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Graduado em Zootecnia pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Mestrando em Ciência Animal e Pastagens pela UFRPE.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Dia do Zootecnista


Hoje, dia 13 de maio comemora-se o dia do Zootecnista, profissional responsável pela nutrição, produção e melhoramento genético dos animais de produção. Desde 1966, ano de sua fundação no Brasil batalhamos por melhores condições de trabalho uma vez que somos obrigados por força da lei a dividir nossas funções profissionais com Médicos Veterinários e Engenheiros Agrônomos, profissionais com uma linha de formação totalmente diferente do Zootecnista.
Más mesmo diante de todas as dificuldades a Zootecnia é apaixonante, a emoção de se produzir alimentos de origem animal no combate da fome mundial não tem preço, melhorar geneticamente as espécies para que elas produzam mais em menos tempo é emocionante e desenvolver técnicas de manejo que causem impacto positivo na produtividade animal é simplesmente maravilhoso.
Ser Zootecnista enche de orgulho qualquer profissional, haja visto a grande quantidade de Engenheiros Agrônomos e Médicos Veterinários que ingressam nos programas de pós-graduação em Zootecnia Brasil afora, por isso que esta ciência aplicada encanta tanto, por isso que amo e tenho orgulho de ser Zootecnista e nunca me cansarei de defender a bandeira da Zootecnia para os Zootecnistas.

FELIZ 13 DE MAIO PARA TODOS OS ZOOTECNISTAS
FELIZ DIA DO ZOOTECNISTA


Bismarck Passos de Carvalho
Zootecnista

quinta-feira, 9 de maio de 2013

BÚFALO BAIO


É oriundo da região de Assam na Índia e sua introdução no Brasil é recente. Como o próprio nome diz, possui pelagem baia ou pardacenta, provavelmente pertencente ao grupo Murrah, possuindo aptidão para a produção de carne, leite e tração.
O tipo Baio, embora não seja considerado uma raça pela Associação Brasileira de Criadores de Bubalinos (ABCB) apresenta características interessantes à pesquisa e está, juntamente com a raça Carabao, em  risco de extinção e descaracterização (Cassiano et al, 2003).
Búfalos baios na Ilha de Marajó

Ainda segundo os mesmos autores esses animais possuem características produtivas similares as demais raças      bubalinas.
No Brasil existe apenas um rebanho controlado, pertencente a Embrapa Amazônia Central que também vem sendo conservado na Ilha de Marajó/PA.

Referência:

Cassiano LAP, Mariante AS, Mcmanus C, Marques JRF, Costa NA. Caracterização fenotípica de raças bubalinas nacionais e do tipo Baio. Pesq Agropec Brás, v.38, p.1337-1342, 2003.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Produção de carne equina.


Nos últimos meses tem se falado muito a respeito da carne de cavalo que foi comercializada como se fosse bovina na Europa, más a carne equina é comestível? A resposta é simples, sim ela é comestível e inclusive é até mais saudável que a carne bovina só que no Brasil por se tratar de uma carne exótica há certo preconceito ao seu consumo. O consumo de carne de equídeos e seus derivados no Brasil são permitidos desde que conste nos rótulos a sua especificação, ou seja, desde que o consumidor saiba o  que está comprando (TORRES & JARDIM,1992). No Brasil se produz carne equina porem esta é exportada, o pouco que é comercializado por aqui é na forma de carne seca ou charque . De acordo com Medeiros (2009), a exportação de carne de equídeos representa um dos  principais segmentos do Complexo do Agronegócio do Cavalo no Brasil. Entre 1990 e 2008, o volume das exportações brasileiras de carne de cavalo aumentou 465%. A carne equina é consumida como alimento humano em países como a Suécia, Dinamarca, Holanda, Bélgica, Alemanha, Suíça, França, Itália, entre outros. O sabor da carne de cavalo é um tanto adocicado, por sua riqueza em glicogênio, mas diminui com a idade do animal e varia com a raça e com o corte da carcaça. A carne equina apresenta cor vermelha escura ou parda avermelhada, e suas fibras são finas e longas, de consistência firme (TORRES E JARDIM, 1992).
Diante de tudo isso não há o que temer se um dia você consumir carne de cavalo, saiba que estará degustando um excelente alimento.

Componentes da carne equina. Adaptado de França (2004).
Cortes

Carne equina sendo comercializada
Vários produtos derivados da carne equina a venda
Lasanha com carne de cavalo

REFERÊNCIAS:

FRANÇA, M.M.  Cavalo: do hobby ao negócio.  Itapetininga: Faculdades Integradas de
Itapetininga, Fundação Karnig Bazarian, 2004. 89p. (Monografia).
MEDEIROS, J.F.  UE Tem Novas Regras Para Importar Carne Equídea.  27/08/09.
TORRES, A.; JARDIM, W. Criação do Cavalo e de Outros Equinos. Ed Nobel, São Paulo – SP.
1992.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Mastite bovina pode reduzir em até 45% a produção de leite


Matéria publicada em: Globo Rural On Line
http://revistagloborural.globo.com/Revista/Common/0,,EMI317713-18530,00-MASTITE+BOVINA+PODE+REDUZIR+EM+ATE+A+PRODUCAO+DE+LEITE.html

A mastite é uma doença que atinge vacas leiteiras e causa a inflamação da glândula mamária, ocasionando prejuízos à atividade de produção de leite. De acordo com a pesquisadora da Embrapa Rondônia, Juliana Dias, a doença pode provocar diminuição da produção, morte ou descarte precoce de animais e queda na qualidade do produto final. Além das perdas, a infecção pode representar risco à saúde humana devido à eliminação de microrganismos e toxinas no leite consumido.
As bactérias são as principais causadoras da mastite, mas ela também pode ocorrer devido à infecção por fungos, algas e vírus. A doença pode se apresentar de duas formas. A forma clínica é caracterizada por alteração no leite, podendo ocorrer também anormalidades visíveis no úbere, como aumento de temperatura e edema. Já a forma subclínica é caracterizada pela ausência de alterações visíveis a olho nu. “A forma subclínica ocorre com mais frequência sendo responsável por cerca de 70% das perdas, e pode diminuir a produção de leite em até 45%”, informa Juliana.
Controle
Para o controle da mastite, um conjunto de medidas pode ser aplicado junto ao rebanho, como: realização do teste da caneca telada em todas as ordenhas para o diagnóstico de mastite clínica; realização do California Mastitis Test (CMT) a cada quinze dias para o diagnóstico da mastite subclínica; desinfecção das tetas antes da ordenha; secagem das tetas com papel toalha; realização da ordenha manual ou colocação da ordenhadeira mecânica; desinfecção das tetas após a ordenha e alimentação dos animais para que eles permaneçam em pé até o completo fechamento do esfíncter da teta.
“Para evitar a transmissão da mastite, além do manejo de ordenha adequado, recomenda-se a implantação da linha de ordenha, utilizando como base o resultado do CMT. A linha é estruturada de forma que as vacas negativas sejam ordenhadas primeiramente. Em seguida, as vacas com mastite subclínica e, por último, os animais com mastite clínica”, explica Juliana.
Os animais que estiverem recebendo tratamento devem ser marcados e o leite deles descartado durante o período, para evitar a presença de resíduos no leite do tanque ou latão. Outra medida é a limpeza e manutenção dos equipamentos de ordenha a cada seis meses, visando garantir a sanidade da glândula mamária. A lavagem do equipamento deve ser feita imediatamente após a ordenha seguindo as instruções do fabricante.
Durante a secagem, o uso de antibióticos específicos em todos os quartos do animal é fundamental para o tratamento de casos subclínicos, adquiridos durante a lactação, e também para a prevenção de novas infecções durante o período seco. A recomendação é que o animal tratado seja acompanhado durante as duas primeiras semanas pós-tratamento. De acordo com Juliana, as vacas com mastite crônica não curada não devem ser utilizadas para a produção nem ficar junto com o restante do rebanho.
Prevenção e monitoramento
Para evitar a ocorrência da mastite no rebanho, recomenda-se a análise do California Mastitis Test (CMT) ou CCS, ouexame microbiológico do leite, dos animais a serem comprados. O monitoramento da doença deve ser feito através da coleta sistemática de dados de CCS dos animais.