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Graduado em Zootecnia pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Mestrando em Ciência Animal e Pastagens pela UFRPE.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Principais raças produtoras de leite no Brasil - Parte III

RAÇA PARDO-SUÍÇO

A raça Pardo-Suíça é uma das raças bovinas mais antigas e mais puras que se conhece. É uma raça muito apreciada por suas diferentes qualidades, pela quantidade e qualidade do leite, por sua carne e por sua habilidade para trabalho. Conhecido como gado Schwyz, teve a denominação de gado Pardo-Suíço, oficialmente adotada em 1880. Nos países de língua inglesa é conhecido como Brown Swiss, na Suíça e países de língua alemã como Braunvieh e na Itália como raça Bruna. Os mais antigos Pardo-Suíços, registrados pela história, viviam numa região correspondente ao nordeste da Suíça, desde cerca de 4000 A.C. (datação feita a partir de ossos encontrados nas ruínas do Lago Suíço, na borda dos Alpes), em condições climáticas e topográficas extremamente duras.
Touro Pardo-Suíço

Essas condições topográficas obrigava esses animais a fazerem  esforços contínuos em seus deslocamentos à procura de pastagens, levando à seleção natural de animais com fortes características físicas, como uma estrutura óssea sólida, uma musculatura bastante forte, pernas e pés fortes e cascos bem resistentes.
No Brasil, os primeiros animais da raça chegaram no início do século (1911), através de importações oficiais, sob patrocínio do governo. Vinte e sete anos após, em 1938, foi fundada a Associação Brasileira de Criadores de Gado Pardo-Suíço (ABCGPS). A raça se difundiu pelo país, sendo criada em quase todos os Estados brasileiros.
São animais de grande porte, as fêmeas adultas pesam entre 550 kg e 750 kg de peso vivo, com altura média de 138 cm a 148 cm medidos a partir da cernelha. As medidas  anuais de produção de leite e gordura da raça, no Brasil, segundo a ABCGPS, são de 6.085 kg e 225 kg, respectivamente.
Fonte: Arquivo pessoal
Vaca Pardo-Suíço em exposição na cidade de Garanhuns-PE

CARACTERÍSTICAS

PELAGEM – Predominantemente parda, variando de muito claro a muito escuro, mas sendo encontrados com certa frequência animais de coloração cinzenta ou cinza-escuro, e os machos apresentam coloração mais escura;

MUCOSA – A mucosa dos orifícios nasais e do focinho é negra;

PELE – Grossa, elástica, com pigmentação escura. Apresenta pelos curtos e grossos e presença de pelos ao redor do focinho e na face interna das orelhas;

CABEÇA – De tamanho médio, com a fronte larga. Os chifres são brancos com pontas negras, de tamanho médio a pequeno (curtos), crescendo para fora e para diante, com as pontas para cima e de modo geral, grossos na base. Os olhos são grandes e pretos. As orelhas são de tamanho médio, cobertas de pelo;

PESCOÇO – bastante grosso, tanto nos machos como nas fêmeas, sendo a barbela pouco expressiva;

CORPO – Amplo, peito largo, tórax extenso, costelas bem arqueadas, com ventre desenvolvido, flancos profundos e boa cobertura muscular. Linha dorso-lombar retilínea. A garupa é ampla, larga e ligeiramente inclinada. Coxas bastante musculosas;

OSSATURA – Estrutura óssea bastante sólida, com ossos fortes, grossos e pesados;

MEMBROS – São relativamente curtos, com bons aprumos, sendo estes reconhecidos como os melhores entre todas as raças leiteiras. Pernas e pés fortes, cascos resistentes, pretos e redondos;

ÚBERE – É caracterizado por ser muito bem implantado, volumoso, quartos bem definidos, com ligamentos fortes e abundante irrigação sanguínea, dotados de tetos médios.
Vaca Pardo-Suíço

FONTE:

Associação Brasileira de Criadores de Gado Pardo-Suíço (ABCGPS) - http://www.pardo-suico.com.br/

AUAD, A. M.; SANTOS, A. M. B.; CARNEIRO, A. V. et. al. Manual de Bovinocultura Leiteira. 1.ed. Brasília: LK Editora; Belo Horizonte: SENAR-AR/MG; Juiz de Fora: Embrapa Gado de Leite, 2010. 608p.: il.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Principais raças produtoras de leite no Brasil - Parte II

Todos gostam de tomar sorvete em dias quentes de verão e pela manhã passar manteiga ou requeijão no pão, sem falar na grande variedade de queijos que existe no mercado. O que eles tem em comum? Simples, são fabricados a partir dos sólidos do Leite (gordura e proteína) e qual a vaca que produz o leite com o maior teor de sólidos? A resposta também é muito simples, são as vacas da raça Jersey. Portanto a segunda parte da série "Principais raças produtoras de leite no Brasil" contempla esta raça que se faz presente no dia a dia de todos os brasileiros através dos alimentos derivados de seu produto, o leite.




RAÇA JERSEY

A raça Jersey é originária de uma pequena Ilha de apenas 11.655 hectares no Canal da Mancha, entre a Inglaterra e a França (região da Normandia), denominada Ilha de Jersey, pertencente a Inglaterra. O gado Jersey tem sido criado puramente há mais tempo do que qualquer outra raça bovina, tendo-se desenvolvido a partir do ano 1.100. Há informações de que ela se formou do cruzamento do pequeno gado negro de Bretanha com os grandes bovinos vermelhos da Normandia.
Touro Jersey

No Brasil, o Jersey foi introduzido em 1896 no Rio Grande do Sul pelo grande pecuarista e embaixador J.F. de Assis Brasil. Os animais foram importados da Inglaterra e, posteriormente da Nova Zelândia, Estados Unidos e Canadá. O primeiro Herd book da raça no país o de Pedras Altas (nome de sua propriedade) foi aberto em 1905. Em 1954 esses livros foram transferidos para a Associação dos Criadores de gado Jersey do Brasil.
A raça Jersey está presente em quase todos os estados brasileiros porém 90% desses animais encontram-se nos estados de Santa Catarina, São Paulo, rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro.
Fonte: Arquivo Pessoal
Vacas jersey

O Gado Jersey apresenta estatura mediana, sendo considerada uma raça de pequeno porte. Além de ter boa produtividade leiteira, alta fertilidade, boa facilidade de partos, elevada precocidade sexual e longevidade elevada, a raça Jersey produz leite com elevado teor de sólidos, principalmente gordura e proteína.
Fonte: Arquivo pessoal

No Brasil sua produção média varia de 3.500 kg a 5.500 kg de leite por lactação de 305 dias, com 5,30% de gordura e 3,98% de proteína. Seu elevado teor de sólidos proporciona um maior rendimento industrial na produção de queijos, manteiga e outros produtos lácteos. É por esse motivo tem crescido o emprego desses animais em cruzamentos com outras raças, com o objetivo de aumentar o teor de sólidos do leite.
Vaca Jersey

CARACTERÍSTICAS

PELAGEM – Varia do cinza-claro ao escuro e do amarelo-claro ao amarelo-ouro ou, ainda malhada com as cores citadas, tem como característica a coloração mais forte nas extremidades do corpo. A cabeça é geralmente um pouco mais escura podendo apresentar a cor preta;

PELE – Escura, fina e flexível, com pelos curtos e finos e mucosas escuras;

CABEÇA – Bem inserida no pescoço, tamanho mediano e proporcional à idade, curta, triangular, leve, perfil côncavo, marrafa estreita, fronte larga com forte depressão entre os olhos; arcadas orbitais proeminentes, olhos escuros, salientes, não demasiadamente saltados; orelhas proporcionais, levemente inclinadas para frente e para cima, chifres bem implantados lateralmente, com as extremidades negras. Focinho largo, negro, narinas salientes e bem abertas;

Fonte: Arquivo pessoal

GARUPA – Bem desenvolvida, nivelada, larga e comprida, angulosa, de ossatura fina e robusta; ísquios bem afastados e em posição ligeiramente mais baixa que os íleos; cauda acentuada entre os ísquios, bem inserida, horizontal em sua inserção, fina, afiada e tocando os jarretes com vassoura abundante e comprida.

SISTEMA LOCOMOTOR – aprumos de ossatura plana e compacta, proporcionais ao tamanho do animal, descarnados. Membros anteriores bem separados, aprumos simetricamente situados quando vistos de frente, de lado ou por trás. Membros posteriores com grau intermediário de curvatura quando vistos lateralmente.


Vaca Jersey

FONTE:

http://www.gadojerseybr.com.br/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Gado_Jersey

AUAD, A. M.; SANTOS, A. M. B.; CARNEIRO, A. V. et. al. Manual de Bovinocultura Leiteira. 1.ed. Brasília: LK Editora; Belo Horizonte: SENAR-AR/MG; Juiz de Fora: Embrapa Gado de Leite, 2010. 608p.: il.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Principais raças produtoras de leite no Brasil - Parte I

O Blog Zootecnia é 10 resolveu falar um pouco das principais raças produtoras de leite aqui no Brasil, começando pelas raças Europeias e finalizando com as raças Zebuínas. E para começarmos vamos falar um pouco da principal raça do tipo leiteiro criada em nosso país, a Holandesa.


RAÇA HOLANDESA

Touro Holandês

Pouco se sabe sobre a origem da raça Holandesa, ou Fries-Hollands Veeslay, ou ainda Frísia Holandesa, havendo anotações que vão até o ano 2000 a.C.. Alguns afirmam que foi domesticada há 2.000 anos nas terras planas e pantanosas da Holanda setentrional e da Frísia (Países Baixos) e também na Frísia Oriental (Alemanha). Prescott (1930) acha que o gado veio da Lombardia, seguindo o curso do rio Ródano, em mãos das tribos frísias e batavas. Eram animais de origem grega, de acordo com ilustrações antigas. Ou seja, não há um acordo sobre a origem da raça Holandesa.
Não foi estabelecida uma data de introdução da raça holandesa no Brasil. Paulino Cavalcanti (1935) cita que "segundo os dados históricos, referentes à nossa colonização, presume-se que o gado holandês foi trazido nos anos de 1530 a 1535, período no qual o Brasil foi dividido em capitanias hereditárias". O Herd-Book começou a funcionar em 1935, com o macho "Colombo St. Maria" de Francisco Lampréia, RJ. e "Campineira", de Vicente Giaccaglini, SP.
Fonte: Arquivo Pessoal
Bezerro Holandês

A raça Holandesa é a mais especializada na produção de leite e, também, a mais difundida em todo o mundo. A linhagem preta e branca, mais freqüente do que a vermelha e branca, é a mais utilizada nos programas de melhoramento genético baseados em seleção, sendo a matriz mais utilizada nos mais diferentes tipos de cruzamento, a mais empregada para a produção de leite em todo o mundo conferindo a esses animais grande valor comercial.
De modo geral, no Brasil, a produção média de uma vaca holandesa varia entre 6.000 kg e 10.000 kg, com recordes acima de 18.000 kg, em lactações superiores a 10 meses. A produção média diária é de 29,63 kg e teores de 3,5% de gordura e 3,2% de proteína.
Vaca Holandesa

São animais mais exigentes em termos de cuidados, de conforto e de clima.
Fonte: Arquivo Pessoal


CARACTERISTICAS

·         PELAGEM – Malhada de preto e branco ou vermelho e branco, com ventre e vassoura da cauda brancos;

·         PELE – Fina e pregueada, com pelo fino e macio. A vulva apresenta pequeno tamanho e não é pregueada;

·         CABEÇA – Muito expressiva, bem moldada, altiva, fronte ampla e moderadamente côncava, chanfro reto. Apresenta olhos grandes, escuros e um pouco salientes. As orelhas são pequenas e peludas. O focinho é amplo, com narinas bem abertas. As mandíbulas são fortes e exprimem o estilo imponente e a vivacidade própria da raça;

·         PESCOÇO – Longo e delgado, unindo-se suavemente na linha superior ao ombro refinado, e cruz angulosa. As vértebras dorsais sobressaem-se ao largo peito, com grande capacidade circulatória e respiratória. Barbela muito reduzida;

·         DORSO – Reto, forte e linha dorso-lombar levemente ascendente no sentido da cabeça;

·         GARUPA – Comprida, larga e ligeiramente desnivelada no sentido do quadril à ponta da nádega;

·         COXAS – Retas, delgadas e ligeiramente côncavas, bem separadas entre si, cedendo amplo lugar para o úbere.

·         ÚBERE – Simétrico, de largura e profundidade moderadas e fortemente inserido no abdômen e na base do osso da bacia;

·         MEMBROS – Pernas com ossatura limpa, chata e de movimentos funcionais eu terminam em patas de quartelas fortes e bem torneadas.
Vaca holandesa - Nomenclatura Zootécnica


FONTE:

Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (ABCBRH) - http://www.gadoholandes.com.br/holandesa.html

AUAD, A. M.; SANTOS, A. M. B.; CARNEIRO, A. V. et. al. Manual de Bovinocultura Leiteira. 1.ed. Brasília: LK Editora; Belo Horizonte: SENAR-AR/MG; Juiz de Fora: Embrapa Gado de Leite, 2010. 608p.: il.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Moção de apoio ao PL Nº 1372/2003 que cria o Conselho Federal e Regionais de Zootecnia

A Associação Brasileira de Zootecnistas (ABZ) divulgou hoje em seu site uma Moção de Apoio a Aprovação e Sanção do Projeto de Lei Nº 1372/2003, que cria o sistema CFZ e CRZ'S.
Imagem criada por Yuri Natividade (Estudante de Zootecnia UFLA)

MOÇÃO DE APOIO A APROVAÇÃO E SANÇÃO DO PROJETO DE LEI Nº 1372/2003, CRIA O SISTEMA CFZ-CRZ´S.


Os abaixo assinados manifestamos nosso irrestrito apoio pela aprovação do Projeto de Lei 1372/2003, de autoria do saudoso Deputado Federal Max Rosennmann, (PMDB-PR). O PL1372/2003, que ora apoiamos, propõe a criação dos Conselhos Federal e Regionais de Zootecnia que permitirá o melhor e mais efetivo controle e fiscalização do exercício da profissão de Zootecnistas diplomados na forma da Lei. O referido PL superou nos últimos anos toda uma tramitação inicial nas Comissões da Câmara obtendo aprovação unânime e do mesmo modo fora aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania no Senado, relatado pelo honrado Senador Eduardo Matarazzo Suplicy, PT-SP, com a devida emenda e substitutivo. O PL1372/2003 retornou por força regulamentar à Câmara tendo sido relatado favoravelmente pela nobre deputada Andréia Zito, PSDB-RJ na Comissão de Administração, Trabalho e Serviço Público onde foi aprovado por unanimidade e, por último, se encontra na Câmara Federal, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, já com parecer favorável do eminente Deputado Federal Odair Cunha, PT-MG. Os milhares de Zootecnistas brasileiros, estudantes de Zootecnia e cidadãos sensíveis a esta causa endossam o PL1372/2003 e expressam que entendem os Zootecnistas como maduros e competentes o suficiente para exercerem sua profissão com honestidade e respeito ao cidadão e assumirem definitivamente o destino de sua organização profissional perante a Sociedade brasileira a principal beneficiária deste PL. Esclarecemos assim a toda Sociedade,  aos Congressistas e Autoridades do Poder Executivo que a defesa do Projeto de Lei aqui elencado é uma vontade expressa e geral de toda uma categoria e tem a pretensão de conclamar a sua valorização e o seu reconhecimento perante às comunidades. Entendemos que é de direito e responsabilidade de cada um exercer com competência e qualidade sua própria profissão, na seara na qual fomos titulados, oferecendo com a verdade e a ética o que de melhor podemos proporcionar para o desenvolvimento da nação e concomitantemente possuir um tribunal e instância regulatória profissional específica, composto por nossos próprios pares de profissão, para melhor proteger e amparar o interesse social. Aos Zootecnistas deve-se o controle e a fiscalização do exercício profissional da Zootecnia e assim expurgamos a atual situação antidemocrática e injusta onde esta profissão é submetida por força de Lei aos interesses de outro grupamento profissional que se posiciona como hegemônico e possui interesse corporativo conflitante, assim inibindo ou minimalizando nossas potencialidades de contribuição para o mundo do trabalho! Esta moção pretende externar o desejo de todos os relacionados de que as instituições e autoridades do Estado de Direito e Republicano Brasileiro, representados no Poder Legislativo e no Poder Executivo, possam materializar o anseio desta categoria profissional proporcionando uma conquista histórica e reparadora para a Zootecnia, ao tempo que também induzam de forma contundente o processo produtivo do País. Pela aprovação e sanção presidencial do Projeto de Lei nº 1372/2003! Pela criação dos Conselhos Federal e Regionais de Zootecnia!


O endereço para acesso e assinatura encontra-se abaixo.

http://www.abz.org.br/ultimas-noticias/noticias-abz/73237-apoio-pl1372.html

domingo, 8 de janeiro de 2012

CAMPANHA CONHEÇA A ZOOTECNIA, PARABENIZE UM ZOOTECNISTA.

O QUE É ESTA CAMPANHA?

A campanha CONHEÇA A ZOOTECNIA, PARABENIZE O ZOOTECNISTA, é um movimento da nossa classe para divulgar a Zootecnia para a sociedade. Não temos o intuito de agredir nenhuma profissão, Conselhos, Órgãos Federativos, pessoas ou classes.
Nosso objetivo é divulgar a profissão, mostrar quem somos e como trabalhamos. Este é uma das primeiras ações promovida rumo ao reconhecimento.

Logomarca da campanha idealizada pelo Zootecnista Junior Capelli


QUANDO E COMO OCORRERÁ?

A Campanha já está iniciada, entretanto, estamos em fase de reunir os profissionais, professores e estudantes de Graduação e de Pós-Graduação em ZOOTECNIA para formar forças e fazer acontecer. Até o início de janeiro estaremos em processo de organização.
A Organização Geral do evento na capital Fortaleza – CE, onde se iniciou a Campanha, está composta por uma comissão de cinco Zootecnistas e um aluna de graduação em Zootecnia da Universidade Federal do Ceará - UFC, representante dos discentes. Para efeitos de organização desta Campanha, os participantes serão divididos em vinte e sete (27) grandes grupos: Sendo cada grupo formado por um estado do país, os quais serão denominados de Comissões Adjuntas, sendo representados por cada capital. Dentro de cada estado, poderão ser formadas Comissões denominadas Comissões de Apoio sob a coordenação e domínio da Comissão Adjunta do estado ao qual o município é integrado. Todas as Comissões Adjuntas, representantes dos estados, ficarão sob a coordenação e orientação da Comissão de Organização Geral, Comissão Adjunta do Ceará. Desejamos a participação de todas comissões representantes de estados do país, em especial da região Nordeste e Norte, onde o desconhecimento e a falta de informações da população referente a Zootecnia são maiores. Já obtivemos parcerias de vários estados do Brasil.
A campanha estará ocorrendo até o fim de junho, sendo apresentadas ações mensais Essas ações serão projetadas pelas comissões de cada município, sob coordenação das comissões adjuntas, que serão supervisionadas e orientadas pela Comissão Geral em Fortaleza- CE. As ações serão desenvolvidas em praças públicas das cidades participantes, shoppings, principais supermercados, Universidades, escolas, entre outros locais.
Também estamos interessados em qualquer outra forma de parcerias. Não dispomos de recursos financeiros, para tanto, a comissão está cuidadosamente tratando deste assunto providenciando patrocínios, pesquisando custos, orçamentos de empresas de propaganda e publicidade e organização geral, bem como possíveis doações de recursos.

O QUE SERÁ FEITO?

Divulgações em todos os meios de comunicação possível e os quais o orçamento de cada município permitir. Jornais da cidade (impressos e televisivos), panfletos, out door, faixas, entrevistas e comerciais na tv, bus door, entre outros mecanismos. Camisetas com símbolo da campanha para todos os participantes já estão sendo confeccionadas. Grupos de participantes serão escalados para cada atividade de divulgação, previamente, estudada e explicada.


COMO OCORRERÁ OS CONTATOS COM TODOS PARTICIPANTES?

As Comissões Organizadoras, representantes de cada cidade participante da campanha, estarão, constantemente, se reunindo e se comunicando umas com as outras. Aos outros participantes, cabe esperar as novidades e participar das assembléias que ocorrerão sempre antes de algum evento a ser realizado dentro da campanha em cada cidade integrante. As datas e locais já estão sendo definidas e enviadas por e-mail a todos os participantes de fato cadastrados. Ainda em relação aos participantes, propomos a divulgação constante, e participação efetiva, ações que serão bem planejadas pelas comissões, para os dias de eventos.

COMO FAÇO PARA PARTICIPAR?

Por questão de organização e cuidado com as informações pessoais de cada integrante, todos os cadastros estão sendo efetuado por apenas uma pessoa, no caso, o idealizador e organizador geral da campanha em Fortaleza-CE. Para participar, inicialmente deve-se apenas enviar e-mail para junior.capelli@hotmail.com confirmando a participação e, seguir os passos para cadastro.
Dúvidas, enviar e-mail para:
Organizador Geral da Campanha junior.capelli@hotmail.com
Coordenadora de Propaganda e Marketing da Campanha - iana_tavora@yahoo.com.br
Coordenador de Patrocínios e Recursos da Campanha - danilocamilo@yahoo.com.br
Coordenador de Pesquisa e Comunicação da Campanha - zootecnistajp@hotmail.com
Secretária e representante dos estudantes - lediciaesc@hotmail.com
Tesoureira da Campanha – germana.7@hotmail.com
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 A ZOOTECNIA AGRADECE

sábado, 7 de janeiro de 2012

Trabalho genético explica mito do hormônio do crescimento em aves

Matéria publicada em 18/01/2007 no Jornal Folha de São Paulo

Por:

FLÁVIA MANTOVANI
TATIANA DINIZ
da Folha de S.Paulo

Sempre citada como alternativa saudável à carne vermelha, a carne de frango deixou de ser um produto simples de escolher. Nas prateleiras, variações mais caras como o frango "verde" e o orgânico chamam a atenção do consumidor. Afinal, além do preço, que diferença vem com as novas opções?
"Não tem hormônio." Essa costuma ser uma resposta comum. Na esteira de um sistema produtivo em que aves vivem cerca de 45 dias entre sair do ovo e ir ao abate, o mito do uso de hormônios de crescimento na avicultura ganhou força. Spams alertam sobre o risco de puberdade precoce em crianças. De leigos a médicos, não é raro encontrar quem cite o "frango cheio de hormônio" como um potencial perigo à saúde.
Mas hormônios de crescimento, ou substâncias anabolizantes, não são empregados na criação de aves. O que há é o uso de compostos promotores de crescimento produzidos pela indústria farmacêutica --geralmente por laboratórios que também fazem medicamentos para humanos.
A confusão de termos acompanhou o aumento da produção do alimento, que passou a acontecer em escala industrial depois da Segunda Guerra Mundial. É nesse ponto da história que começam a surgir as atuais estruturas de granjas, em que pavilhões abrigam até12 mil aves que crescem mais em menos tempo.
Criação de frangos de corte no município de São Bento do Una - PE
Os especialistas garantem que o medo do hormônio não passa de um mito. "É um grande mal-entendido. Não existe nenhuma possibilidade de haver uso de hormônio em frangos de corte. Os animais não respondem a essa substância, e ela não é viável economicamente", explica a professora Andréa Machado Leal Ribeiro, coordenadora do laboratório de nutrição animal do departamento de zootecnia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
O pesquisador da Embrapa Suínos e Aves (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) Gerson Scheuermann diz que, como qualquer outro animal, os frangos têm hormônios naturais. "Mas não são usados hormônios exógenos na criação", afirma o agrônomo, doutor em produção animal.

Melhoramento genético

Segundo os pesquisadores, o melhoramento genético feito durante décadas é um dos grandes responsáveis pelo maior ganho de peso em pouco tempo.
"Ano após ano, são selecionadas as melhores aves, as que ganham mais peso, as que têm melhor performance", esclarece Scheuermann.
O melhoramento é impulsionado, segundo Ribeiro, pelo fato de a galinha ter muitos pintinhos, o que permite fazer uma seleção melhor. "A vaca, por exemplo, tem um bezerro por ano. Já a galinha bota 280 ovos anualmente", compara. "Nossas avós conheciam um frango diferente do que temos hoje.
Em duas gerações, a ave mudou muito. As pessoas simplificam e acham que foram os hormônios", completa.
Segundo ela, estudos já avaliaram o uso de hormônios em aves, mas os resultados não foram bons. "Não encontraram nada que estimulasse o crescimento além do próprio potencial genético do animal."
Os avanços na nutrição (com rações consideradas mais balanceadas do que a dieta de um ser humano), o controle ambiental (como regulagem de luz e temperatura) e o desenvolvimento na prevenção e no tratamento de doenças também são apontados como fatores que fazem o frango crescer mais rápido.

Promotor de crescimento

Apesar de não serem utilizados hormônios, criadores convencionais colocam na ração os promotores de crescimento.
São antibióticos usados em dosagem muito menor do que a recomendada para fins terapêuticos. Por melhorarem as condições do intestino do animal, evitando diarréias, os produtos fazem com que ele aproveite melhor o que come.
Em muitos países da Europa, essas substâncias são proibidas. O argumento é que elas poderiam contribuir para a resistência das bactérias aos antibióticos, tornando os remédios desse tipo ineficazes para doenças humanas.
"É uma discussão recente no mundo, às vezes acalorada. A principal causa da resistência bacteriana são os antibióticos usados pelos próprios humanos. Além disso, a substância não se deposita nos músculos dos animais nem deixa resíduos", diz Scheuermann.
A inofensividade dos antibióticos não é unanimidade. "Ninguém pode dizer com segurança que não deixam resíduos. Exames não detectam moléculas inteiras dessas substâncias. Quimicamente, os resíduos teriam outra estrutura", observa Luiz Carlos Demattê Filho, gerente de produção animal da Korin. A empresa, seguidora dos princípios da agricultura natural da Igreja Messiânica, não faz uso de antibióticos nas criações de frangos.
Mesmo entre os criadores convencionais, a prática é suspender a inclusão dessas substâncias na ração nos sete dias que antecedem o abate. E, devido às restrições européias, os produtores brasileiros vêm diminuindo o uso delas por alternativas como extratos vegetais, probióticos e enzimas.