Quem sou eu

Minha foto
Graduado em Zootecnia pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Mestrando em Ciência Animal e Pastagens pela UFRPE.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Principais raças produtoras de leite no Brasil - Parte I

O Blog Zootecnia é 10 resolveu falar um pouco das principais raças produtoras de leite aqui no Brasil, começando pelas raças Europeias e finalizando com as raças Zebuínas. E para começarmos vamos falar um pouco da principal raça do tipo leiteiro criada em nosso país, a Holandesa.


RAÇA HOLANDESA

Touro Holandês

Pouco se sabe sobre a origem da raça Holandesa, ou Fries-Hollands Veeslay, ou ainda Frísia Holandesa, havendo anotações que vão até o ano 2000 a.C.. Alguns afirmam que foi domesticada há 2.000 anos nas terras planas e pantanosas da Holanda setentrional e da Frísia (Países Baixos) e também na Frísia Oriental (Alemanha). Prescott (1930) acha que o gado veio da Lombardia, seguindo o curso do rio Ródano, em mãos das tribos frísias e batavas. Eram animais de origem grega, de acordo com ilustrações antigas. Ou seja, não há um acordo sobre a origem da raça Holandesa.
Não foi estabelecida uma data de introdução da raça holandesa no Brasil. Paulino Cavalcanti (1935) cita que "segundo os dados históricos, referentes à nossa colonização, presume-se que o gado holandês foi trazido nos anos de 1530 a 1535, período no qual o Brasil foi dividido em capitanias hereditárias". O Herd-Book começou a funcionar em 1935, com o macho "Colombo St. Maria" de Francisco Lampréia, RJ. e "Campineira", de Vicente Giaccaglini, SP.
Fonte: Arquivo Pessoal
Bezerro Holandês

A raça Holandesa é a mais especializada na produção de leite e, também, a mais difundida em todo o mundo. A linhagem preta e branca, mais freqüente do que a vermelha e branca, é a mais utilizada nos programas de melhoramento genético baseados em seleção, sendo a matriz mais utilizada nos mais diferentes tipos de cruzamento, a mais empregada para a produção de leite em todo o mundo conferindo a esses animais grande valor comercial.
De modo geral, no Brasil, a produção média de uma vaca holandesa varia entre 6.000 kg e 10.000 kg, com recordes acima de 18.000 kg, em lactações superiores a 10 meses. A produção média diária é de 29,63 kg e teores de 3,5% de gordura e 3,2% de proteína.
Vaca Holandesa

São animais mais exigentes em termos de cuidados, de conforto e de clima.
Fonte: Arquivo Pessoal


CARACTERISTICAS

·         PELAGEM – Malhada de preto e branco ou vermelho e branco, com ventre e vassoura da cauda brancos;

·         PELE – Fina e pregueada, com pelo fino e macio. A vulva apresenta pequeno tamanho e não é pregueada;

·         CABEÇA – Muito expressiva, bem moldada, altiva, fronte ampla e moderadamente côncava, chanfro reto. Apresenta olhos grandes, escuros e um pouco salientes. As orelhas são pequenas e peludas. O focinho é amplo, com narinas bem abertas. As mandíbulas são fortes e exprimem o estilo imponente e a vivacidade própria da raça;

·         PESCOÇO – Longo e delgado, unindo-se suavemente na linha superior ao ombro refinado, e cruz angulosa. As vértebras dorsais sobressaem-se ao largo peito, com grande capacidade circulatória e respiratória. Barbela muito reduzida;

·         DORSO – Reto, forte e linha dorso-lombar levemente ascendente no sentido da cabeça;

·         GARUPA – Comprida, larga e ligeiramente desnivelada no sentido do quadril à ponta da nádega;

·         COXAS – Retas, delgadas e ligeiramente côncavas, bem separadas entre si, cedendo amplo lugar para o úbere.

·         ÚBERE – Simétrico, de largura e profundidade moderadas e fortemente inserido no abdômen e na base do osso da bacia;

·         MEMBROS – Pernas com ossatura limpa, chata e de movimentos funcionais eu terminam em patas de quartelas fortes e bem torneadas.
Vaca holandesa - Nomenclatura Zootécnica


FONTE:

Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (ABCBRH) - http://www.gadoholandes.com.br/holandesa.html

AUAD, A. M.; SANTOS, A. M. B.; CARNEIRO, A. V. et. al. Manual de Bovinocultura Leiteira. 1.ed. Brasília: LK Editora; Belo Horizonte: SENAR-AR/MG; Juiz de Fora: Embrapa Gado de Leite, 2010. 608p.: il.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Moção de apoio ao PL Nº 1372/2003 que cria o Conselho Federal e Regionais de Zootecnia

A Associação Brasileira de Zootecnistas (ABZ) divulgou hoje em seu site uma Moção de Apoio a Aprovação e Sanção do Projeto de Lei Nº 1372/2003, que cria o sistema CFZ e CRZ'S.
Imagem criada por Yuri Natividade (Estudante de Zootecnia UFLA)

MOÇÃO DE APOIO A APROVAÇÃO E SANÇÃO DO PROJETO DE LEI Nº 1372/2003, CRIA O SISTEMA CFZ-CRZ´S.


Os abaixo assinados manifestamos nosso irrestrito apoio pela aprovação do Projeto de Lei 1372/2003, de autoria do saudoso Deputado Federal Max Rosennmann, (PMDB-PR). O PL1372/2003, que ora apoiamos, propõe a criação dos Conselhos Federal e Regionais de Zootecnia que permitirá o melhor e mais efetivo controle e fiscalização do exercício da profissão de Zootecnistas diplomados na forma da Lei. O referido PL superou nos últimos anos toda uma tramitação inicial nas Comissões da Câmara obtendo aprovação unânime e do mesmo modo fora aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania no Senado, relatado pelo honrado Senador Eduardo Matarazzo Suplicy, PT-SP, com a devida emenda e substitutivo. O PL1372/2003 retornou por força regulamentar à Câmara tendo sido relatado favoravelmente pela nobre deputada Andréia Zito, PSDB-RJ na Comissão de Administração, Trabalho e Serviço Público onde foi aprovado por unanimidade e, por último, se encontra na Câmara Federal, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, já com parecer favorável do eminente Deputado Federal Odair Cunha, PT-MG. Os milhares de Zootecnistas brasileiros, estudantes de Zootecnia e cidadãos sensíveis a esta causa endossam o PL1372/2003 e expressam que entendem os Zootecnistas como maduros e competentes o suficiente para exercerem sua profissão com honestidade e respeito ao cidadão e assumirem definitivamente o destino de sua organização profissional perante a Sociedade brasileira a principal beneficiária deste PL. Esclarecemos assim a toda Sociedade,  aos Congressistas e Autoridades do Poder Executivo que a defesa do Projeto de Lei aqui elencado é uma vontade expressa e geral de toda uma categoria e tem a pretensão de conclamar a sua valorização e o seu reconhecimento perante às comunidades. Entendemos que é de direito e responsabilidade de cada um exercer com competência e qualidade sua própria profissão, na seara na qual fomos titulados, oferecendo com a verdade e a ética o que de melhor podemos proporcionar para o desenvolvimento da nação e concomitantemente possuir um tribunal e instância regulatória profissional específica, composto por nossos próprios pares de profissão, para melhor proteger e amparar o interesse social. Aos Zootecnistas deve-se o controle e a fiscalização do exercício profissional da Zootecnia e assim expurgamos a atual situação antidemocrática e injusta onde esta profissão é submetida por força de Lei aos interesses de outro grupamento profissional que se posiciona como hegemônico e possui interesse corporativo conflitante, assim inibindo ou minimalizando nossas potencialidades de contribuição para o mundo do trabalho! Esta moção pretende externar o desejo de todos os relacionados de que as instituições e autoridades do Estado de Direito e Republicano Brasileiro, representados no Poder Legislativo e no Poder Executivo, possam materializar o anseio desta categoria profissional proporcionando uma conquista histórica e reparadora para a Zootecnia, ao tempo que também induzam de forma contundente o processo produtivo do País. Pela aprovação e sanção presidencial do Projeto de Lei nº 1372/2003! Pela criação dos Conselhos Federal e Regionais de Zootecnia!


O endereço para acesso e assinatura encontra-se abaixo.

http://www.abz.org.br/ultimas-noticias/noticias-abz/73237-apoio-pl1372.html

domingo, 8 de janeiro de 2012

CAMPANHA CONHEÇA A ZOOTECNIA, PARABENIZE UM ZOOTECNISTA.

O QUE É ESTA CAMPANHA?

A campanha CONHEÇA A ZOOTECNIA, PARABENIZE O ZOOTECNISTA, é um movimento da nossa classe para divulgar a Zootecnia para a sociedade. Não temos o intuito de agredir nenhuma profissão, Conselhos, Órgãos Federativos, pessoas ou classes.
Nosso objetivo é divulgar a profissão, mostrar quem somos e como trabalhamos. Este é uma das primeiras ações promovida rumo ao reconhecimento.

Logomarca da campanha idealizada pelo Zootecnista Junior Capelli


QUANDO E COMO OCORRERÁ?

A Campanha já está iniciada, entretanto, estamos em fase de reunir os profissionais, professores e estudantes de Graduação e de Pós-Graduação em ZOOTECNIA para formar forças e fazer acontecer. Até o início de janeiro estaremos em processo de organização.
A Organização Geral do evento na capital Fortaleza – CE, onde se iniciou a Campanha, está composta por uma comissão de cinco Zootecnistas e um aluna de graduação em Zootecnia da Universidade Federal do Ceará - UFC, representante dos discentes. Para efeitos de organização desta Campanha, os participantes serão divididos em vinte e sete (27) grandes grupos: Sendo cada grupo formado por um estado do país, os quais serão denominados de Comissões Adjuntas, sendo representados por cada capital. Dentro de cada estado, poderão ser formadas Comissões denominadas Comissões de Apoio sob a coordenação e domínio da Comissão Adjunta do estado ao qual o município é integrado. Todas as Comissões Adjuntas, representantes dos estados, ficarão sob a coordenação e orientação da Comissão de Organização Geral, Comissão Adjunta do Ceará. Desejamos a participação de todas comissões representantes de estados do país, em especial da região Nordeste e Norte, onde o desconhecimento e a falta de informações da população referente a Zootecnia são maiores. Já obtivemos parcerias de vários estados do Brasil.
A campanha estará ocorrendo até o fim de junho, sendo apresentadas ações mensais Essas ações serão projetadas pelas comissões de cada município, sob coordenação das comissões adjuntas, que serão supervisionadas e orientadas pela Comissão Geral em Fortaleza- CE. As ações serão desenvolvidas em praças públicas das cidades participantes, shoppings, principais supermercados, Universidades, escolas, entre outros locais.
Também estamos interessados em qualquer outra forma de parcerias. Não dispomos de recursos financeiros, para tanto, a comissão está cuidadosamente tratando deste assunto providenciando patrocínios, pesquisando custos, orçamentos de empresas de propaganda e publicidade e organização geral, bem como possíveis doações de recursos.

O QUE SERÁ FEITO?

Divulgações em todos os meios de comunicação possível e os quais o orçamento de cada município permitir. Jornais da cidade (impressos e televisivos), panfletos, out door, faixas, entrevistas e comerciais na tv, bus door, entre outros mecanismos. Camisetas com símbolo da campanha para todos os participantes já estão sendo confeccionadas. Grupos de participantes serão escalados para cada atividade de divulgação, previamente, estudada e explicada.


COMO OCORRERÁ OS CONTATOS COM TODOS PARTICIPANTES?

As Comissões Organizadoras, representantes de cada cidade participante da campanha, estarão, constantemente, se reunindo e se comunicando umas com as outras. Aos outros participantes, cabe esperar as novidades e participar das assembléias que ocorrerão sempre antes de algum evento a ser realizado dentro da campanha em cada cidade integrante. As datas e locais já estão sendo definidas e enviadas por e-mail a todos os participantes de fato cadastrados. Ainda em relação aos participantes, propomos a divulgação constante, e participação efetiva, ações que serão bem planejadas pelas comissões, para os dias de eventos.

COMO FAÇO PARA PARTICIPAR?

Por questão de organização e cuidado com as informações pessoais de cada integrante, todos os cadastros estão sendo efetuado por apenas uma pessoa, no caso, o idealizador e organizador geral da campanha em Fortaleza-CE. Para participar, inicialmente deve-se apenas enviar e-mail para junior.capelli@hotmail.com confirmando a participação e, seguir os passos para cadastro.
Dúvidas, enviar e-mail para:
Organizador Geral da Campanha junior.capelli@hotmail.com
Coordenadora de Propaganda e Marketing da Campanha - iana_tavora@yahoo.com.br
Coordenador de Patrocínios e Recursos da Campanha - danilocamilo@yahoo.com.br
Coordenador de Pesquisa e Comunicação da Campanha - zootecnistajp@hotmail.com
Secretária e representante dos estudantes - lediciaesc@hotmail.com
Tesoureira da Campanha – germana.7@hotmail.com
Visite nosso Blog: campanhazootecnia.blogspot.com
Visite nossa página oficial do facebook: https://www.facebook.com/search/results.php?q=Campanha%20&init=quick&tas=search_preload&search_first_focus=1325724315421#!/events/262454573815590/
 A ZOOTECNIA AGRADECE

sábado, 7 de janeiro de 2012

Trabalho genético explica mito do hormônio do crescimento em aves

Matéria publicada em 18/01/2007 no Jornal Folha de São Paulo

Por:

FLÁVIA MANTOVANI
TATIANA DINIZ
da Folha de S.Paulo

Sempre citada como alternativa saudável à carne vermelha, a carne de frango deixou de ser um produto simples de escolher. Nas prateleiras, variações mais caras como o frango "verde" e o orgânico chamam a atenção do consumidor. Afinal, além do preço, que diferença vem com as novas opções?
"Não tem hormônio." Essa costuma ser uma resposta comum. Na esteira de um sistema produtivo em que aves vivem cerca de 45 dias entre sair do ovo e ir ao abate, o mito do uso de hormônios de crescimento na avicultura ganhou força. Spams alertam sobre o risco de puberdade precoce em crianças. De leigos a médicos, não é raro encontrar quem cite o "frango cheio de hormônio" como um potencial perigo à saúde.
Mas hormônios de crescimento, ou substâncias anabolizantes, não são empregados na criação de aves. O que há é o uso de compostos promotores de crescimento produzidos pela indústria farmacêutica --geralmente por laboratórios que também fazem medicamentos para humanos.
A confusão de termos acompanhou o aumento da produção do alimento, que passou a acontecer em escala industrial depois da Segunda Guerra Mundial. É nesse ponto da história que começam a surgir as atuais estruturas de granjas, em que pavilhões abrigam até12 mil aves que crescem mais em menos tempo.
Criação de frangos de corte no município de São Bento do Una - PE
Os especialistas garantem que o medo do hormônio não passa de um mito. "É um grande mal-entendido. Não existe nenhuma possibilidade de haver uso de hormônio em frangos de corte. Os animais não respondem a essa substância, e ela não é viável economicamente", explica a professora Andréa Machado Leal Ribeiro, coordenadora do laboratório de nutrição animal do departamento de zootecnia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
O pesquisador da Embrapa Suínos e Aves (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) Gerson Scheuermann diz que, como qualquer outro animal, os frangos têm hormônios naturais. "Mas não são usados hormônios exógenos na criação", afirma o agrônomo, doutor em produção animal.

Melhoramento genético

Segundo os pesquisadores, o melhoramento genético feito durante décadas é um dos grandes responsáveis pelo maior ganho de peso em pouco tempo.
"Ano após ano, são selecionadas as melhores aves, as que ganham mais peso, as que têm melhor performance", esclarece Scheuermann.
O melhoramento é impulsionado, segundo Ribeiro, pelo fato de a galinha ter muitos pintinhos, o que permite fazer uma seleção melhor. "A vaca, por exemplo, tem um bezerro por ano. Já a galinha bota 280 ovos anualmente", compara. "Nossas avós conheciam um frango diferente do que temos hoje.
Em duas gerações, a ave mudou muito. As pessoas simplificam e acham que foram os hormônios", completa.
Segundo ela, estudos já avaliaram o uso de hormônios em aves, mas os resultados não foram bons. "Não encontraram nada que estimulasse o crescimento além do próprio potencial genético do animal."
Os avanços na nutrição (com rações consideradas mais balanceadas do que a dieta de um ser humano), o controle ambiental (como regulagem de luz e temperatura) e o desenvolvimento na prevenção e no tratamento de doenças também são apontados como fatores que fazem o frango crescer mais rápido.

Promotor de crescimento

Apesar de não serem utilizados hormônios, criadores convencionais colocam na ração os promotores de crescimento.
São antibióticos usados em dosagem muito menor do que a recomendada para fins terapêuticos. Por melhorarem as condições do intestino do animal, evitando diarréias, os produtos fazem com que ele aproveite melhor o que come.
Em muitos países da Europa, essas substâncias são proibidas. O argumento é que elas poderiam contribuir para a resistência das bactérias aos antibióticos, tornando os remédios desse tipo ineficazes para doenças humanas.
"É uma discussão recente no mundo, às vezes acalorada. A principal causa da resistência bacteriana são os antibióticos usados pelos próprios humanos. Além disso, a substância não se deposita nos músculos dos animais nem deixa resíduos", diz Scheuermann.
A inofensividade dos antibióticos não é unanimidade. "Ninguém pode dizer com segurança que não deixam resíduos. Exames não detectam moléculas inteiras dessas substâncias. Quimicamente, os resíduos teriam outra estrutura", observa Luiz Carlos Demattê Filho, gerente de produção animal da Korin. A empresa, seguidora dos princípios da agricultura natural da Igreja Messiânica, não faz uso de antibióticos nas criações de frangos.
Mesmo entre os criadores convencionais, a prática é suspender a inclusão dessas substâncias na ração nos sete dias que antecedem o abate. E, devido às restrições européias, os produtores brasileiros vêm diminuindo o uso delas por alternativas como extratos vegetais, probióticos e enzimas.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Sem o Zootecnista não há peru de Natal

Semana natalina, é tradição não faltar um bom peru na ceia de Natal e o que pouquíssimas pessoas sabem é que por trás daquele peru suculento e saboroso existe a mão do Zootecnista.
Peru de Natal
Os perus pertencem a família Meleagrididae, nativas da América do Norte e Central e geralmente apresentam penas de coloração variando do cinza ao preto, na parte distal a coloração é mais clara dando a esta ave um aspecto zebrado, possuem cabeça desnuda e os machos possuem penas diferenciadas na altura do papo, que podem se erguer ao mesmo tempo que a cauda para a conquista das fêmeas.
O peru (Meleagris gallopavo) é uma ave de grande porte, podendo alcançar até 1,20m de altura e podem ultrapassar 30 Kg. Desenvolvem-se rapidamente, respondem muito bem ao manejo nutricional que lhe for proporcionado. Sua produção de ovos não é abundante, limitando-se exclusivamente a perpetuação da espécie e o período de postura possui duração de aproximadamente 29 dias.
Peru (Meleagris gallopavo)

A produção de perus é altamente competitiva e especializada, exigindo grandes instalações que possam abrigar algo em torno de 1.000 a 25.000 aves alocadas em densidades acima de 60 kg/m² (três machos adultos/m²).
No Brasil, sua criação concentra-se nos estados da Região Sul, especialmente na região da Serra Gaúcha.
Devido ao aumento significativo do consumo de produtos oriundo da produção de perus, houve uma intensa industrialização da carne de peru, aumentando a oferta de produtos como as lasanhas, patês e pizzas.
Com isso o Brasil é o terceiro maior produtor e exportador de peru atrás apenas dos EUA e da União Européia produzindo cerca de 5,1% da produção mundial.
Para a criação dessas aves, é fundamental que se tenha uma dedicação constante, boa higiene, alimentação adequada e boas condições de manejo.
Não podem ser criados em locais úmidos. É fundamental mantê-los num local abrigado, protegidos da chuva, vento e sol, sem contato com o chão. O piso deve ser ripado ou forrado com serragem ou palha seca.
Fatores como a orientação das instalações, necessidade ou não de sombreamento, material utilizado tanto na cobertura como na estrutura do galpão devem ser analisados com o objetivo de fornecer as aves um conforto térmico adequado ao seu bem-estar.
Diante disso, o Zootecnista torna-se indispensável na produção comercial de perus para que estes cheguem a ceia natalina saudáveis e saborosos.

Peru (Meleagris gallopavo)

sábado, 3 de dezembro de 2011

A importância da coleta de leite para análise

A cadeia produtiva do leite é uma das mais importantes do complexo agroindustrial brasileiro, produzindo aproximadamente 27,5 bilhões de litros de leite por ano, provenientes de um dos maiores rebanhos do mundo, com grande potencial para abastecer o mercado interno e exportar. Segundo dados obtidos da Embrapa Gado de Leite, o Brasil é o quinto maior produtor de leite do mundo sendo responsável por 48% do volume total de leite produzido nos países sul americanos.
Um leite saudável e de qualidade apresenta características organolépticas específicas como cor, odor e sabor, baixa contagem bacteriana total, baixa células somáticas, ausência de microrganismos patogênicos e resíduos químicos.
O leite é composto por água, gordura, proteína, lactose, minerais e vitaminas, seus teores são relacionados com a raça e manejo nutricional. Também é fonte de minerais, principalmente o cálcio, proteína e gordura, serve como o principal componente na alimentação do lactente humano além de ser uma fonte valiosa de nutrientes, especialmente para idosos por causa de seu conteúdo protéico e de cálcio.
Segundo Auad et al., (2010) o leite pode ser avaliado de acordo com sua qualidade composicional (gordura, proteína, Extrato seco desengordurado (proteína e lactose) e sólidos totais) e por sua qualidade higiênico sanitária (Contagem bacteriana total (CBT), contagem de células somáticas (CCS) e resíduos químicos contaminantes).
Os teores mínimos de gordura proteína e extrato seco desengordurado de acordo com a Instrução Normativa 51 (IN nº 51) são respectivamente 3,0%; 2,9% e 8,4% e os teores referentes a CBT e CCS encontram-se na Tabela 1.
A coleta de leite para a análise deve ser feita mensalmente como rege a IN n° 51, e a avaliação das amostras coletadas devem ser feitas em laboratórios da Rede Brasileira de Laboratórios de Controle da Qualidade do Leite (RBQL) do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA).
De acordo com Teodoro & Verneque (2006), a coleta deve ser feita em todas as vacas em lactação por técnicos credenciados pelas organizações responsáveis pelo Serviço de Controle Leiteiro.

Além da coleta de amostras para análise, o controle leiteiro deve ser feito periodicamente, isso permite que se estime a produção de uma vaca durante toda a lactação e conhecendo-se a produção individual dos animais, podemos selecionar as melhores vacas para receberem alimentação de melhor qualidade, resultando em maiores produções a custos reduzidos (TEODORO & VERNEQUE, 2006).

Referências

AUAD, A. M.; SANTOS, A. M. B.; CARNEIRO, A. V. et. al. Manual de Bovinocultura Leiteira. 1.ed. Brasília: LK Editora; Belo Horizonte: SENAR-AR/MG; Juiz de Fora: Embrapa Gado de Leite, 2010. 608p.: il.

EMBRAPA/CNPGL. [2010]. Estatísticas do Leite. Disponível em: <http://www.cnpgl.embrapa.br/nova/informacoes/estatisticas/producao/producao.php> Acesso em 28/11/2011

__________________. Instrução Normativa nº 51, de 18 de setembro de 2002. Regulamento Técnico de Produção, Identidade e Qualidade do Leite Tipo A, do Leite Tipo B, do Leite Tipo C, do Leite Pasteurizado e do Leite Cru Refrigerado e o Regulamento Técnico da Coleta de Leite Cru Refrigerado e seu Transporte a Granel. Diário Oficial da União, 18/09/2002.Seção 3. Disponível em: <http://www.agricultura.gov.br/ das/dipoa/in51.htm>. Acesso em 01/12/2011.

TEODORO, R. L.; VERNEUQE, R. S. [2006] Orientações para o controle leiteiro. Instrução técnica para o produtor de leite. Disponível em: <http://www.cnpgl.embrapa.br/nova/informacoes/pastprod/textos/20instrucao.pdf>, Acesso em 15/11/2011.