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Graduado em Zootecnia pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Mestrando em Ciência Animal e Pastagens pela UFRPE.

domingo, 13 de maio de 2012

TUDO PELA ZOOTECNIA.


Há 46 anos em Uruguaiana-RS era dado o pontapé inicial da Zootecnia no Brasil cujo bordão criado pelo Professor Octávio Domingues (patrono da Zootecnia brasileira) era: “Tudo pela Zootecnia”. Estas palavras soavam como um rugido de defesa e de criação de um espaço próprio. Nos dias atuais os Zootecnistas continuam a gritar o “Tudo pela Zootecnia”, fazendo-se valer da força contida nessa expressão (Ferreira et. al., 2006).
Portanto ser Zootecnista vai muito além do que ser apenas um profissional, ser Zootecnista é ter a certeza de que seu trabalho é nobre, pois somos nós que produzimos os alimentos que estão na mesa de todos os brasileiros diariamente, respeitando a fauna, a flora e os recursos naturais. Ser Zootecnista é nunca desistir, é sempre lutar, é tornar o impossível uma coisa simples e melhorar o que já é perfeito.
E como falava o saudoso Prof. Octávio Domingues “TUDO PELA ZOOTECNIA”.

FELIZ DIA DO ZOOTECNISTA PARA TODOS
A natureza cria e o Zootecnista melhora.

FERREIRA, W. M.; BARBOSA, S. B. P. et al. Zootecnia brasileira: quarenta anos de histórias e reflexões. Rev. Acad., Curitiba, v.4, n.3, p. 77-93, jul./set. 2006.

Uma homenagem em parceria:
Texto: Bismarck Passos - Zootecnia é 10
Imagem: Renata Lara - Minha vida na Zootecnia

Entrevista com o Zootecnista Prof. D.Sc Airon Melo da UFRPE/UAG

Colaboraram nesta entrevista os discentes de Zootecnia:

  • José Claudenildo Lucas - UFRPE/UAG
  • Núbia Araújo - UNIVASF

Para comemorar o Dia do Zootecnista, o Blog Zootecnia é 10 tem a honra de entrevistar neste dia tão especial para nós Zootecnistas o Professor Dr. Airon Aparecido Silva de Melo, onde este nos falará da importância do Zootecnista no agreste pernambucano, do mercado de trabalho para o Zootecnista e sobre o nosso tão sonhado Conselho Federal de Zootecnia.

Prof. D. Sc. Airon Melo
 O professor Airon é graduado em Zootecnia pela Universidade Federal Rural de Pernambuco em 1999, foi o aluno laureado de sua turma. Ainda na UFRPE, cursou o Mestrado (2000-2002) e Doutorado (2002-2004). Docente de Cursos de Graduação e de Pós-Graduação da UFRPE/UAG, o mesmo faz parte da primeira turma de professores contratados pela Unidade em 2005, tendo sido o primeiro coordenador do Curso de Zootecnia da UFRPE/UAG. É colaborador da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), presta várias assessorias aos produtores rurais do Agreste Meridional pernambucano e ministra mini-cursos e palestras em várias instituições do país – tanto no âmbito acadêmico, como no da educação não-formal. Trabalhou no Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) e na Cooperativa dos Produtores Rurais de São Bento do Una, recebeu em 2010 a medalha de honra ao mérito Zootécnico do CRMV/PE.
Atual Vice-Diretor Geral e Acadêmico da Unidade Acadêmica de Garanhuns (UFRPE/UAG) e membro suplente do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Pernambuco (CRMV/PE). Tem experiência em Manejo e nutrição de ruminantes, atuando principalmente nos seguintes temas: bovino de leite, semi-árido, palma forrageira, consumo, digestibilidade, síntese microbiana e comportamento ingestivo.

1-                  Qual a visão dos ingressantes sobre a Zootecnia, antes de iniciar a graduação? E quais são as maiores dificuldades quês estes encontram após o ingresso?

Há algum tempo atrás, a maioria das pessoas quando ingressavam em um curso de Zootecnia não sabiam o que é a Zootecnia e geralmente optavam por esse curso por possuir baixa concorrência e hoje como não existe mais Vestibular para ingresso na UFRPE, os futuros Zootecnistas ingressam no curso através do ENEM, o que mudou um pouco a concorrência que hoje é bem maior fazendo com que o ingressante tenha certa consciência. Só que na maioria das vezes o estudante acha que vai trabalhar com “bichinho” e na verdade ele se depara com um curso de engenharia. Para se ter idéia em Portugal a nossa Zootecnia é conhecida como Engenharia Zootécnica porque ao ingressar no curso de Zootecnia o estudante vai cursar disciplinas como matemática, física, Análise química, Bioquímica, muito parecido com os cursos de engenharia, então no momento em que ele se depara com essa realidade ele não vai ver o “bichinho” de imediato. O “bichinho” para nós é aquele que dá lucro, gera renda, ou seja, é o animal que tenha finalidade, seja ela de produção, trabalho, de convivência, más que tenha por trás o grande objetivo que é a geração de renda. Então primeiro se aprende as disciplinas já citadas para que se possa trabalhar o solo para produzir o alimento que vai alimentar os animais de interesse: bovinos, caprinos, ovinos, aves, ou seja, todos aqueles animais que tenham interesse zootécnico e econômico.

2-                  Qual a importância do curso de Zootecnia para o Agreste Meridional de Pernambuco?

Sabe-se que o Agreste Meridional é o grande responsável pela produção de alimentos em Pernambuco, diga-se de passagem, alimentos de origem animal, por exemplo, 75% da produção de leite de Pernambuco encontram-se nessa região; cerca de 70% da produção de aves de corte e de postura também se encontra inserida nessa região e em parte da Zona da Mata. Temos ainda cadeias importantes como a Equídeocultura, a bovinocultura de corte onde esses animais são criados juntamente com animais de aptidão leiteira uma vez que, boa parte dos animais abatidos no Agreste é de origem leiteira. Se nós pensarmos na Suinocultura, onde poucos sabem que somos fortes produtores de suínos devido justamente a nossa produção leiteira onde 50% desse leite é processado e o resíduo ou subproduto resultante desse processamento que é o soro é ofertado a esses animais.
Em resumo, a Zootecnia tem fundamental importância para nossa região uma vez que, todos esses sistemas de produção necessitam de conhecimentos técnicos e o profissional da produção animal, ou seja, o Zootecnista é quem faz, quem conhece e quem determina todo o manejo e toda tecnologia empregada na criação desses animais.

3-                  Como anda o mercado de trabalho para o Zootecnista recém-formado em Pernambuco?

Se pensarmos na Zootecnia até pouco tempo atrás poderíamos dizer que formar Zootecnistas em Pernambuco seria perca de tempo porque não havia mercado de trabalho. Más esse cenário vem mudando de alguns anos pra cá e um exemplo bem simples para falar em relação ao campo de trabalho é que boa parte dos nossos profissionais recém saídos da Unidade Acadêmica de Garanhuns (UAG) está encontrando espaço no mercado, parte está indo para os programas de pós-graduação Brasil afora e diante disso eu lhe digo que o mercado de trabalho é muito bom, o que precisa é nós mostrarmos nossa eficiência em produção porque antigamente se conseguia um emprego em Prefeituras, órgãos governamentais, empresas privadas, fazendas e granjas, ou seja, o profissional recém-formado dependendo da profissão já conseguia um emprego logo ao sair da universidade. Hoje o que se busca é trabalho e quando se contrata alguém para se prestar um serviço o que se quer em troca é um retorno e nada mais eficiente do que um Zootecnista para mostrar que sabemos produzir, que sabemos dar retorno econômico ao produtor. Em síntese é apenas mostrarmos o que sabemos fazer em beneficio da renda e da produtividade.
Um exemplo a respeito desse assunto que sempre falo, foi de três estagiários oriundos do Recife que vieram realizar o Estágio Supervisionado Obrigatório no Município de Buíque e ao termino de suas atividades todos eles haviam recebido proposta de trabalho, ou seja, os produtores viram que eles tinham conhecimento, que tinham como melhorar a renda através do ré-arranjo do que eles criavam (caprinos, ovinos, bovinos, etc.). Então veja bem, só por eles terem mostrado seus conhecimentos, organizando e administrando com competência, resultou na melhoria da renda desses produtores e fez que com que estes os contratassem, pena que não puderam fica, pois tinha que retornar para concluir seus cursos sendo que dois deles hoje se encontram segundo a carreira acadêmica e outro enveredou no setor privado.

4-                  Qual o perfil das empresas que o Zootecnista deve procurar no mercado?

Hoje o Brasil é um celeiro de empregos, principalmente empregos públicos. Há quinze anos atrás para surgir 100 vagas no emprego público demorava dez anos, hoje vemos diariamente uma gama de concursos oferecidos pelos órgãos públicos. Então uma das fontes de emprego hoje em dia, são as instituições públicas (prefeituras, órgãos estaduais e federais) através de concursos. Outra alternativa de emprego são as ONGs que oferecem assistência técnica. No setor privado, temos um bom exemplo aqui no Agreste onde uma empresa que seu dono é graduado em uma das profissões das ciências agrárias e entende bastante de economia, e os profissionais que ele tem buscado nos últimos tempos são os Zootecnistas, ou seja, ele está mostrando para o nosso discente, para os nossos professores e público em geral que o profissional que ele precisa para a empresa dele que é voltada para a produção animal é o Zootecnista. Então um cidadão que cresceu vindo de uma empresa pequena aqui do interior de Pernambuco e hoje  domina parte da nutrição e parte da venda de produtos agropecuários no Nordeste busca o profissional Zootecnista porque entende o valor que tem a nossa profissão.
Então no setor privado nós temos hoje um bom nicho de empregos, é só o Zootecnista mostrar que sabe, que pode dar um retorno tanto para o dono da empresa como para o público que ele atende.

5-                  Quais benefícios o Conselho Federal de Zootecnia trará para os Zootecnistas?

Responderei essa pergunta de forma bem simples e direta. Imagine o Bacharel em Direito sem a OAB, quantos profissionais seriam formados no Brasil sem capacidade de atuação, se ele não tivesse a OAB quem iria defender os direitos do Advogado? Então imagine nós Zootecnistas, com uma profissão de 46 anos de existência ainda sem um Conselho representativo. Somos vinculados ao Conselho de Medicina Veterinária tanto no Nacional como no Regional. Hoje faço parte da diretoria do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Pernambuco como suplente. Entrei no CRMV/PE porque houve a garantia de apoio a nossa luta para a criação do Conselho de Zootecnia e a nova Diretora do CRMV/PE tem apoiado nossa luta. O apoio do CRMV para a criação do nosso conselho é muito importante e depois que nosso conselho for criado nós teremos uma identidade mais forte, seremos uma classe que teremos um órgão para defender nossos interesses e posições.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Principais Raças de abelhas introduzidas no Brasil


As abelhas surgiram na África, foram introduzidas na Europa, Leste da Índia e China. No Brasil, foram introduzidas pelos imigrantes europeus em meados de 1839, o Padre Antônio Carneiro conseguiu autorização do Imperador D. Pedro II para importar algumas famílias de abelhas do reino popularmente conhecidas como abelhas pretas (Apis mellifera mellifera).
Vivem em colônias, perfeitamente dividias em três categorias diferentes:

  • 01 - rainha
  • 60.000 - abelhas operárias
  • 400 - zangões

Colônia de abelhas

Em todo mundo há um grande numero de abelhas pertencentes ao gênero Apis, no Brasil, as principais raças existentes são:

·         Apis mellifera mellifera (Abelha real, alemã, comum ou negra)

São abelhas grandes e escuras, com poucas listras amarelas, possuem abdome largo e é bastante peluda. Tem sua origem no Norte da Europa e região Centro-oeste da Rússia, possuem língua curta e são bastante produtivas e prolíferas se adaptando com facilidade a diferentes ambientes. Possuem comportamento nervoso e irritadiço, tornando-se agressivas com facilidade caso o manejo seja inadequado, são pouco enxameadeiras, resistentes ao inverno e de fácil reprodução no verão. Quando cruzadas com abelhas italianas, geram descendentes com grande vigor híbrido.

·         Apis mellifera ligustica (Abelha italiana)

É a raça mais conhecida e criada no mundo e como o próprio nome diz são originárias da Itália, possuem cor amarela intensa, seu corpo é coberto de pêlos compridos e amarelados e no zangão , a coloração é mais pronunciada e uniforme em todo o corpo. São bastante produtivas e apreciadas por sua mansidão, quietude nos favos e pouca enxameação, fato que facilita sua amipulação por parte do apicultor. Possuem fraco sentido de orientação, são propensas ao saque e constroem favos rapidamente.

·         Apis mellifera carnica (Abelha cárnica)

É originária dos Alpes austríacos, vale do Danúbio e de uma parte da antiga Iugoslávia. São muito parecidas com a abelha negra diferindo na coloração de seus anéis que são cinza clara, são de grande portem possuem pêlos mais curtos e densos que as outras raças européias. São pouco propolisadoras, são tolerantes a doenças e bastante produtivas, são de fácil adaptação a diferentes climas e possuem maior tendência a enxameação.

·         Apis mellifera scutellata (Abelha africana)

São originárias do Leste Africano, mais produtivas e mais agressivas que as raças européias, suas operárias possuem desenvolvimento precoce, são mais ágeis ao atacar e atacam de forma persistente e sucessiva. Armazenam menos alimento que as européias e convertem alimento mais rapidamente em crias. São de fácil enxameação e migram facilmente em condições adversas.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Assinaturas de apoio ao PL 1732 que cria o CFZ

Caros colegas Zootecnistas, estudantes de Zootecnia e demais profissionais que apoiam a criação do Conselho Federal de Zootecnia e regionais, venho informá-los que expira no próximo dia 31/03 (sábado) o prazo para a coleta de assinaturas da moção de apoio ao PL 1372 (criação do nosso conselho). Na imagem abaixo o Presidente da Associação Brasileira de Zootecnistas (ABZ) Prof. Dr. Walter Motta Ferreira explica a importância deste documento e da instauração do CFZ.

Texto publicado no fórum de discussão da Zootecnia no Facebook.

Para visualisar a Moção de apoio clique no endereço http://www.abz.org.br/ultimas-noticias/noticias-abz/73237-apoio-pl1372.html

Assine a moção de apoio:

quarta-feira, 21 de março de 2012

Principais raças produtoras de leite no Brasil - Parte VII

Dando continuidade à série “Principais Raças Produtoras de Leite no Brasil”, falaremos um pouco das raças mestiças e sua principal representante na bovinocultura leiteira, a raça Girolando.
As raças mestiças são oriundas de cruzamentos entre duas ou mais raças, selecionadas para padronização morfológica e fixação de genótipos desejados.

RAÇA GIROLANDO

A origem do primeiro Girolando não dista muito do tempo. As primeiras notícias do surgimento desses animais datam da década de 40.
Pelos anseios dos criadores brasileiros, começou a ser praticado o cruzamento do Gir com o Holandês intensamente, procurando que as duas raças se complementassem com rusticidade e produtividade.
Certificando-se disso, em 1989 o Ministério da Agricultura, juntamente com as Associações representativas traçaram as normas para formação do Girolando - Gado Leiteiro Tropical (5/8 Hol + 3/8 Gir - Bi Mestiço), transformando-o em prioridade nacional.
Fonte: Arquivo pessoal
Vaca Girolando
Isso permitiu trabalhar com parâmetros objetivos, proporcionando mais probabilidade de acerto, diminuindo o tempo gasto no cumprimento da meta e fornecendo maior segurança ao investimento financeiro dos criadores engajados no programa.
A raça, fundamentalmente produto do cruzamento do Holandês com o Gir, passando por variados graus de sangue, direciona-se visando a fixação do padrão racial, no grau de 5/8 Hol + 3/8 Gir, objetivando um gado produtivo e padronizado.

Diagrama I - Cruzamento partindo do Gir.
Diagrama II - Cruzamento partindo do Holandês 
Segundo a Associação dos criadores de Girolando, esta raça apresenta boa rusticidade, alta fertilidade, longevidade, precocidade, ótima produção leiteira (80% do leite produzido no Brasil) e excelente habilidade materna.
Por ser uma raça mestiça, a Girolando possui uma gama de variações em suas características raciais que normalmente são permitidas, desde que não prejudiquem o desempenho produtivo ou tragam prejuízos financeiros ao sistema de produção.
Touro Girolando

A raça Girolando apresenta desempenhos considerados bons em regiões de clima tropical. Sua média de produção é de 3.927 kg de leite (lactação de 305 dias), e com relação aos grupos genéticos, as maiores médias foram de vacas com maior porcentagem de genes de holandês (vacas 3/4 e 7/8), com produções acima de 4.000 kg de leite. 

Vaca Girolando


CARACTERÍSTICAS

CABEÇA – Vista de lado, verifica-se que o perfil típico da vaca 5/8 é retilíneo, o da 1/2 sangue é subconvexo e o da 3/4 é subcôncavo, já que apresenta uma leve depressão na fronte.

PELAGEM – aceitam-se 73 tipos diferentes de pelagens para animais Girolando, as mais comuns são: Preta, preta bragada, preta chitada de branco, vermelha, vermelha chitada de branco, branca, branca pintada, amarela e variações.

PESCOÇO – Na parte superior do pescoço, que se inicia na nuca e prossegue até a região da paleta, encontra-se a coluna cervical. Tipicamente nessa região encontra-se o cupim dos zebuínos. Ainda no pescoço tem-se, na parte inferior, a região chamada de barbela, que, na raça Gir, é bem desenvolvida, pregueada, com a courama vem solta; já na Holandesa ela é bem reduzida, sem pregas, lisa, praticamente inexistente. Nos machos o pescoço é sempre mais musculoso e de tamanho médio, enquanto que nas fêmeas é longo e mais descarnado.

GARUPA – Guardadas as devidas proporções, as diferentes inclinações da garupa entre vacas 1/2 sangue, 5/8 e 3/4 está na seguinte ordem: a inclinação da 1/2 sangue é a maior e mais evidentes, pela presença de mais sangue gir; a 5/8 tem uma garupa intermediária, menos inclinada em relação à 1/2 sangue; e a 3/4, já com 75% de sangue holandês, tem uma garupa mais nivelada, bem mais plana em relação às outras duas.

UMBIGO – De acordo com o padrão racial, o umbigo da vaca 1/2 sangue é considerado médio, o da 5/8 é reduzido e o da 3/4 é um pouco evidente. Em sua descrição, o padrão é bem subjetivo, pois ele não determina uma medida média para cada grau de sangue. Espera-se sempre que o tamanho do umbigo seja proporcional tanto nas fêmeas como nos machos.

VULVA – Na vaca 5/8, ela apresenta um maior volume em relação à da 3/4 e com presença de estrias. Comparando a vulva da 5/8 com a da 1/2 sangue, o volume é menor e não tão nitidamente estriada como nesta.
Fonte: Arquivo pessoal
CAUDA – Deve apresentar inserção bem definida e harmoniosa na garupa. A inserção da cauda pode se apresentar alta, , normal ou baixa, sendo que caudas com inserção alta ou baixa devem ser evitadas, pois, normalmente, indicam defeitos que se prolongam até o osso sacro, interferindo na conformação da garupa. O comprimento é medido até o sabugo, região da ponta da cauda normalmente recoberta com pelos da vassoura, mas a vassoura não conta.
Nomenclatura da vaca Girolando

FONTE:

Associação Brasileira dos Criadores de Girolando – http://www.girolando.com.br/site/ogirolando/performance.php

AUAD, A. M.; SANTOS, A. M. B.; CARNEIRO, A. V. et. al. Manual de Bovinocultura Leiteira. 1.ed. Brasília: LK Editora; Belo Horizonte: SENAR-AR/MG; Juiz de Fora: Embrapa Gado de Leite, 2010. 608p.: il.