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Graduado em Zootecnia pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Mestrando em Ciência Animal e Pastagens pela UFRPE.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Paraguai confirma foco de aftosa e suspende exportações

As autoridades paraguaias confirmaram foco de febre aftosa em fazenda no Departamento de San Pedro. Por causa do foco, o Paraguai suspendeu por dois meses a exportação de carne. Cerca de 800 animais deverão ser sacrificados. O vírus da febre aftosa foi detectado em 13 cabeças de gado.

O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, deve decretar ainda hoje (19) situação de emergência sanitária na região onde foi detectado o foco. As autoridades sanitárias iniciaram nesta segunda-feira a instalação de barreiras de contenção. Com esse foco, o Paraguai perde status sanitário e fica fora do mercado internacional, que é uma das principais fontes de divisas do país.

A Organização Internacional de Sanidade Animal (OIE) foi comunicada pelos próprios pecuaristas paraguaios da existência do foco. De acordo com o jornal ABC Color, 819 animais da fazenda Santa Helena, administrada pelo presidente da Associação Rural do Paraguai em San Pedro, Silfrido Baumgarten, serão sacrificados, segundo a Senacsa (Secretaria Nacional de Sanidade).

Brasil - A suspeita de focos de febre aftosa no Departamento de San Pedro, confirmada hoje, levou autoridades de defesa agropecuária a formarem um pool de inspeção com cinco países – Brasil, Argentina, Bolívia, Chile e o próprio Paraguai.

Do Brasil foi designado um técnico da SFA - Superintendência Federal de Agricultura. Ele segue nesta segunda-feira, 19, ao Paraguai para se juntar a outros técnicos dos países vizinhos.

A secretária de Produção e Desenvolvimento Agrário de Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina Corrêa da Costa, disse ontem que o governo do Estado foi informado da situação, que ‘é de absoluto controle’ e não há razão para preocupação porque a região onde há suspeita de circulação do vírus não faz fronteira com o Estado.

O Departamento de São Pedro, no entanto, faz divisa com o Departamento de Amambay, que faz fronteira de Mato Grosso do Sul. O local da inspeção fica a aproximadamente 130 quilômetros dessa linha internacional com o Brasil. Os municípios mais próximos são Amambai e Iguatemi.

Fonte: Sociedade Rural Brasileira - SRB

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Determinação Sexual

Nas primeiras semanas da vida do embrião, durante o processo de desenvolvimento embrionário, existe um grupo de células que migrarão do saco vitelino para uma região denominada de Crista Gonadal que na realidade é uma gônada indiferenciada, ou seja, pode desenvolver para testículo ou para ovário e essa diferenciação vai depender de vários processos descritos abaixo.

DEFINIÇÃO DO SEXO CROMOSSÔMICO

Seria o momento em que um espermatozóide (y) vai fertilizar um óvulo (x). A partir desse momento tem inicio o desenvolvimento do embrião e também vai sendo definido o sexo gonadal. O sexo natural de todos os indivíduos é o feminino e o masculino é o sexo induzido, ou seja, para que a crista gonadal do embrião desenvolva características masculinas, ela precisa ser induzida por um fator que determine essa transformação. Sabemos que as fêmeas produzem apenas óvulos com cromossomo X e os machos espermatozóides X e espermatozóides Y. Existe um gene que está localizado no braço curto do cromossomo Y que é o responsável por essa diferenciação da crista gonadal para uma gônada masculina, este gene é chamado de SRY.
Para que ocorra a diferenciação esse gene se responsabiliza pela produção de hormônios que vão induzir a transformação, ou seja, hormônios responsáveis pela masculinização da gônada.
O gene SRY é responsável pela estimulação das células de sertoly que vão produzir o Fator Determinante Testicular (TFD) e também o Hormônio Inibidor Mülleriano ou dos Ductos de Müller (MIH). Esses fatores fazem com que ocorra uma diferenciação da crista gonadal e dos ductos de Wolf, na parte tubular do sistema reprodutor masculino além de promoverem uma involução dos ductos de Müller. Lembrando que essas alterações tem início na sétima semana de gestação apenas na presença do gene SRY, caso este gene não esteja presente o desenvolvimento gonadal continua normalmente sem interferência, o que dará origem ao aparelho reprodutor feminino.

SEXO GENÉTICO

É definido no momento da fertilização, na união do espermatozóide com o óvulo.

SEXO GONADAL

Depende da presença do gene SRY

CURIOSIDADE

Durante a formação dos espermatozóides tem-se duas meioses e durante esse processo pode haver uma troca de material cromossômico entre as cromátides homólogas dos espermatozóides X e dos Espermatozóides Y, a este fenômeno dá-se o nome de CROSSING OVER. Durante o crossing over pode ocorrer de o gene SRY passar para o cromossomo X e nesse caso se tem um cromossomo y com ausência desse gene. E se por acaso um óvulo for fertilizado por um desses espermatozóides, dará origem a uma fêmea de genótipo XY ou um macho de genótipo XX conforme ilustração abaixo.

domingo, 28 de agosto de 2011

IV - Encontro de Medicina Veterinária do Agreste Pernambucano

Estudantes e profissoinais de Medicina Veterinária e Zootecnia não percam o IV EMVAPE (Encontro de Medicina Veterinária do Agreste Pernambucano) que será realizado nos dias 02, 03 e 04 de setembro de 2011 em Garanhuns/PE.

Palestras: Fórum Ministro Eraldo Gueiros Leite
Minicursos: Unidade Acadêmica de Garanhuns - UFRPE/UAG
Maiores informações e programação completa: http://www.emvape.com.br/

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Gordura de jacaré pode ser usada como fonte de biodiesel

Por Globo Rural On-line

Pesquisadores americanos descobriram alternativa para fazer combustível

Pesquisando alternativas verdes de combustível, cientistas da Universidade de Louisiana, nos Estados Unidos, descobriram uma matéria prima inusitada para fazer biodiesel: gordura de jacaré. Hoje, a soja é muito utilizada no país para a produção de combustível, mas o grão também é necessário para o consumo humano e animal. Para produzir um bilhão de galões de biodiesel de soja seria necessário 21% de toda a produção dos Estados Unidos e o país consome 45 galões de diesel todos os anos. As informações são do jornal americano The New York Times.

Com essa preocupação, os pesquisadores acreditam ter encontrado uma opção para ajudar a soja nessa equação. Todos os anos 6,8 mil toneladas de gordura de jacaré são desperdiçadas. O animal atualmente é criado para produção de carne e couro – não se trata do crocodilo, ameaçado de extinção.


 Fonte: Revista Globo Rural
Jacaré no tanque: a gordura do animal atualmente é desperdiçada, poderia ser usada para produção de biodiesel


Na pesquisa divulgada nesta semana o professor de engenharia química Rakesh Bajpai e mais cinco colaboradores explicam que converteram 61% da gordura do animal em líquidos que poderiam ser usados em biocombustíveis. Das 6,8 mil toneladas, poderia ser produzido 1.25 milhões de galões de combustível (cerca de 5,6 milhões de litros). Segundo Bajpai, o galão poderia ser produzido por US$ 2,40 (equivalente a R$ 3,8). Além disso, a cada galão produzido, a refinaria faria também alguns litros de glicerol, substancia valorizada na indústria química.

Somado aos incentivos americanos ao biodiesel, o preço deste combustível de jacaré seria bastante competitivo.
 
Disponível em :http://revistagloborural.globo.com/Revista/Common/0,,EMI258672-18077,00-GORDURA+DE+JACARE+PODE+SER+USADA+COMO+FONTE+DE+BIODIESEL.html

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Regulamentação dos Zootecnistas: SENGE sugere ao Deputado Onyx Lorenzoni emitir parecer contrário ao PL 2824 que regulamenta a profissão de Zootecnista

Os presidentes do SENGE/RS e do SIMVETRS, e o vice-presidente da SARGS, reuniram-se com o Deputado Onyx Lorenzoni para formalizar a posição das entidades contrária à aprovação do Projeto de Lei 2824/08 que regulamenta a profissão de Zootecnista, do qual o parlamentar do DEM/RS é relator. No encontro realizado em 1º de agosto em Porto Alegre, as entidades formalizaram a entrega de documento em que relacionam pontos de inconformidade, principalmente, aqueles que retiram atribuições dos Engenheiros Agrônomos e de outros profissionais.
Ao deixar claro não haver oposição à regulamentação da profissão de Zootecnista em si, a carta reafirma que diante da dependência e importância do Setor Primário para a economia do País e da carência latente de profissionais de nível superior de todas as especializações nesta área, nada justifica a retirada de atribuições de quem já tem formação e qualificação, notadamente os Engenheiros Agrônomos.
Além disso, o projeto contraria a Resolução 1.010/05 do CONFEA, e a Lei 5.194/66 que estabelecem, respectivamente, as atribuições e a regulamentação da categoria dos profissionais de Agronomia.
Ao lado da presidente do Sindicato dos Médicos Veterinários do RS Maria Angelica Zollin de Almeida, e do vice-presidente da Sociedade de Agronomia do Estado Arcângelo Mondardo, o presidente do SENGE José Luiz Azambuja enfatizou a Onyx Lorenzoni, que a aprovação do projeto acarretaria um aumento dos custos para os agricultores e pecuaristas, além de uma significativa segmentação da responsabilidade técnica e degradação dos programas de pesquisa em desenvolvimento nas universidades. Lembrando que os cursos de pós-graduação em zootecnia são realizados nas escolas de Agronomia e Veterinária em todo o Brasil, com exceção do Estado de São Paulo.
Onix, que é veterinário, acolheu a solicitação e informou que está trabalhando no sentido de apresentar um substitutivo que contemple as reivindicações das categorias profissionais envolvidas no assunto e que provavelmente em outubro pretende chamar uma reunião em Brasília, com a participação do MEC, para discutir a possibilidade de adequações nos futuros currículos. Segundo o Deputado, os atuais profissionais da Agronomia e Veterinária teriam asseguradas todas suas competências para continuar trabalhando normalmente nas atividades que envolvem a Zootecnia.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Microbiota ruminal

Os ruminantes são animais que possuem um estômago multicavitário, ou seja, dividido em compartimentos denominados de rúmen, retículo, omaso e abomaso. Os três primeiros possuem função associada ao processo fermentativo e o abomaso apresenta características similares ao estômago dos animais monogástricos. Essas estruturas anatômicas permitem a realização do processo de fermentação conferindo a esses animais o aproveitamento da fração fibrosa dos vegetais. No entanto, os ruminantes não produzem as enzimas necessárias para a digestão desta fibra, porém permitem que microrganismos capazes de produzir tais enzimas se desenvolvam em seu rúmen, sendo esta população composta por bactérias, protozoários e fungos.
A celulose e outros polissacarídeos presentes na parede celular de vegetais, constituem a maior fonte de energia para os animais herbívoros. E sua degradação é o resultado da simbiose entre estes animais e sua microbiota. Estes microrganismos também utilizam o nitrogênio não-protéico para a síntese de aminoácidos, sintetizam vitaminas e produzem os ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), que são os ácidos acético, butírico e propiônico.
O estabelecimento desses microrganismos no rúmen ocorre após o contágio dos animais recém-nascidos com sua mãe (por exemplo, o ato de a vaca lamber sua cria), com a ingestão de alimentos contaminados e, além disso, o esterco presente no piso do curral, nos pêlos, nas tetas, etc., está dentre as principais fontes de contágio, assim como o solo e as pastagens.

BACTÉRIAS

É a população mais diversificada do rúmen e seus principais grupos são relacionados com a degradação da fibra vegetal.

Bactérias fermentadoras de carboidratos estruturais (Celulolíticas)

Associam-se às fibras dos alimentos e degradam os componentes da parede celular dos vegetais, particularmente a celulose e a hemicelulose, as principais espécies são Ruminococcus flavefaciens, Ruminococcus albus e o fibrobacter succinogenes. Estes microrganismos vão promover a hidrolise da celulose através de complexos enzimáticos denominados celulases. As espécies celulolíticas produzem principalmente, acetato, propionato, butirato, succinato, formato, CO2, e H2. Também são liberados o etanol e o Lactato.
Fonte: http://microbewiki.kenyon.edu/index.php/Ruminococcus
Ruminococcus flavefaciens

Bactérias fermentadoras de carboidratos não-estruturais (Amilolíticas e Pectinolíticas).

Associam-se às partículas de grãos de cereais ou grânulos de amido e degradam os carboidratos de natureza não estrutural como o amido e açúcares solúveis como, dextrinas e frutosanas, podem utilizar a amônia, aminoácidos ou peptídeos para a síntese de suas proteínas. Produzem acetato, porém mudam para acetato, formato e etanol quando a concentração do substrato fermentável decresce. Os principais microrganismos fermentadores de carboidratos não-estruturais são, Streptococcus bovis, Ruminobacter amylophilus, Lactobacillus sp., Selenomonas ruminantium.

Bactérias lipolíticas

Hidrolisam triglicerídeos em glicerol e ácidos graxos, não é numeroso, pelo fato do ambiente ruminal apresentar potencial de oxidorredução muito baixo, característico de ambiente anaeróbicos. A espécie Anaerovibrio lipolytica hidrolisa lipídios e utiliza a ribose, a frutose, o glicerol e o lactato como fontes de carbono e energia. Esses substratos são fermentados a acetato, propionato e CO2, enquanto o glicerol é fermentado a propionato e succinato.

Bactérias proteolíticas

Como o próprio nome denuncia, degradam proteínas.  No entanto, existem algumas poucas espécies que utilizam principalmente aminoácidos como substratos energéticos. Destacam-se as espécies B. amylophilus, B. ruminicola, Butirivibrio sp., S. ruminantium, Clostridium aminophilum e C. sticklandii.
Fonte: http://ijs.sgmjournals.org/content/53/1/201.full
Butirivibrio sp

Bactérias ureolíticas

Apresentam-se aderidas ao epitélio ruminal e hidrolisam uréia liberando amônia. Exemplo: Enterococcus faecium.

Bactérias metanógenas

São as mais estritamente anaeróbicas do rúmen. Produzem metano a partir do CO2 e H2 derivados da atividade fermentativa das demais espécies, por exemplo: Methanobacterium sp., Methanobrevibacter sp.

Bactérias lácticas

Crescem em condições de baixo pH ruminal e utilizam, entre outros, ácido láctico como substrato energético, por exemplo: Megasphaera elsdenii.

Bactérias pectinolíticas

Fermentam a pectina. Embora a pectina seja um polímero de natureza estrutural, sua fermentação, assim como a as características das bactérias que a utilizam, são semelhantes àquelas que fermentam carboidratos não-estruturais, por exemplo: Succinivibrio dextrinosolvens.

PROTOZOÁRIOS

São organismos unicelulares, anaeróbios, não patogênicos.  Apresentam organização complexa e diferenciada com estruturas funcionais similares a boca, esôfago, estômago, reto e ânus. Alguns protozoários são celulolíticos, mas os principais substratos utilizados como fonte de energia são os açúcares e amidos que são assimilados rapidamente e estocados na forma de amilopectina. Uma característica peculiar dos protozoários ruminais é o quimiotactismo, ou seja, possuem a capacidade de se locomoverem num gradiente de concentração de açúcares ou glicoproteínas. São capazes de se fixar à parede do retículo e migrar em direção ao rúmen, logo após a alimentação do hospedeiro, possivelmente em razão do aparecimento de açúcares solúveis.

FUNGOS

Inicialmente os fungos eram considerados protozoários flagelados. Os fungos são parte integrante da microbiota ruminal e são encontrados em animais alimentados com dietas fibrosas, onde os zoósporos móveis aderem aos fragmentos das forragens e invadem os tecidos vegetais por meios de seus talos e rizóides. Após um período de crescimento vegetativo ocorre a formação dos esporângios que irão liberar os zoósporos maduros fadados a repetir esse ciclo de colonização do material vegetal ingerido pelo hospedeiro.

REFERÊNCIAS

BERCHIELLI, T.T.; PIRES, A.V.; OLIVEIRA, S.G. Nutrição de ruminantes. 1. ed. Jaboticabal: Funep, 2006. 583p.

KOZLOSKI, G.V. Bioquímica dos ruminantes. 1. ed. Santa Maria: Ed. UFSM, 2002. 140p.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Tilápias

As tilápias são peixes de origem africana, muito utilizadas na piscicultura desde o ano 2000 a.C. Além do seu valor nutricional, é apreciada pelo seu desempenho como agente biológico combatendo mosquitos e ervas daninhas aquáticas, como isca viva, na pesca esportiva e na aquariofilia tropical.
Os cultivos comerciais estão baseados num pequeno número de espécies e alguns híbridos. São elas: Oreochromis niloticus, Oreochromis mossambicus, Oreochromis aureus, Tilapia rendalli, Tilapia zilli e Sarotherodon galilaeus.
Sua introdução no Brasil se deu pela Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, em 1952 com a importação de exemplares da Tilapia rendalli para o repovoamento das represas com a finalidade de combater a proliferação de algas macrófitas aquáticas. Em 1971 o Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS) introduziu a espécie Oreochromis niloticus, que apresenta características aconselhadas para a piscicultura brasileira.
As tilápias são peixes que apresentam distribuição geográfica restrita a regiões com temperaturas não inferiores a 20°C, apresentando seus melhores resultados entre 26 e 32°C. Em temperaturas inferiores a 15°C, praticamente interrompem seu consumo de alimento, valores letais de temperatura encontram-se na faixa de 10 a 12°C.
Esses animais suportam baixas quantidades de oxigênio dissolvido na água, podendo sobreviver em níveis de 1mg/l. Porém a concentração de 0,1 mg/l é considerada letal. O pH ideal é entre 7 e 8, valores entre 3,5 e acima de 12 causam mortalidade em menos de 6 horas de exposição. As tilápias também apresentam grande tolerância a altas salinidades.
Outras características zootécnicas das tilápias que as indicam para a piscicultura: 
  • ·        Resistência a baixa qualidade de água e a doenças;
  • ·        Facilidade de manejo e cultivo;
  • ·        Tolerância a amplas variações ambientais;
  • ·        Capacidade de converter resíduos orgânicos domésticos e agrícolas em proteína de alta qualidade;
  • ·        Apresentam boa taxa de crescimento;
  • ·        Suportam bem o sistema intensivo de cultivo. 
O maior problema no cultivo de tilápias é sua alta prolificidade, resultando em grande competição pelo alimento, limitando o crescimento individual.
A desova ocorre durante os meses em que a temperatura da água encontra-se mais elevada, superior aos 24°C. Durante o período reprodutivo, os machos escavam buracos (ninhos) no fundo dos viveiros onde após o acasalamento as fêmeas irão liberar os óvulos que serão imediatamente fecundados pelos machos. Após a fecundação a fêmea recolhe os ovos e os mantém em sua boca durante toda a fecundação.
As tilápias de um modo geral são onívoras micrófagas. As pós-larvas e alevinos com 3 ou 4 cm já alimentam-se de partículas inertes, quando atingem 4 ou 5 cm aceitam alimento artificial com facilidade. A tilápia do nilo (Oreochromis niloticus) possui os rastros branquiais bastante desenvolvidos o que possibilita a filtragem da água para a retirada do plâncton e outros alimentos em suspensão.
Fonte: Arquivo pessoal.
Tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus)

Fonte: Arquivo pessoal.
Filamentos branquiais da Tilápia do Nilo  (Oreochromis niloticus)

sábado, 9 de julho de 2011

Especialistas revelam como será o boi do futuro

por Sebastião Nascimento
 Ilustrações Maná E.D.I. 

Clones em escala industrial 
Técnica vai revolucionar a pecuária, ao permitir aos criadores fazer várias cópias de seus melhores touros para cobrir a vacada comercial .
Em todo o mundo, o Brasil é a nação que mais utiliza tecnologia genética de ponta no aprimoramento do rebanho bovino. O país está se preparando para os grandes desafios do mercado. É o que diz o médico-veterinário Rodolfo Rumpf. Ele chefiou a equipe da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, de Brasília, que criou a bezerra da raça simental Vitória, primeiro clone concebido na América Latina, dez anos atrás. Vitória está bem viva e até já pariu uma bezerrinha, em 2004. Rumpf dá agora mais um salto ao compor o grupo que trabalha no desenvolvimento de clones de touros em série para cobrir a vacada de rebanhos comerciais. A experiência, ainda na fase inicial, é resultado de uma parceria entre a Embrapa e a empresa privada Geneal, pertencente ao pecuarista Jonas Barcellos, da Fazenda Mata Velha, de Uberaba (MG), e ilustra o escopo funcional da engenharia genética animal no Brasil. “A proposta é atingir a base da pirâmide. Produzir clones de um reprodutor de alta qualidade e tornar acessível o uso das cópias no rebanho comercial, que vai ganhar eficiência.” É produção em escala para garantir carne de boa procedência e padrão, resume o cientista da Embrapa. 

A clonagem tradicional não chegou ainda ao médio e pequeno produtor, porque tem um custo proibitivo. A cópia idêntica de um bovino não sai por menos de R$ 50 mil. Para Rumpf, a democratização da genética é uma questão de tempo. As parcerias público-privadas vão permitir a união da bagagem científica de uma Embrapa, por exemplo, com o manejo e a prática nas fazendas. A clonagem para servir o gado comercial é a última palavra em termos de tecnologia – mas não está sozinha. A inseminação artificial em tempo fixo (IATF), técnica que cresceu 150% desde que chegou ao país, há quatro anos, vem provocando uma revolução nas fazendas. Com ela, o pecuarista ganha o poder do Criador. Em conjunto com a sexagem, a IATF deixa a reprodução do rebanho sob o controle absoluto do fazendeiro. Ele programa o sexo e a data exata de nascimento dos bezerros. 

A grande vantagem dessa técnica é que a vaca não precisa estar no cio para ser inseminada, pois a ovulação é estimulada automaticamente. A propriedade pode inseminar um grande número de animais em curto espaço de tempo. Além disso, pode programar o nascimento e o desmame para as épocas do ano mais favoráveis aodesenvolvimento dos bezerros. Há criações de grande porte que conseguem inseminar 400 vacas ao dia – são 30 de inseminação convencional. 
Os marcadores moleculares também já chegaram por aqui, com a função de descobrir, por meio da análise de DNA, uma sequência de genes que defina as características de um bovino. Exemplo: se ele possui os genes de maciez da carne. A novidade nessa área é um projeto que pretende identificar o potencial de um touro reprodutor logo após seu nascimento. Hoje, para se confirmar a potencialidade de um reprodutor, é necessário analisar seus filhos, o que leva em média quatro anos. 

Essa pesquisa tem como parceiros a Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos, da Universidade de São Paulo, e o laboratório Merial. Cruzando-se análises moleculares do DNA com as DEPs (estimativas sobre o potencial de um animal com base nos resultados de seus parentes), o intervalo entre as gerações será abreviado. Dessa forma, o fazendeiro poderá tomar hoje uma decisão que só viria dentro de três ou quatro anos. Detalhe: sabendo-se o potencial das DEPs. 

“A pecuária brasileira avançou 50 anos na última década graças ao uso de tecnologias de ponta”, diz o pecuarista Paulo de Castro Marques, presidente da Associação Brasileira de Angus. É por isso que os especialistas acreditam que, no futuro, na média nacional, o boi vai ser abatido entre 18 e 20 meses, pesando quase 500 quilos. 

Na área de sustentabilidade, a empresa mineira Safe Trace lançou uma tecnologia em que um chip é introduzido no rúmen do animal. Ao acessar o website da empresa, o consumidor terá todas as informações sobre a carne da gôndola. 

sábado, 18 de junho de 2011

Aprovado PL 1372/2003 que cria os Conselhos Federal e Regionais de Zootecnia

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP) da Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade no dia 15/06/2011 o parecer que Cria os Conselhos Federal e Regionais de Zootecnia e dá outras providências. O Projeto de Lei é de autoria do Ex-Deputado Max Rosenmann - PMDB/PR.

Mais informações em:

http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=122423

http://www.crmvsp.org.br/site/noticia_ver.php?id_noticia=3493

terça-feira, 14 de junho de 2011

Leite de vaca clonada argentina, que produz leite semelhante ao materno, terá grande impacto

De Liliana Samuel (AFP)
BUENOS AIRES, Argentina — O leite produzido pela vaca argentina Rosita ISA - o primeiro bovino a obter genes humanos incorporados ao seu código genético - se assemelhará em grande parte ao leite materno humano, com propriedades antibacterianas e antivirais de grande impacto no sistema imunológico dos bebês, dizem os pesquisadores.
Segundo os cientistas, quando Rosita chegar à idade adulta, seus genes serão capazes de codificar as mesmas proteínas presentes no leite materno. "Trata-se de uma descoberta de grande importância para as mães e seus bebês", disse nesta sexta-feira Adrián Mutto, um dos cientistas que participam do projeto.
A vaca foi apresentada em teleconferência com a Casa Rosada, sede do governo argentino, onde a presidente Cristina Kirchner disse ter rejeitado a "homenagem" de ver a vaca batizada com seu nome.
"Vieram me dizer que o nome seria Cristina, mas que mulher gostaria de ter seu nome numa vaca? Por isso me pareceu mais apropriado que a batizassem de Rosita", disse a presidente.
Rosita ISA nasceu no dia 6 de abril "por cesariana, devido ao seu peso excessivo (45 kg), sendo que geralmente os bovinos da sua raça (Jersey) não passam de 22 kg", disse o Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA) através de um comunicado.
"O objetivo é elevar o valor nutritivo do leite bovino através da produção da proteína lactoferrina - que é antibacteriana e antiviral - e da lisozima - também atibacteriana", disse Mutto em coletiva de imprensa.
O INTA obteve a clonagem através de um trabalho conjunto com a Universidade Nacional de San Martín

Fonte: AFP

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Blog Zootecnia é 10 - Um ano de sucessos

Quando decidi criar este blog há exatamente um ano, não imaginava que este alcançasse tamanha popularidade. Hoje no dia do seu primeiro aniversário, vejo que aquela semente que foi plantada no dia 24 de fevereiro de 2010 vingou e está dando bons frutos. O objetivo sempre foi à divulgação desta profissão, que no Nordeste do Brasil é pouco conhecida pela população, através de matérias escritas por profissionais e alunos de Zootecnia. E hoje um ano depois com mais de 5.000 acessos temos a certeza de que estamos no caminho certo, sempre mantendo a humildade em reconhecer que também podemos melhorar ainda mais, portanto, dedicamos este primeiro aniversário do Blog Zootecnia é 10 a todos os visitantes, seguidores e colaboradores que amam a Zootecnia e que são os verdadeiros responsáveis por este sucesso. Parabéns a todos vocês que são os responsáveis pelo sucesso deste blog. Obrigado a todos!
Bismarck Passos