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Graduado em Zootecnia pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Mestrando em Ciência Animal e Pastagens pela UFRPE.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

PALMA FORRAGEIRA NA ALIMENTAÇÃO DE VACAS EM LACTAÇÃO

Dr. Airon Aparecido Silva de Melo
Prof. Adjunto UFRPE/UAG, E-mail: airon@uag.ufrpe.br

A palma forrageira das espécies (Opuntia-fícus indica Mill e Nopalea cochenillifera Salm Dyck) foi introduzida no Brasil com o objetivo de hospedar o inseto cochonilha (Dactylopius cocus) para produção de um corante vermelho conhecido pelo nome de Carmim. Não alcançando êxito, passou a ser cultivada como planta ornamental, quando um dia por acaso verificou-se que era forrageira, despertando o interesse dos criadores que passaram a cultivá-la com intensidade. De composição química variável segundo a espécie, idade, época do ano e tratos culturais. É um alimento rico nos nutrientes água, carboidratos, principalmente carboidratos não-fibrosos, e matéria mineral, no entanto, apresenta baixos teores de fibra em detergente neutro comparada com alimentos volumosos, além de apresentar alta digestibilidade da matéria seca. Aspectos estes que deverão ser levados em consideração quando da sua utilização na alimentação dos animais. Pois estes nutrientes poderão interferir no trato digestível, através da taxa de passagem, digestibilidade, fermentação, produtos finais, absorção e consequentemente no desempenho e saúde animal. Quando utilizada como volumoso exclusivo provoca distúrbios metabólicos, tais como, diarréia não patológica, baixa ruminação além de variação negativa do peso vivo dos animais. Quando associada a uma fonte de fibra efetiva, considerando a relação carboidratos fibrosos/carboidratos não-fibrosos, tem-se obtido bons resultados. Portanto, devendo a palma forrageira ser utilizada como um ingrediente da ração animal, a qual deverá ser balanceada junto com outros ingredientes pára atender a necessidade dos animais, sabendo que a mesma não possui fibra efetiva suficiente para manter o ambiente ruminal em estado ótimo.

Resumo de palestra proferida durante o 2º Congresso Brasileiro de Palma e outras Cactáceas


sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O INÍCIO, O PRESENTE E O FUTURO DA BUBALINOCULTURA NO BRASIL: REVISÃO DE LITERATURA

Bismarck Passos de Carvalho¹, Willian Gonçalves do Nascimento²
1 - Zootecnista, (bpcarvalho@zootecnista.com.br)
2- Zootcnista, Professor Adjunto da UFRPE/UAG, (willian@uag.ufrpe.br
  Introdução

A bubalinocultura teve início em nosso país no final do século XIX, mais pelo seu exotismo que por suas qualidades produtivas. Entretanto, por ser um animal rústico que apresenta grande adaptabilidade em ambientes adversos e possuir uma alta fertilidade e vida produtiva longa, esses animais logo se adaptaram as nossas condições edafoclimáticas, tanto que na década de 80 houve um crescimento e disseminação da espécie para diversas regiões, com o objetivo de ocupar os chamados “vazios pecuários” [4].

De acordo com Vaz et al. [10], a bubalinocultura deve ser fomentada, por já ter conquistado um espaço na pecuária de corte, adaptadando-se a solos de baixa fertilidade e a terrenos alagadiços, onde algumas raças bovinas não apresentam a mesma produtividade.

Segundo o IBGE [6] a população bubalina em nosso país conta com 1,2 milhões de cabeças divergindo da Associação Brasileira dos Criadores de Búfalo (ABCB [1]) que estima através de levantamentos indiretos o rebanho brasileiro em aproximadamente 3,5 milhões de cabeças. A divergência entre os dados do IBGE e da ABCB pode ser explicado pelo fato de que muitas vezes o registro dos bubalinos se confunde com os de bovinos, fazendo com que a população real de bubalinos fique subestimada [4].

A exploração desses animais destina-se fundamentalmente à produção de carne, porém, a partir dos anos 80/90, verificou-se um interesse crescente em sua exploração leiteira com duplo propósito (carne e leite) [4]. E ainda segundo o mesmo autor, pode-se aproveitar seu couro, sua força como animais de transporte ou tração e atualmente são muito utilizados no turismo rural.

O objetivo dessa revisão foi mostrar a evolução da bubalinocultura no país desde sua introdução até os dias atuais, tendo em vista que houve um significativo avanço desta atividade no Brasil e que muito em breve sua importância não será apenas restrita para as pequenas propriedades rurais, mas também a empresas produtoras e processadoras de alimentos, no que certamente deverá acarretar em uma organização da cadeia produtiva da bubalinocultura em nosso país.

Material e métodos

Foram consultados periódicos pertencentes ao acervo da Unidade Acadêmica de Garanhuns (UAG/UFRPE), da Scientific Electronic Library Online (Scielo) e de sites especializados.

Resultados e Discussão

A) Bubalinocultura de Corte

Os consumidores dos dias atuais são bastante exigentes no que diz respeito à saúde e a qualidade de vida baseadas em uma dieta saudável. Neste sentido, a carne de búfalo é a mais adequada para uma sociedade cada vez mais exigente, já que a mesma em comparação com a carne bovina apresenta menos colesterol, menos calorias, é rica em minerais e vitaminas.

Assim um dos maiores objetivos das pesquisas relacionadas à produção de búfalos é a busca de novas tecnologias para aumentar os rendimentos da porção comercializável e sua qualidade Isto pode ser conseguido se, na cadeia da carne bubalina, for feito um completo entrosamento entre os geneticistas, melhoristas, produtores, frigoríficos e especialistas em qualidade de carcaça e da carne, além do marketing [8].

Portanto, é necessário que sejam implantadas grandes mudanças da imagem da carne bubalina, como a criação de campanhas publicitárias que associem este produto a uma carne natural, saudável e pouco calórica [8].

Segundo Lourenço Junior et al.[7], foi criada uma marca para a carne de bubalinos jovens, identificada pelo nome de “Baby Búfalo”, que é obtido de animais abatidos precocemente, com boa aceitação no mercado.

O Rio Grande do Sul foi o Estado pioneiro no Brasil a colocar a carne de búfalo embalada a vácuo em redes de supermercado [3].

A produção de carne de búfalo é uma maneira mais produtiva e rentável, contudo, isso só irá acontecer, em escala mais significativa, se houver um esforço de marketing completo que atinja toda a cadeia produtiva, estimulando o consumo desse tipo de carne [8].

Fonte: http://www.iapar.br/modules/noticias/article.php?storyid=626
Búfalos com aptidão para corte

B) Bubalinocultura de Leite

A expansão da exploração de bubalinos com aptidão leiteira no Brasil teve início a partir da década de 90, obtendo um crescimento estimado de 15% em 2009 [1].

O consumo do leite bubalino vem crescendo através da oferta de ampla gama de alimentos, como a mussarela, a ricota, o queijo de coalho, a manteiga e outros derivados, alem do que é um produto superior ao leite bovino em se tratando de nutrientes.

Segundo Teixeira et al. [9], os derivados do leite de búfala apresentam uma ótima qualidade sensorial e nutricional, devido ao seu maior teor de cálcio, vitamina A, e paladar suave.

De acordo com a ABCB [1], foram produzidos 31 milhões de litros de leite de búfala e 5,2 milhões de quilos de mussarela, no ano de 2008.

Segundo Albuquerque et al. [2], já haviam relatado uma gradativa intensificação no manejo das búfalas em certas bacias leiteiras, com a adoção da prática de duas ordenhas diárias, suplementação de volumosos de melhor qualidade nos períodos de escassez das pastagens e oferta de concentrados com base no nível produtivo dos rebanhos, que permitiram uma elevação da produtividade média de 1.460 kg/lactação em sistemas de baixa intensificação para uma média de 2.431 kg em sistemas mais intensificados e de 2.955 kg em propriedades com melhor material genético.

Búfalas podem aumentar sua produção em até 50% se manejadas corretamente [5].

Segundo Bernardes [4], as regiões onde existem laticínios especializados na captação do leite de búfalas, é cada vez maior o número de produtores, que passam a se dedicar à exploração leiteira bubalina, com a qual tem obtido produção individual superiores às que obtinham com bovinos, mesmo com rebanhos ainda pouco selecionados.
Fonte: http://www.elchao.com/leche.htm
Búfala sendo ordenhada

C) Futuro da bubalinocultura no Brasil

O maior desafio da bubalinocultura em nosso país é a busca por uma melhor organização da cadeia produtiva de seus derivados visto que zootecnicamente esses animais demonstram ser capazes de entrar com força no mercado, pois, não restam dúvidas sobre sua excelente qualidade nutricionais o que coloca esta atividade pecuária como opção econômica aos mais diversos ambientes, mostrando respostas satisfatórias sem causarem danos significativos ao ambiente.

De acordo com Bernardes [4], o Brasil se encontra em uma posição privilegiada com relação à bubalinocultura posto que detém o maior rebanho da espécie no Ocidente, dispondo-se de exemplares com produtividade leiteira comparável aos melhores espécimes e, no segmento corte, já dispõe de animais com performances bem mais expressivas que as existentes nos países de origem onde a atividade foi pouco explorada.

Considerações Finais

A grande barreira para os pesquisadores que estudam a bubalinocultura é a escassez de material didático (periódicos, livros e revistas) que com o aumento desta atividade pecuária em nosso país há um consequente aumento da necessidade por mais informações nesta área, o que contribuiria de forma sinérgica com o crescimento da mesma que possui um vasto potencial ainda por ser explorado. Diante disso, cabe a nós profissionais das Ciências Agrárias a incumbência de melhorar esta situação com o aumento de pesquisas que visem o avanço da bubalinocultura no Brasil.

Referências

[1] ABCB. Associação Brasileira dos Criadores de Búfalos. Disponível Acessado em 10 Ago 2011.

[2] ALBUQUERQUE, S.S.A; BERNARDES, O; ROSSATO, C. Avaliação da produção leiteira de búfalas na região sudoeste de São Paulo. Bol Búfalo ABCB, n.1, p.38, 2004.

[3] ASCRIBU. Associação Sulina de Criadores de Búfalos. Disponível < http://www.ascribu.com.br/Pagina/21/A-Carne> Acessado em 02 Set 2011.

[4] BERNARDES, O. Bubalinocultura no Brasil: situação e importância econômica. Revista Brasileira de Reprodução Animal, v.31, n.3, p.293-298, jul/set, 2007.

[5] COUTO,A.G. Manejo de búfalas leiteiras. Circular Técnica, n.2, 2006. Disponível Acessado em 02 Set 2011.

[6] IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Disponível em Acessado em 20 Ago 2011.

[7] LOURENÇO JUNIOR, J.B.; LOURENÇO, V.V.; COSTA, N.A.; MOURA CARVALHO, L.O.D.; LOURENÇO, L.F.H.; SOUSA, C.L.; SANTOS, N.F.A. Evaluation of carcass income and physical-chemical characteristics of “baby buffalo” meat. In: Simpósio de Búfalos das Américas, 2002.

[8] OLIVEIRA, A. L. Búfalos: produção, qualidade de carcaça e de carne. Alguns aspectos quantitativos, qualitativos e nutricionais para promoção do melhoramento genético. Revista Brasileira de Reprodução Animal, v.29, n.2, p.122-134, abril/jun, 2005.

[9] TEIXIERA, L.V.; BASTIANETTO, E.; OLIVEIRA, D.A.A. Leite de búfala na indústria de produtos lácteos. Revista Brasileira de Reprodução Animal, v.29, n.2, p.96-100, abril/jun, 2005.

[10] VAZ, F.N.; RESTLE, J.; BRONDANI, I.L. Estudo da carcaça e da carne de bubalinos mediterrâneos terminados em confinamento com diferentes fontes de volumoso. Revista Brasileira de Zootecnia, v.32,n.2, p.393-404, 2003.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Você conhece ou já ouviu falar no Beefalo?

O Beefalo é uma raça sintética, criada a partir do cruzamento do bisão americano (Bison bison) e bovinos europeus (Bos taurus). Esses animais possuem 3/8 do material genético do Bisão e 5/8 do material genético do bovino.
Bisão Americano (Bison bison)

Bovino europeu (Bos taurus)

É um animal bastante rústico podendo suportar altas temperaturas, é um animal de elevada precocidade, possui rápido ganho de peso e terminação com dois anos, possuem altas taxas de fertilidade e boa habilidade materna.
Vaca beefalo com sua cria 

Por ser um animal híbrido, sua carne apresenta diferenças em ralação à carne bovina como maior percentagem de proteína, cálcio, ferro e menos colesterol.
Touro beefalo
Fontes das imagens:

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Paraguai confirma foco de aftosa e suspende exportações

As autoridades paraguaias confirmaram foco de febre aftosa em fazenda no Departamento de San Pedro. Por causa do foco, o Paraguai suspendeu por dois meses a exportação de carne. Cerca de 800 animais deverão ser sacrificados. O vírus da febre aftosa foi detectado em 13 cabeças de gado.

O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, deve decretar ainda hoje (19) situação de emergência sanitária na região onde foi detectado o foco. As autoridades sanitárias iniciaram nesta segunda-feira a instalação de barreiras de contenção. Com esse foco, o Paraguai perde status sanitário e fica fora do mercado internacional, que é uma das principais fontes de divisas do país.

A Organização Internacional de Sanidade Animal (OIE) foi comunicada pelos próprios pecuaristas paraguaios da existência do foco. De acordo com o jornal ABC Color, 819 animais da fazenda Santa Helena, administrada pelo presidente da Associação Rural do Paraguai em San Pedro, Silfrido Baumgarten, serão sacrificados, segundo a Senacsa (Secretaria Nacional de Sanidade).

Brasil - A suspeita de focos de febre aftosa no Departamento de San Pedro, confirmada hoje, levou autoridades de defesa agropecuária a formarem um pool de inspeção com cinco países – Brasil, Argentina, Bolívia, Chile e o próprio Paraguai.

Do Brasil foi designado um técnico da SFA - Superintendência Federal de Agricultura. Ele segue nesta segunda-feira, 19, ao Paraguai para se juntar a outros técnicos dos países vizinhos.

A secretária de Produção e Desenvolvimento Agrário de Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina Corrêa da Costa, disse ontem que o governo do Estado foi informado da situação, que ‘é de absoluto controle’ e não há razão para preocupação porque a região onde há suspeita de circulação do vírus não faz fronteira com o Estado.

O Departamento de São Pedro, no entanto, faz divisa com o Departamento de Amambay, que faz fronteira de Mato Grosso do Sul. O local da inspeção fica a aproximadamente 130 quilômetros dessa linha internacional com o Brasil. Os municípios mais próximos são Amambai e Iguatemi.

Fonte: Sociedade Rural Brasileira - SRB

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Determinação Sexual

Nas primeiras semanas da vida do embrião, durante o processo de desenvolvimento embrionário, existe um grupo de células que migrarão do saco vitelino para uma região denominada de Crista Gonadal que na realidade é uma gônada indiferenciada, ou seja, pode desenvolver para testículo ou para ovário e essa diferenciação vai depender de vários processos descritos abaixo.

DEFINIÇÃO DO SEXO CROMOSSÔMICO

Seria o momento em que um espermatozóide (y) vai fertilizar um óvulo (x). A partir desse momento tem inicio o desenvolvimento do embrião e também vai sendo definido o sexo gonadal. O sexo natural de todos os indivíduos é o feminino e o masculino é o sexo induzido, ou seja, para que a crista gonadal do embrião desenvolva características masculinas, ela precisa ser induzida por um fator que determine essa transformação. Sabemos que as fêmeas produzem apenas óvulos com cromossomo X e os machos espermatozóides X e espermatozóides Y. Existe um gene que está localizado no braço curto do cromossomo Y que é o responsável por essa diferenciação da crista gonadal para uma gônada masculina, este gene é chamado de SRY.
Para que ocorra a diferenciação esse gene se responsabiliza pela produção de hormônios que vão induzir a transformação, ou seja, hormônios responsáveis pela masculinização da gônada.
O gene SRY é responsável pela estimulação das células de sertoly que vão produzir o Fator Determinante Testicular (TFD) e também o Hormônio Inibidor Mülleriano ou dos Ductos de Müller (MIH). Esses fatores fazem com que ocorra uma diferenciação da crista gonadal e dos ductos de Wolf, na parte tubular do sistema reprodutor masculino além de promoverem uma involução dos ductos de Müller. Lembrando que essas alterações tem início na sétima semana de gestação apenas na presença do gene SRY, caso este gene não esteja presente o desenvolvimento gonadal continua normalmente sem interferência, o que dará origem ao aparelho reprodutor feminino.

SEXO GENÉTICO

É definido no momento da fertilização, na união do espermatozóide com o óvulo.

SEXO GONADAL

Depende da presença do gene SRY

CURIOSIDADE

Durante a formação dos espermatozóides tem-se duas meioses e durante esse processo pode haver uma troca de material cromossômico entre as cromátides homólogas dos espermatozóides X e dos Espermatozóides Y, a este fenômeno dá-se o nome de CROSSING OVER. Durante o crossing over pode ocorrer de o gene SRY passar para o cromossomo X e nesse caso se tem um cromossomo y com ausência desse gene. E se por acaso um óvulo for fertilizado por um desses espermatozóides, dará origem a uma fêmea de genótipo XY ou um macho de genótipo XX conforme ilustração abaixo.

domingo, 28 de agosto de 2011

IV - Encontro de Medicina Veterinária do Agreste Pernambucano

Estudantes e profissoinais de Medicina Veterinária e Zootecnia não percam o IV EMVAPE (Encontro de Medicina Veterinária do Agreste Pernambucano) que será realizado nos dias 02, 03 e 04 de setembro de 2011 em Garanhuns/PE.

Palestras: Fórum Ministro Eraldo Gueiros Leite
Minicursos: Unidade Acadêmica de Garanhuns - UFRPE/UAG
Maiores informações e programação completa: http://www.emvape.com.br/

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Gordura de jacaré pode ser usada como fonte de biodiesel

Por Globo Rural On-line

Pesquisadores americanos descobriram alternativa para fazer combustível

Pesquisando alternativas verdes de combustível, cientistas da Universidade de Louisiana, nos Estados Unidos, descobriram uma matéria prima inusitada para fazer biodiesel: gordura de jacaré. Hoje, a soja é muito utilizada no país para a produção de combustível, mas o grão também é necessário para o consumo humano e animal. Para produzir um bilhão de galões de biodiesel de soja seria necessário 21% de toda a produção dos Estados Unidos e o país consome 45 galões de diesel todos os anos. As informações são do jornal americano The New York Times.

Com essa preocupação, os pesquisadores acreditam ter encontrado uma opção para ajudar a soja nessa equação. Todos os anos 6,8 mil toneladas de gordura de jacaré são desperdiçadas. O animal atualmente é criado para produção de carne e couro – não se trata do crocodilo, ameaçado de extinção.


 Fonte: Revista Globo Rural
Jacaré no tanque: a gordura do animal atualmente é desperdiçada, poderia ser usada para produção de biodiesel


Na pesquisa divulgada nesta semana o professor de engenharia química Rakesh Bajpai e mais cinco colaboradores explicam que converteram 61% da gordura do animal em líquidos que poderiam ser usados em biocombustíveis. Das 6,8 mil toneladas, poderia ser produzido 1.25 milhões de galões de combustível (cerca de 5,6 milhões de litros). Segundo Bajpai, o galão poderia ser produzido por US$ 2,40 (equivalente a R$ 3,8). Além disso, a cada galão produzido, a refinaria faria também alguns litros de glicerol, substancia valorizada na indústria química.

Somado aos incentivos americanos ao biodiesel, o preço deste combustível de jacaré seria bastante competitivo.
 
Disponível em :http://revistagloborural.globo.com/Revista/Common/0,,EMI258672-18077,00-GORDURA+DE+JACARE+PODE+SER+USADA+COMO+FONTE+DE+BIODIESEL.html