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Graduado em Zootecnia pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Mestrando em Ciência Animal e Pastagens pela UFRPE.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

SILAGEM DE MILHO

No Brasil e no mundo o milho é a forrageira mais utilizada para a produção de silagem pois o mesmo pode ser plantado em qualquer região do país, produzir uma boa quantidade de massa verde por hectare, possuir facilidade de fermentar e por produzir uma silagem de bom valor energético devido a presença dos grãos.

Quando ensilar o milho?

O momento da colheita é essencial quando se pretende produzir silagem de ótima qualidade. Quando o material a ser ensilado é colhido antes do momento ideal pode apresentar dois problemas, o primeiro é que o teor de umidade é muito alto e nessa situação haverá produção de muito chorume que é rico em carboidratos solúveis e representa uma perda considerável de nutrientes. O segundo problema a lavoura poderá apresentar um baixo percentual de grãos e consequentemente baixo teor energético. Quando colhido após o ponto ideal, o material a ser ensilado apresentará dificuldade de ser picado pelas máquinas e seu rendimento será menor e a compactação de um material seco é bem mais difícil o que favorece uma maior presença de oxigênio na massa ensilada. Portanto quanto maior o volume de oxigênio, maior será a respiração celular, a produção de calor, o tempo para se iniciar a fermentação e a perda de nutrientes.
O ideal é ensilar o milho quando o teor de matéria seca estiver entre 33% e 35%, existem algumas maneiras de verificar o teor de matéria seca, o primeiro é pela consistência dos grãos e o segundo pela posição da linha do leite.
À medida que a planta envelhece, os grãos tornam-se mais duros, assim, a consistência dos grãos evolui passando pelos  pontos de pamonha, farináceo e duro. Quando os grãos estiverem no ponto farináceo, o teor de matéria seca estará entre 30% e 35%. O ponto de ensilagem é quando o grão pode ser esmagado com os dedos e a umidade é suficiente apenas para umedecê-los.


Corte da forragem

A forragem deve ser picada no tamanho entre 1 e 2 cm, isso facilita a acomodação do material dentro do silo favorecendo uma melhor compactação e expulsão do ar; deixa os carboidratos solúveis mais expostos para que a fermentação seja mais rápida e completa; quebra os grãos para que o amido seja degradado mais rapidamente no rúmen; evita a seleção pelo animal no cocho havendo uma redução nas sobras.
Fonte: Bismarck Passos
Compactação da massa ensilada


Enchimento do Silo (trincheira)

O silo deve ser forrado com uma lona nova e integra (sem furos). A forragem deve ser descarregada na área forrada e o material espalhado na área do silo. Ao mesmo tempo deve-se compactar as camadas de forragem com o objetivo da se expulsar as camadas de ar da massa ensilada. Para a compactação deve-se escolher um trator mais pesado, podendo ser de pneu ou de esteira. Após concluído o enchimento o silo deve ser vedado com uma lona sem furos, as laterais devem enterradas, devem ser feitos drenos ao redor do silo e cercas para evitar que animais pisoteiem e furem a lona que deve ser coberta com capim, terra ou areia, pneus velhos podem ser utilizados sobre o silo. Mantenha o silo fechado por pelo menos 30 dias para garantira que o material ensilado seja completamente fermentado sem comprometer a qualidade e o valor nutritivo da silagem.
Fonte: Bismarck Passos
Silo completamente vedado

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Conservação de Forragem

A conservação de silagens envolve um complexo processo  bioquímico e microbiológico, o material ensilado é conservado através de fermentações, passando por três fases principais.

Fase aeróbica

Envolve a morte dos tecidos das plantas e rápida exaustão do oxigênio, seguido pela proliferação de bactérias aeróbias. Durante essa fase, os carboidratos solúveis (CS) são convertidos em CO2 e H2O nas células das plantas e pelos microrganismos aeróbios com liberação de calor. Esse processo continua até que todo o O2 seja eliminado do meio.
Esta fase é ineficiente em perspectivas de conservação do material ensilado, porém, pode trazer alguns benefícios como: criar condições anaeróbicas; produzir compostos bioquímicos que aumentam a estabilidade da silagem durante o descarregamento do silo. As principais desvantagens de uma fase aeróbia prolongada são: excessiva perda de Matéria Seca (MS); temperaturas elevadas no interior do silo com aumento nos produtos de Maillard e queda na qualidade da silagem.

Fase de colonização (lag-phase)

É uma fase de curta duração (poucas horas) entre a fase aeróbia e a anaeróbia. Nesta fase tem inicio um rápido crescimento de microrganismos anaeróbios que promoverão intensa produção de ácidos orgânicos.

Fase anaeróbica (de fermentação)

É a fase mais longa no processo de ensilagem, continuando até que o pH da forragem seja suficientemente baixo para inibir o crescimento potencial de todos os microrganismos. Esses microrganismos fermentam hexoses (glicose e frutose) e pentoses (ribose e xilose), produzindo etanol, ácidos graxos voláteis (AGV), ácido lático e CO2.
Quanto mais rápida for a fermentação, com rápida acidificação da massa ensilada, melhor será a qualidade da silagem em função da redução nas perdas de matéria seca. O ácido lático é o mais forte, sendo o mais efetivo para o rápido declínio do pH e manutenção da estabilidade da silagem.
Fonte: Arquivo pessoal
Silagem de milho

domingo, 8 de julho de 2012

Biologia e controle de roedores

Os roedores são um problema sério em criações de animais, lá eles encontram um ambiente que atende suas necessidades básicas (alimento, água e abrigo).
As três principais espécies que causam problemas na criação são:

Ratazana ou rato de esgoto (gabiru) – Rattus norvegicus
Rattus Norvegicus

Rato preto ou de telhado – Rattus rattus
Rattuts rattus

Camundongo (catita) – Mus musculus
Mus musculus


Os ratos são causa de graves problemas e prejuízos, pois consomem ração e contaminam a ração não consumida. Para se ter uma idéia, dois ratos em seis meses consomem 14 kg de alimento, produzindo 5,5 L de urina e 25 mil cíbalas de fezes, podendo ainda contaminar os alimentos através de seus pêlos e patas. Podem transmitir várias doenças como: Leptospirose, tifo, salmonelose, hantavírus, além de transportarem ácaros e outros ectoparasitos como a pulga do rato (Xenopsila cheops) que é portadora do agente causador da peste bubônica, mais conhecida como peste negra.
São providos de dentes capazes de roer madeira, chumbo, alumínio, argamassa (3:1 – areia:cimento), tijolo, plástico e cimento.
Possuem visão deficiente, olfato e audição aguçados e o sentido mais desenvolvido é o tato devido à presença de pêlos táteis e vibrissas (bigodes) que atuam como antenas, permitindo que se desloquem com segurança em locais totalmente escuros.
Um fator importante a saber sobre os ratos é seu comportamento social, existem 2 classes. Uma formada pelos machos e fêmeas em idade de reprodução (dominantes) e outra pelos ratos muito jovens e os muito velhos (dominados). Esse comportamento é relacionado com a forma de alimentação, visando a sobrevivência da colônia. Na presença de uma nova fonte de alimento (isca envenenada, por exemplo) apenas os ratos velhos se alimentam. Se nada ocorrer a eles, os dominantes passam a consumir essa fonte alimentar. Por isso que os raticidas usados no controle dessa praga possuem substancias agem lentamente.

CONTROLE

Mecânico – É realizado pelas estruturas das construções que devem dificultar ou impedir o acesso desses animais ao interior das instalações.

·         Construções de alvenaria de tijolos;
·         Vedação das portas, com chapas de lata, ou uso de portas e janelas metálicas;
·         Uso de estrado ripado de madeira, com 30 cm de altura e distante 50 cm das paresdes, para disposição dos sacos de ração;
·         Limpeza do local, com remoção dos entulhos.

Biológico – O uso de inimigos naturais nas criações fica difícil por esses predadores (em geral gatos), também serem portadores de agentes patogênicos para o homem e os animais. Como por exemplo, os gatos que são hospedeiros definitivos do Toxoplasma spp. e, também por isso devem ser descartados da criação.

Químico – O uso de venenos tem sido a alternativa mais utilizada no controle dos ratos. São empregados produtos químicos, com ação anticoagulante, tem sido empregado, pois o veneno será ingerido pelos roedores, sem entrar em contato com os animais, sua concentração deve ser alta para os ratos e baixa para humanos e outros animais.

A utilização das iscas deve ser feita com base em um programa que leve em consideração as habilidades e o comportamento das diferentes espécies de ratos, daí a importância da identificação da espécie.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Cavalo de Guerra

Quem nunca ouviu as histórias de Alexandre o Grande que conquistou um vasto império montado em seu cavalo Bucéfalo, que juntos cavalgaram rumo a grandes conquistas formando um grande império. Bucéfalo, seu fiel parceiro era um cavalo da raça Friesian. Há relatos de sua presença também nas batalhas que expandiram o Império Romano e durante a Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918) transportou canhões e outras armas pesadas e nela quase foi dizimado.
Alexandre o Grande montado em seu cavalo Friesian Bucéfalo

O cavalo Friesian é o único nativo dos Países Baixos que conseguiu sobreviver à passagem do tempo. As suas origens remontam a séculos atrás. Sendo uma das mais antigas raças na Europa, esteve à beira da extinção várias vezes ao longo do último século. Graças à devoção de um grupo de entusiastas, sobreviveu até o presente, gozando, hoje, de grande popularidade em todo o mundo. É um animal de temperamento dócil e fisicamente bastante robusto, possui boa andadura, pelagem exclusivamente negra e crina farta. É criado principalmente na Frísia, litoral norte dos Países Baixos, de onde se origina seu nome.

O Friesian possui dupla, para montaria e atrelagem. Seu temperamento é bastante favorável para uso amador e adestramento de vários tipos.

Segundo a Revista Globo Rural de dezembro/2009, foi introduzido no Brasil por dois criadores de Curitiba/PR com a finalidade de serem selecionados para hipismo. Foram trazidos sete animais para um haras no município de Campo Magro, nos arredores da capital Paranaense no ano de 2009.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Entrevista com o Zootecnista Elijá Arandas

Muitas vezes o estudante de Zootecnia não se identifica com a carreira acadêmica e prefere procurar seu espaço em empresas públicas ou privadas. Diante disso fomos procurar um Zootecnista que ao sair do meio acadêmico optou por este segmento e está trilhando com sucesso seu caminho pelo mercado de trabalho.
O Blog Zootecnia é 10 tem a honra de entrevistar o Zootecnista Elijá Arandas, natural do município de Jurema-PE, é graduado em Zootecnia pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE/UAG) e hoje trabalha na empresa Nordeste Ordenhadeiras.

Elijá Arandas, Zootecnista


Zootecnia é 10: Qual o perfil do Zootecnista para o mercado de trabalho?

Elijá: O Zootecnista deve ser polivalente, onde este pode trabalhar tanto a parte nutricional quanto a parte administrativa, gerenciando propriedades, podendo atuar em qualquer empreendimento ou em fazendas, sempre agindo da melhor forma possível, deve ser dinâmico, bem informado, tem que se manter sempre atualizado não apenas na região onde este está inserido, mas em todo o mundo, uma vez que com essa economia globalizada não dá mais para ficarmos isolados.

Zootecnia é 10: Qual é a média salarial do Zootecnista hoje?

Elijá: Oscila entre R$ 2.000,00 a R$ 3.000,00.

Zootecnia é 10: Deixe uma mensagem para de incentivo para os Estudantes de Zootecnia e os Zootecnistas recém-formados.

Elijá: Estudem, acreditem, que a Zootecnia não é a profissão do futuro, é a profissão do presente e se vocês saírem da Universidade com uma boa bagagem de conhecimentos não terão dificuldade de encontrar seu lugar no mercado de trabalho.

domingo, 13 de maio de 2012

TUDO PELA ZOOTECNIA.


Há 46 anos em Uruguaiana-RS era dado o pontapé inicial da Zootecnia no Brasil cujo bordão criado pelo Professor Octávio Domingues (patrono da Zootecnia brasileira) era: “Tudo pela Zootecnia”. Estas palavras soavam como um rugido de defesa e de criação de um espaço próprio. Nos dias atuais os Zootecnistas continuam a gritar o “Tudo pela Zootecnia”, fazendo-se valer da força contida nessa expressão (Ferreira et. al., 2006).
Portanto ser Zootecnista vai muito além do que ser apenas um profissional, ser Zootecnista é ter a certeza de que seu trabalho é nobre, pois somos nós que produzimos os alimentos que estão na mesa de todos os brasileiros diariamente, respeitando a fauna, a flora e os recursos naturais. Ser Zootecnista é nunca desistir, é sempre lutar, é tornar o impossível uma coisa simples e melhorar o que já é perfeito.
E como falava o saudoso Prof. Octávio Domingues “TUDO PELA ZOOTECNIA”.

FELIZ DIA DO ZOOTECNISTA PARA TODOS
A natureza cria e o Zootecnista melhora.

FERREIRA, W. M.; BARBOSA, S. B. P. et al. Zootecnia brasileira: quarenta anos de histórias e reflexões. Rev. Acad., Curitiba, v.4, n.3, p. 77-93, jul./set. 2006.

Uma homenagem em parceria:
Texto: Bismarck Passos - Zootecnia é 10
Imagem: Renata Lara - Minha vida na Zootecnia

Entrevista com o Zootecnista Prof. D.Sc Airon Melo da UFRPE/UAG

Colaboraram nesta entrevista os discentes de Zootecnia:

  • José Claudenildo Lucas - UFRPE/UAG
  • Núbia Araújo - UNIVASF

Para comemorar o Dia do Zootecnista, o Blog Zootecnia é 10 tem a honra de entrevistar neste dia tão especial para nós Zootecnistas o Professor Dr. Airon Aparecido Silva de Melo, onde este nos falará da importância do Zootecnista no agreste pernambucano, do mercado de trabalho para o Zootecnista e sobre o nosso tão sonhado Conselho Federal de Zootecnia.

Prof. D. Sc. Airon Melo
 O professor Airon é graduado em Zootecnia pela Universidade Federal Rural de Pernambuco em 1999, foi o aluno laureado de sua turma. Ainda na UFRPE, cursou o Mestrado (2000-2002) e Doutorado (2002-2004). Docente de Cursos de Graduação e de Pós-Graduação da UFRPE/UAG, o mesmo faz parte da primeira turma de professores contratados pela Unidade em 2005, tendo sido o primeiro coordenador do Curso de Zootecnia da UFRPE/UAG. É colaborador da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), presta várias assessorias aos produtores rurais do Agreste Meridional pernambucano e ministra mini-cursos e palestras em várias instituições do país – tanto no âmbito acadêmico, como no da educação não-formal. Trabalhou no Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) e na Cooperativa dos Produtores Rurais de São Bento do Una, recebeu em 2010 a medalha de honra ao mérito Zootécnico do CRMV/PE.
Atual Vice-Diretor Geral e Acadêmico da Unidade Acadêmica de Garanhuns (UFRPE/UAG) e membro suplente do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Pernambuco (CRMV/PE). Tem experiência em Manejo e nutrição de ruminantes, atuando principalmente nos seguintes temas: bovino de leite, semi-árido, palma forrageira, consumo, digestibilidade, síntese microbiana e comportamento ingestivo.

1-                  Qual a visão dos ingressantes sobre a Zootecnia, antes de iniciar a graduação? E quais são as maiores dificuldades quês estes encontram após o ingresso?

Há algum tempo atrás, a maioria das pessoas quando ingressavam em um curso de Zootecnia não sabiam o que é a Zootecnia e geralmente optavam por esse curso por possuir baixa concorrência e hoje como não existe mais Vestibular para ingresso na UFRPE, os futuros Zootecnistas ingressam no curso através do ENEM, o que mudou um pouco a concorrência que hoje é bem maior fazendo com que o ingressante tenha certa consciência. Só que na maioria das vezes o estudante acha que vai trabalhar com “bichinho” e na verdade ele se depara com um curso de engenharia. Para se ter idéia em Portugal a nossa Zootecnia é conhecida como Engenharia Zootécnica porque ao ingressar no curso de Zootecnia o estudante vai cursar disciplinas como matemática, física, Análise química, Bioquímica, muito parecido com os cursos de engenharia, então no momento em que ele se depara com essa realidade ele não vai ver o “bichinho” de imediato. O “bichinho” para nós é aquele que dá lucro, gera renda, ou seja, é o animal que tenha finalidade, seja ela de produção, trabalho, de convivência, más que tenha por trás o grande objetivo que é a geração de renda. Então primeiro se aprende as disciplinas já citadas para que se possa trabalhar o solo para produzir o alimento que vai alimentar os animais de interesse: bovinos, caprinos, ovinos, aves, ou seja, todos aqueles animais que tenham interesse zootécnico e econômico.

2-                  Qual a importância do curso de Zootecnia para o Agreste Meridional de Pernambuco?

Sabe-se que o Agreste Meridional é o grande responsável pela produção de alimentos em Pernambuco, diga-se de passagem, alimentos de origem animal, por exemplo, 75% da produção de leite de Pernambuco encontram-se nessa região; cerca de 70% da produção de aves de corte e de postura também se encontra inserida nessa região e em parte da Zona da Mata. Temos ainda cadeias importantes como a Equídeocultura, a bovinocultura de corte onde esses animais são criados juntamente com animais de aptidão leiteira uma vez que, boa parte dos animais abatidos no Agreste é de origem leiteira. Se nós pensarmos na Suinocultura, onde poucos sabem que somos fortes produtores de suínos devido justamente a nossa produção leiteira onde 50% desse leite é processado e o resíduo ou subproduto resultante desse processamento que é o soro é ofertado a esses animais.
Em resumo, a Zootecnia tem fundamental importância para nossa região uma vez que, todos esses sistemas de produção necessitam de conhecimentos técnicos e o profissional da produção animal, ou seja, o Zootecnista é quem faz, quem conhece e quem determina todo o manejo e toda tecnologia empregada na criação desses animais.

3-                  Como anda o mercado de trabalho para o Zootecnista recém-formado em Pernambuco?

Se pensarmos na Zootecnia até pouco tempo atrás poderíamos dizer que formar Zootecnistas em Pernambuco seria perca de tempo porque não havia mercado de trabalho. Más esse cenário vem mudando de alguns anos pra cá e um exemplo bem simples para falar em relação ao campo de trabalho é que boa parte dos nossos profissionais recém saídos da Unidade Acadêmica de Garanhuns (UAG) está encontrando espaço no mercado, parte está indo para os programas de pós-graduação Brasil afora e diante disso eu lhe digo que o mercado de trabalho é muito bom, o que precisa é nós mostrarmos nossa eficiência em produção porque antigamente se conseguia um emprego em Prefeituras, órgãos governamentais, empresas privadas, fazendas e granjas, ou seja, o profissional recém-formado dependendo da profissão já conseguia um emprego logo ao sair da universidade. Hoje o que se busca é trabalho e quando se contrata alguém para se prestar um serviço o que se quer em troca é um retorno e nada mais eficiente do que um Zootecnista para mostrar que sabemos produzir, que sabemos dar retorno econômico ao produtor. Em síntese é apenas mostrarmos o que sabemos fazer em beneficio da renda e da produtividade.
Um exemplo a respeito desse assunto que sempre falo, foi de três estagiários oriundos do Recife que vieram realizar o Estágio Supervisionado Obrigatório no Município de Buíque e ao termino de suas atividades todos eles haviam recebido proposta de trabalho, ou seja, os produtores viram que eles tinham conhecimento, que tinham como melhorar a renda através do ré-arranjo do que eles criavam (caprinos, ovinos, bovinos, etc.). Então veja bem, só por eles terem mostrado seus conhecimentos, organizando e administrando com competência, resultou na melhoria da renda desses produtores e fez que com que estes os contratassem, pena que não puderam fica, pois tinha que retornar para concluir seus cursos sendo que dois deles hoje se encontram segundo a carreira acadêmica e outro enveredou no setor privado.

4-                  Qual o perfil das empresas que o Zootecnista deve procurar no mercado?

Hoje o Brasil é um celeiro de empregos, principalmente empregos públicos. Há quinze anos atrás para surgir 100 vagas no emprego público demorava dez anos, hoje vemos diariamente uma gama de concursos oferecidos pelos órgãos públicos. Então uma das fontes de emprego hoje em dia, são as instituições públicas (prefeituras, órgãos estaduais e federais) através de concursos. Outra alternativa de emprego são as ONGs que oferecem assistência técnica. No setor privado, temos um bom exemplo aqui no Agreste onde uma empresa que seu dono é graduado em uma das profissões das ciências agrárias e entende bastante de economia, e os profissionais que ele tem buscado nos últimos tempos são os Zootecnistas, ou seja, ele está mostrando para o nosso discente, para os nossos professores e público em geral que o profissional que ele precisa para a empresa dele que é voltada para a produção animal é o Zootecnista. Então um cidadão que cresceu vindo de uma empresa pequena aqui do interior de Pernambuco e hoje  domina parte da nutrição e parte da venda de produtos agropecuários no Nordeste busca o profissional Zootecnista porque entende o valor que tem a nossa profissão.
Então no setor privado nós temos hoje um bom nicho de empregos, é só o Zootecnista mostrar que sabe, que pode dar um retorno tanto para o dono da empresa como para o público que ele atende.

5-                  Quais benefícios o Conselho Federal de Zootecnia trará para os Zootecnistas?

Responderei essa pergunta de forma bem simples e direta. Imagine o Bacharel em Direito sem a OAB, quantos profissionais seriam formados no Brasil sem capacidade de atuação, se ele não tivesse a OAB quem iria defender os direitos do Advogado? Então imagine nós Zootecnistas, com uma profissão de 46 anos de existência ainda sem um Conselho representativo. Somos vinculados ao Conselho de Medicina Veterinária tanto no Nacional como no Regional. Hoje faço parte da diretoria do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Pernambuco como suplente. Entrei no CRMV/PE porque houve a garantia de apoio a nossa luta para a criação do Conselho de Zootecnia e a nova Diretora do CRMV/PE tem apoiado nossa luta. O apoio do CRMV para a criação do nosso conselho é muito importante e depois que nosso conselho for criado nós teremos uma identidade mais forte, seremos uma classe que teremos um órgão para defender nossos interesses e posições.