destacando-se que, no mesmo período, o rebanho bovino cresceu a taxas de 3,8% ao ano[1].
Segundo Nascimento, citado por Rosa [6] com os conhecimentos atuais, pode-se afirmar, de modo geral, que os índices de produtividade dos bubalinos, no que diz respeito ao leite, carne e trabalho, são superiores aos dos bovinos, nas condições brasileiras, constituindo-se uma espécie promissora na produção animal brasileira. Bernardes [1] afirma que o maior conhecimento de suas potencialidades e características produtivas associadas a diversas ações promocionais, notadamente a partir da década de 80, motivou acentuada expansão e disseminação da espécie para diversas regiões, inicialmente com o objetivo de ocupar os chamados “vazios pecuários”, regiões em que, por suas características naturais, a pecuária bovina não se desenvolvia bem. O crescimento acumulado do rebanho no Brasil, entre 1961 e 2005, foi de surpreendentes 1.806 %, sem paralelo com a evolução de outras espécies de interesse econômico exploradas no país, destacando-se ainda que, no mundo, o rebanho bubalino cresceu nos períodos de 1961-1980 e 1980-2005, respectivamente 38% e 43% e o bovino, 29% e 11% [2].
Considerando-se a espécie bubalina, ainda não totalmente influenciada pela pecuária industrial no Brasil, pode-se esperar um futuro promissor desta na produção brasileira e para o bem-estar animal, já que seu desenvolvimento pode ser traçado dentro de bases orgânicas e sustentáveis, com padrões positivos para o homem e o animal [3].
Segundo Araujo citado por Ydoyaga [7] o Nordeste brasileiro ocupa aproximadamente 1.646.500 km2, o que corresponde a 19,9% do território nacional sendo uma região promissora na produção animal.
A população mundial de búfalos (Bubalus bubalis) estimada é de 174 milhões de cabeças (11% do rebanho bovino mundial). O maior efetivo encontra-se na Ásia 96,94%, seguido da África 2,25%, América 0,63%, Europa 0,18% e Oceania 0,01% [2].
O rebanho efetivo do Brasil se quantifica em 1.146.798 cabeças e o rebanho efetivo do Nordeste brasileiro está quantificado em 134.957 cabeças, sendo o estado de Pernambuco o terceiro maior rebanho do Nordeste totalizando um rebanho efetivo de 19.519 cabeças [4], distribuídos pelas cinco macrorregiões do estado.
Atualmente o rebanho efetivo no Agreste pernambucano está quantificado em 1.090 cabeças [4], destes, 789, estão na microrregião de Garanhuns .
A microrregião de Garanhuns detém 72,38% do rebanho bovino pernambucano [4], demonstrando assim a sua potencialidade, já que possui características edafoclimáticas que permitem a maximização da exploração da espécie bubalina.
Desse modo, esperasse que, o crescimento da bubalinocultura, graças a sua eficiência produtiva e a qualidade de seus produtos, proporcione o desenvolvimento econômico e social, principalmente no que diz respeito aos pequenos produtores dessa região.
Considerando-se as características produtivas da espécie bubalina, e a potencialidade da exploração da mesma no Nordeste, pode-se esperar um futuro promissor desta produção, podendo influenciar a pecuária industrial no Brasil.
Referências
[1] BERNARDES, O. 2007. Bubalinocultura no Brasil:
situação e importância econômica. Revista Brasileira de
Reprodução Animal, p.293-298.
[2] FAO – Food and Agriculture Organizacion. [online].
Homepage: http://faostat.fao.org.
[3] GONÇALEZ, P. O; BALDAN, A. L.;
PASCHOALINO, E. E. G. et al. 2008. [Online].
Influência das condições de bem-estar na produção
leiteira de búfalos. In: 35º Conbravet, Gramado – RS.
Homepage:
www.sovergs.com.br/conbravet2008/anais/cd/.../R1205
-1.pdf.
[4] IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
[Online]. Homepage:
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/cont
agem2007/PE.pdf.
[5] MARQUES, K. A. 2008. Comportamento Ingestivo,
Consumo e Digestibilidade de Bovinos e Búfalos
Alimentados com Níveis Crescentes de Concentrado.
Dissertação de mestrado, Curso de Pós-Graduação em
Zootecnia, UFRPE, Recife,
[6] ROSA, B. R. T.; FERREIRA, M. M. G.; AVANTE, M.
L.; FILHO D. Z.; MARTINS, I. Z. 2007. Introdução de
búfalos no Brasil e sua aptidão leiteira. Revista
Brasileira Científica Eletrônica de Medicina Veterinária
– ISSN 1679-7353; Publicação cientifica da Faculdade
de Medicina Veterinária e Zootecnia de Garça/FAMED;
Ano IV, nº8.
[7] YODOYAGA, D. F.; LIRA, M. A. SANTOS, M. V. F,
JUNIOR, J. C. B. D, SILVA, M.C, VENÉZIO, F. S.,
FERNANDES, A. P. M. 2006 Métodos de recuperação
de pastagens de Brachiaria decumbens Stapf. no
Agreste Pernambucano. Revista Brasileira Zootecnia.
sábado, 6 de novembro de 2010
Anatomia e Morfologia do Rúmen.
Bismarck Passos de Carvalho - Zootecnista (bpcarvalho@zootecnista.com.br)
Diana Vieira Rocha - Zootecnista (diannah_rocha@hotmail.com)
Glébio de Almeida Farias - Zootecnista (glebioa@hotmail.com)
Hugo Fernando de Lima - Zootecnista (hfl1609@hotmail.com)
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Rúmen |
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Papilas ruminais |
PALMA MIÚDA (Nopalea cochenillifera)
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Nopalea cochenillifera |

Cochonilha de escamas ( Diaspis echinocacti) |
Cochonilha de escamas ( Diaspis echinocacti) |
Raízes estruturais | Possuem muitas gemas laterais |
Raízes absorventes | Formam-se de poucas horas com umidade |
Raízes de chuva | Morrem logo que o solo seca |
Raízes em esporão | Formam-se como cachos da massa mais volumosa de raízes |



domingo, 10 de outubro de 2010
Blog Zootecnia é 10 foi tema de pesquisa científica
Por Karina Predes (rajanaiana@hotmail.com)
BLOG: ANTES, APENAS UM DIÁRIO VIRTUAL, HOJE UMA FERRAMENTA DE ACESSO AO CONHECIMENTO E DIVULGAÇÃO PROFISSIONAL
INTRODUÇÃO
O crescente aumento das várias ferramentas de comunicação vem proporcionando uma maior interação entre as pessoas. O blog “elemento de nossa pesquisa” é uma dessas ferramentas. Ninguém imaginava que uma simples brincadeira de adolescente, um diário virtual, como era utilizado por eles, tomasse proporções tão grandiosas e com tantas finalidades, como é na atualidade.
Segundo Coutinho e Bottentuit [1] o blog é uma página na Web que se pressupõe ser atualizada com grande frequência através da colocação de mensagens – que se designam “posts” – constituídas por imagens e/ou textos normalmente de pequenas dimensões apresentados de forma cronológica, sendo as mensagens mais recentes normalmente apresentadas em primeiro lugar.
Com o passar dos tempos, muitos professores o utilizam como complemento de suas práticas educativas, buscando uma maior interatividade com o alunado, assim como também já se encontram várias empresas adeptas desta ferramenta.
MATERIAL E MÉTODOS
Para a elaboração desta pesquisa nos debruçamos em um material restrito a perguntas e respostas, incluindo algumas perguntas, respondidas por eles de forma descritiva. A escolha de alunos do 3º ano do ensino médio se deu por eles já terem (ou já deveriam ter) uma visão voltada para a sua vida profissional futura fazendo-os refletir que esta ferramenta poderia ser um meio de divulgação profissional. Mencionamos no questionário a respeito da Zootecnia, se eles sabiam algo sobre o que trabalha um Zootecnista, pois foi verificada a existência de um blog, o qual divulgava esta profissão, sendo ele: www.zootecniae10.blogspot.com.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Negri e Hardt [2] defendem que vivemos hoje um processo de pós-modernização ou informatização, no qual deixamos uma economia moldada pela produção fabril e entramos em outra moldada pela prestação de serviços e produção de informação. Mesmo com toda esta informatização existente, percebemos em nossa pesquisa que 61% dos alunos do 3º ano do ensino médio ainda não pensam em utilizar essa ferramenta “o blog” como um meio profissional. Quando se foi perguntado se eles já haviam tomado conhecimento de alguma profissão através do blog, 59% disseram que não, e 41% disseram que conheceram alguma profissão através do blog. Nesta pesquisa foi escolhida uma profissão que foi “a do Zootecnista” no qual 78% dos alunos não souberam dizer o que trabalha um Zootecnista. E dentre os 22% que disseram que sabiam, formularam sua definição de forma incorreta. Tendo sua definição como a ciência aplicada que visa aproveitar as potencialidades dos animais domésticos, com a finalidade de explorá-los racionalmente como fonte alimentar e outras finalidades junto aos seres humanos. Foi escolhida esta profissão pelo fato de sua recente divulgação através do blog: www.zootecniae10.blogspot.com, já com um número considerável de acessos.
Outro ponto que por nós foi pesquisado é se, dentre os blogs acessados por eles, alguns fazem referência a assuntos relacionados com a educação? E se fazem que matéria da área educacional foram lidas por eles através do blog? O que foi constatado foi que apenas 43% dos alunos do 3º ano do ensino médio leram matérias fazendo referência à área educacional. Sendo que 2% mencionaram que leram em blogs sobre a educação ambiental.
CONCLUSÃO
Muito mais do que um diário de campo, os blogs vêm alcançando proporções tanto no campo profissional como educacional. Um exemplo é o blog fazendo referência à profissão do Zootecnista, mencionada anteriormente. Na sociedade tradicional, temos contato com dezenas de pessoas, no mundo online, podemos aumentar esse número para a casa das centenas ou milhares. Logo, isso faz com que aquilo que já acontecia no nosso dia a dia há décadas, na internet continue acontecendo com muito mais eficiência. É o que vemos na atualidade, pois hoje não só grandes empresas resolveram investir na interatividade da rede, micro e pequenos empresários encontraram no blog um meio de comunicação com menor custo e eficiência. Cabem aos nossos jovens, sujeitos de nossa pesquisa, ampliar o uso dessa ferramenta direcionando-a para a sua vida profissional.
REFERÊNCIAS
[1] COUTINHO, C.P.; BOTTENTUIT, J.B. Blog e Wiki: Os Futuros Professores e as Ferramentas da Web 2.0. Disponível em http://hdl.handle.net/1822/7358, consultado em 06/09/2010 à 1:00. P. 200 O http://hdl.handle.net é um site de artigos.
[2] HARDT, M.; NEGRI, A. Império. São Paulo: Ed. Record, 2001.
Bismarck Passos ao lado do poster para apresentação
Bismarck Passos e Karina Predes, autores do trabalho
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Abertas as inscrições para seleção ao Programa de Pós Graduação em Ciência Animal e Pastagens
Período: 20 de setembro a 22 de outubro de 2010.
O Programa de Pós Graduação em Ciência Animal e Pastagens iniciou suas atividades em agosto deste ano e tem como objetivo a formação e qualificação de recursos humanos, em alto nível e com perfil inovador, destinados ao exercício de atividades técnico-científicas, de pesquisa e ensino superior, para atender as demandas dos setores público e privado na área das Ciências Agrárias, contribuindo para o desenvolvimento da região Semiárida e de todo o País.
O Programa conta com uma área de concentraçãoProdução de Ruminantes e quatro linhas de pesquisa: Avaliação da qualidade e valor nutricional de alimentos conservados; Nutrição e Avaliação de alimentos para ruminantes; Ecofisiologia e sistemas de produção de plantas forrageiras e desempenho de animais em pastagens;e Produção e manejo de ruminante.
A estrutura para o desenvolvimento das atividades de ensino e pesquisa conta com a Central de Laboratórios de Garanhuns (CENLAG – UAG), Clínica de Bovinos e parcerias com o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA).
Vários projetos vêem sendo desenvolvidos pelos docentes do programa e apoiadas pelas agências de fomento como FACEPE, CAPES, CNPq e BNB, entre eles:
§ Fisiologia do crescimento do pasto nativo sob lotação rotacionada no Agreste semiárido de Pernambuco;
§ Exigências de caprinos em crescimento mantidos a pasto na Caatinga em Pernambuco;
§ Avaliação do monitoramento da capacidade suporte da pastagem nativa como estratégia para prevenir a degradação da Caatinga;
§ Suplementação de vacas leiteiras a pasto a base de feijão guandu, palma forrageira e diferentes proporções de óleo de algodão e de soja sobre o desempenho e perfil dos ácidos graxos anticarcinogênicos no leite, entre outros.
§ Características Anatômicas e Valor Nutritivo de Variedades de Palma Forrageira Resistentes a Cochonilha-do-Carmim (Dactylopius opuntiae) no Semi-Árido de Pernambuco
Ao exame de seleção podem candidatar-se portadores de diploma de Zootecnia e áreas afins.
Maiores informações: www.pgcap.ufrpe.br
Karla Andrade
Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal e Pastagens