Quem sou eu

Minha foto
Graduado em Zootecnia pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Mestrando em Ciência Animal e Pastagens pela UFRPE.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Principais Raças de abelhas introduzidas no Brasil


As abelhas surgiram na África, foram introduzidas na Europa, Leste da Índia e China. No Brasil, foram introduzidas pelos imigrantes europeus em meados de 1839, o Padre Antônio Carneiro conseguiu autorização do Imperador D. Pedro II para importar algumas famílias de abelhas do reino popularmente conhecidas como abelhas pretas (Apis mellifera mellifera).
Vivem em colônias, perfeitamente dividias em três categorias diferentes:

  • 01 - rainha
  • 60.000 - abelhas operárias
  • 400 - zangões

Colônia de abelhas

Em todo mundo há um grande numero de abelhas pertencentes ao gênero Apis, no Brasil, as principais raças existentes são:

·         Apis mellifera mellifera (Abelha real, alemã, comum ou negra)

São abelhas grandes e escuras, com poucas listras amarelas, possuem abdome largo e é bastante peluda. Tem sua origem no Norte da Europa e região Centro-oeste da Rússia, possuem língua curta e são bastante produtivas e prolíferas se adaptando com facilidade a diferentes ambientes. Possuem comportamento nervoso e irritadiço, tornando-se agressivas com facilidade caso o manejo seja inadequado, são pouco enxameadeiras, resistentes ao inverno e de fácil reprodução no verão. Quando cruzadas com abelhas italianas, geram descendentes com grande vigor híbrido.

·         Apis mellifera ligustica (Abelha italiana)

É a raça mais conhecida e criada no mundo e como o próprio nome diz são originárias da Itália, possuem cor amarela intensa, seu corpo é coberto de pêlos compridos e amarelados e no zangão , a coloração é mais pronunciada e uniforme em todo o corpo. São bastante produtivas e apreciadas por sua mansidão, quietude nos favos e pouca enxameação, fato que facilita sua amipulação por parte do apicultor. Possuem fraco sentido de orientação, são propensas ao saque e constroem favos rapidamente.

·         Apis mellifera carnica (Abelha cárnica)

É originária dos Alpes austríacos, vale do Danúbio e de uma parte da antiga Iugoslávia. São muito parecidas com a abelha negra diferindo na coloração de seus anéis que são cinza clara, são de grande portem possuem pêlos mais curtos e densos que as outras raças européias. São pouco propolisadoras, são tolerantes a doenças e bastante produtivas, são de fácil adaptação a diferentes climas e possuem maior tendência a enxameação.

·         Apis mellifera scutellata (Abelha africana)

São originárias do Leste Africano, mais produtivas e mais agressivas que as raças européias, suas operárias possuem desenvolvimento precoce, são mais ágeis ao atacar e atacam de forma persistente e sucessiva. Armazenam menos alimento que as européias e convertem alimento mais rapidamente em crias. São de fácil enxameação e migram facilmente em condições adversas.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Assinaturas de apoio ao PL 1732 que cria o CFZ

Caros colegas Zootecnistas, estudantes de Zootecnia e demais profissionais que apoiam a criação do Conselho Federal de Zootecnia e regionais, venho informá-los que expira no próximo dia 31/03 (sábado) o prazo para a coleta de assinaturas da moção de apoio ao PL 1372 (criação do nosso conselho). Na imagem abaixo o Presidente da Associação Brasileira de Zootecnistas (ABZ) Prof. Dr. Walter Motta Ferreira explica a importância deste documento e da instauração do CFZ.

Texto publicado no fórum de discussão da Zootecnia no Facebook.

Para visualisar a Moção de apoio clique no endereço http://www.abz.org.br/ultimas-noticias/noticias-abz/73237-apoio-pl1372.html

Assine a moção de apoio:

quarta-feira, 21 de março de 2012

Principais raças produtoras de leite no Brasil - Parte VII

Dando continuidade à série “Principais Raças Produtoras de Leite no Brasil”, falaremos um pouco das raças mestiças e sua principal representante na bovinocultura leiteira, a raça Girolando.
As raças mestiças são oriundas de cruzamentos entre duas ou mais raças, selecionadas para padronização morfológica e fixação de genótipos desejados.

RAÇA GIROLANDO

A origem do primeiro Girolando não dista muito do tempo. As primeiras notícias do surgimento desses animais datam da década de 40.
Pelos anseios dos criadores brasileiros, começou a ser praticado o cruzamento do Gir com o Holandês intensamente, procurando que as duas raças se complementassem com rusticidade e produtividade.
Certificando-se disso, em 1989 o Ministério da Agricultura, juntamente com as Associações representativas traçaram as normas para formação do Girolando - Gado Leiteiro Tropical (5/8 Hol + 3/8 Gir - Bi Mestiço), transformando-o em prioridade nacional.
Fonte: Arquivo pessoal
Vaca Girolando
Isso permitiu trabalhar com parâmetros objetivos, proporcionando mais probabilidade de acerto, diminuindo o tempo gasto no cumprimento da meta e fornecendo maior segurança ao investimento financeiro dos criadores engajados no programa.
A raça, fundamentalmente produto do cruzamento do Holandês com o Gir, passando por variados graus de sangue, direciona-se visando a fixação do padrão racial, no grau de 5/8 Hol + 3/8 Gir, objetivando um gado produtivo e padronizado.

Diagrama I - Cruzamento partindo do Gir.
Diagrama II - Cruzamento partindo do Holandês 
Segundo a Associação dos criadores de Girolando, esta raça apresenta boa rusticidade, alta fertilidade, longevidade, precocidade, ótima produção leiteira (80% do leite produzido no Brasil) e excelente habilidade materna.
Por ser uma raça mestiça, a Girolando possui uma gama de variações em suas características raciais que normalmente são permitidas, desde que não prejudiquem o desempenho produtivo ou tragam prejuízos financeiros ao sistema de produção.
Touro Girolando

A raça Girolando apresenta desempenhos considerados bons em regiões de clima tropical. Sua média de produção é de 3.927 kg de leite (lactação de 305 dias), e com relação aos grupos genéticos, as maiores médias foram de vacas com maior porcentagem de genes de holandês (vacas 3/4 e 7/8), com produções acima de 4.000 kg de leite. 

Vaca Girolando


CARACTERÍSTICAS

CABEÇA – Vista de lado, verifica-se que o perfil típico da vaca 5/8 é retilíneo, o da 1/2 sangue é subconvexo e o da 3/4 é subcôncavo, já que apresenta uma leve depressão na fronte.

PELAGEM – aceitam-se 73 tipos diferentes de pelagens para animais Girolando, as mais comuns são: Preta, preta bragada, preta chitada de branco, vermelha, vermelha chitada de branco, branca, branca pintada, amarela e variações.

PESCOÇO – Na parte superior do pescoço, que se inicia na nuca e prossegue até a região da paleta, encontra-se a coluna cervical. Tipicamente nessa região encontra-se o cupim dos zebuínos. Ainda no pescoço tem-se, na parte inferior, a região chamada de barbela, que, na raça Gir, é bem desenvolvida, pregueada, com a courama vem solta; já na Holandesa ela é bem reduzida, sem pregas, lisa, praticamente inexistente. Nos machos o pescoço é sempre mais musculoso e de tamanho médio, enquanto que nas fêmeas é longo e mais descarnado.

GARUPA – Guardadas as devidas proporções, as diferentes inclinações da garupa entre vacas 1/2 sangue, 5/8 e 3/4 está na seguinte ordem: a inclinação da 1/2 sangue é a maior e mais evidentes, pela presença de mais sangue gir; a 5/8 tem uma garupa intermediária, menos inclinada em relação à 1/2 sangue; e a 3/4, já com 75% de sangue holandês, tem uma garupa mais nivelada, bem mais plana em relação às outras duas.

UMBIGO – De acordo com o padrão racial, o umbigo da vaca 1/2 sangue é considerado médio, o da 5/8 é reduzido e o da 3/4 é um pouco evidente. Em sua descrição, o padrão é bem subjetivo, pois ele não determina uma medida média para cada grau de sangue. Espera-se sempre que o tamanho do umbigo seja proporcional tanto nas fêmeas como nos machos.

VULVA – Na vaca 5/8, ela apresenta um maior volume em relação à da 3/4 e com presença de estrias. Comparando a vulva da 5/8 com a da 1/2 sangue, o volume é menor e não tão nitidamente estriada como nesta.
Fonte: Arquivo pessoal
CAUDA – Deve apresentar inserção bem definida e harmoniosa na garupa. A inserção da cauda pode se apresentar alta, , normal ou baixa, sendo que caudas com inserção alta ou baixa devem ser evitadas, pois, normalmente, indicam defeitos que se prolongam até o osso sacro, interferindo na conformação da garupa. O comprimento é medido até o sabugo, região da ponta da cauda normalmente recoberta com pelos da vassoura, mas a vassoura não conta.
Nomenclatura da vaca Girolando

FONTE:

Associação Brasileira dos Criadores de Girolando – http://www.girolando.com.br/site/ogirolando/performance.php

AUAD, A. M.; SANTOS, A. M. B.; CARNEIRO, A. V. et. al. Manual de Bovinocultura Leiteira. 1.ed. Brasília: LK Editora; Belo Horizonte: SENAR-AR/MG; Juiz de Fora: Embrapa Gado de Leite, 2010. 608p.: il.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Dois anos de Zootecnia é 10

Hoje o Blog Zootecnia é 10 completa dois anos de existência e compartilha sua alegria com todos os seus usuários, porque sem vocês o sucesso do Blog não seria possível.