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Graduado em Zootecnia pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Mestrando em Ciência Animal e Pastagens pela UFRPE.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Gordura de jacaré pode ser usada como fonte de biodiesel

Por Globo Rural On-line

Pesquisadores americanos descobriram alternativa para fazer combustível

Pesquisando alternativas verdes de combustível, cientistas da Universidade de Louisiana, nos Estados Unidos, descobriram uma matéria prima inusitada para fazer biodiesel: gordura de jacaré. Hoje, a soja é muito utilizada no país para a produção de combustível, mas o grão também é necessário para o consumo humano e animal. Para produzir um bilhão de galões de biodiesel de soja seria necessário 21% de toda a produção dos Estados Unidos e o país consome 45 galões de diesel todos os anos. As informações são do jornal americano The New York Times.

Com essa preocupação, os pesquisadores acreditam ter encontrado uma opção para ajudar a soja nessa equação. Todos os anos 6,8 mil toneladas de gordura de jacaré são desperdiçadas. O animal atualmente é criado para produção de carne e couro – não se trata do crocodilo, ameaçado de extinção.


 Fonte: Revista Globo Rural
Jacaré no tanque: a gordura do animal atualmente é desperdiçada, poderia ser usada para produção de biodiesel


Na pesquisa divulgada nesta semana o professor de engenharia química Rakesh Bajpai e mais cinco colaboradores explicam que converteram 61% da gordura do animal em líquidos que poderiam ser usados em biocombustíveis. Das 6,8 mil toneladas, poderia ser produzido 1.25 milhões de galões de combustível (cerca de 5,6 milhões de litros). Segundo Bajpai, o galão poderia ser produzido por US$ 2,40 (equivalente a R$ 3,8). Além disso, a cada galão produzido, a refinaria faria também alguns litros de glicerol, substancia valorizada na indústria química.

Somado aos incentivos americanos ao biodiesel, o preço deste combustível de jacaré seria bastante competitivo.
 
Disponível em :http://revistagloborural.globo.com/Revista/Common/0,,EMI258672-18077,00-GORDURA+DE+JACARE+PODE+SER+USADA+COMO+FONTE+DE+BIODIESEL.html

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Regulamentação dos Zootecnistas: SENGE sugere ao Deputado Onyx Lorenzoni emitir parecer contrário ao PL 2824 que regulamenta a profissão de Zootecnista

Os presidentes do SENGE/RS e do SIMVETRS, e o vice-presidente da SARGS, reuniram-se com o Deputado Onyx Lorenzoni para formalizar a posição das entidades contrária à aprovação do Projeto de Lei 2824/08 que regulamenta a profissão de Zootecnista, do qual o parlamentar do DEM/RS é relator. No encontro realizado em 1º de agosto em Porto Alegre, as entidades formalizaram a entrega de documento em que relacionam pontos de inconformidade, principalmente, aqueles que retiram atribuições dos Engenheiros Agrônomos e de outros profissionais.
Ao deixar claro não haver oposição à regulamentação da profissão de Zootecnista em si, a carta reafirma que diante da dependência e importância do Setor Primário para a economia do País e da carência latente de profissionais de nível superior de todas as especializações nesta área, nada justifica a retirada de atribuições de quem já tem formação e qualificação, notadamente os Engenheiros Agrônomos.
Além disso, o projeto contraria a Resolução 1.010/05 do CONFEA, e a Lei 5.194/66 que estabelecem, respectivamente, as atribuições e a regulamentação da categoria dos profissionais de Agronomia.
Ao lado da presidente do Sindicato dos Médicos Veterinários do RS Maria Angelica Zollin de Almeida, e do vice-presidente da Sociedade de Agronomia do Estado Arcângelo Mondardo, o presidente do SENGE José Luiz Azambuja enfatizou a Onyx Lorenzoni, que a aprovação do projeto acarretaria um aumento dos custos para os agricultores e pecuaristas, além de uma significativa segmentação da responsabilidade técnica e degradação dos programas de pesquisa em desenvolvimento nas universidades. Lembrando que os cursos de pós-graduação em zootecnia são realizados nas escolas de Agronomia e Veterinária em todo o Brasil, com exceção do Estado de São Paulo.
Onix, que é veterinário, acolheu a solicitação e informou que está trabalhando no sentido de apresentar um substitutivo que contemple as reivindicações das categorias profissionais envolvidas no assunto e que provavelmente em outubro pretende chamar uma reunião em Brasília, com a participação do MEC, para discutir a possibilidade de adequações nos futuros currículos. Segundo o Deputado, os atuais profissionais da Agronomia e Veterinária teriam asseguradas todas suas competências para continuar trabalhando normalmente nas atividades que envolvem a Zootecnia.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Microbiota ruminal

Os ruminantes são animais que possuem um estômago multicavitário, ou seja, dividido em compartimentos denominados de rúmen, retículo, omaso e abomaso. Os três primeiros possuem função associada ao processo fermentativo e o abomaso apresenta características similares ao estômago dos animais monogástricos. Essas estruturas anatômicas permitem a realização do processo de fermentação conferindo a esses animais o aproveitamento da fração fibrosa dos vegetais. No entanto, os ruminantes não produzem as enzimas necessárias para a digestão desta fibra, porém permitem que microrganismos capazes de produzir tais enzimas se desenvolvam em seu rúmen, sendo esta população composta por bactérias, protozoários e fungos.
A celulose e outros polissacarídeos presentes na parede celular de vegetais, constituem a maior fonte de energia para os animais herbívoros. E sua degradação é o resultado da simbiose entre estes animais e sua microbiota. Estes microrganismos também utilizam o nitrogênio não-protéico para a síntese de aminoácidos, sintetizam vitaminas e produzem os ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), que são os ácidos acético, butírico e propiônico.
O estabelecimento desses microrganismos no rúmen ocorre após o contágio dos animais recém-nascidos com sua mãe (por exemplo, o ato de a vaca lamber sua cria), com a ingestão de alimentos contaminados e, além disso, o esterco presente no piso do curral, nos pêlos, nas tetas, etc., está dentre as principais fontes de contágio, assim como o solo e as pastagens.

BACTÉRIAS

É a população mais diversificada do rúmen e seus principais grupos são relacionados com a degradação da fibra vegetal.

Bactérias fermentadoras de carboidratos estruturais (Celulolíticas)

Associam-se às fibras dos alimentos e degradam os componentes da parede celular dos vegetais, particularmente a celulose e a hemicelulose, as principais espécies são Ruminococcus flavefaciens, Ruminococcus albus e o fibrobacter succinogenes. Estes microrganismos vão promover a hidrolise da celulose através de complexos enzimáticos denominados celulases. As espécies celulolíticas produzem principalmente, acetato, propionato, butirato, succinato, formato, CO2, e H2. Também são liberados o etanol e o Lactato.
Fonte: http://microbewiki.kenyon.edu/index.php/Ruminococcus
Ruminococcus flavefaciens

Bactérias fermentadoras de carboidratos não-estruturais (Amilolíticas e Pectinolíticas).

Associam-se às partículas de grãos de cereais ou grânulos de amido e degradam os carboidratos de natureza não estrutural como o amido e açúcares solúveis como, dextrinas e frutosanas, podem utilizar a amônia, aminoácidos ou peptídeos para a síntese de suas proteínas. Produzem acetato, porém mudam para acetato, formato e etanol quando a concentração do substrato fermentável decresce. Os principais microrganismos fermentadores de carboidratos não-estruturais são, Streptococcus bovis, Ruminobacter amylophilus, Lactobacillus sp., Selenomonas ruminantium.

Bactérias lipolíticas

Hidrolisam triglicerídeos em glicerol e ácidos graxos, não é numeroso, pelo fato do ambiente ruminal apresentar potencial de oxidorredução muito baixo, característico de ambiente anaeróbicos. A espécie Anaerovibrio lipolytica hidrolisa lipídios e utiliza a ribose, a frutose, o glicerol e o lactato como fontes de carbono e energia. Esses substratos são fermentados a acetato, propionato e CO2, enquanto o glicerol é fermentado a propionato e succinato.

Bactérias proteolíticas

Como o próprio nome denuncia, degradam proteínas.  No entanto, existem algumas poucas espécies que utilizam principalmente aminoácidos como substratos energéticos. Destacam-se as espécies B. amylophilus, B. ruminicola, Butirivibrio sp., S. ruminantium, Clostridium aminophilum e C. sticklandii.
Fonte: http://ijs.sgmjournals.org/content/53/1/201.full
Butirivibrio sp

Bactérias ureolíticas

Apresentam-se aderidas ao epitélio ruminal e hidrolisam uréia liberando amônia. Exemplo: Enterococcus faecium.

Bactérias metanógenas

São as mais estritamente anaeróbicas do rúmen. Produzem metano a partir do CO2 e H2 derivados da atividade fermentativa das demais espécies, por exemplo: Methanobacterium sp., Methanobrevibacter sp.

Bactérias lácticas

Crescem em condições de baixo pH ruminal e utilizam, entre outros, ácido láctico como substrato energético, por exemplo: Megasphaera elsdenii.

Bactérias pectinolíticas

Fermentam a pectina. Embora a pectina seja um polímero de natureza estrutural, sua fermentação, assim como a as características das bactérias que a utilizam, são semelhantes àquelas que fermentam carboidratos não-estruturais, por exemplo: Succinivibrio dextrinosolvens.

PROTOZOÁRIOS

São organismos unicelulares, anaeróbios, não patogênicos.  Apresentam organização complexa e diferenciada com estruturas funcionais similares a boca, esôfago, estômago, reto e ânus. Alguns protozoários são celulolíticos, mas os principais substratos utilizados como fonte de energia são os açúcares e amidos que são assimilados rapidamente e estocados na forma de amilopectina. Uma característica peculiar dos protozoários ruminais é o quimiotactismo, ou seja, possuem a capacidade de se locomoverem num gradiente de concentração de açúcares ou glicoproteínas. São capazes de se fixar à parede do retículo e migrar em direção ao rúmen, logo após a alimentação do hospedeiro, possivelmente em razão do aparecimento de açúcares solúveis.

FUNGOS

Inicialmente os fungos eram considerados protozoários flagelados. Os fungos são parte integrante da microbiota ruminal e são encontrados em animais alimentados com dietas fibrosas, onde os zoósporos móveis aderem aos fragmentos das forragens e invadem os tecidos vegetais por meios de seus talos e rizóides. Após um período de crescimento vegetativo ocorre a formação dos esporângios que irão liberar os zoósporos maduros fadados a repetir esse ciclo de colonização do material vegetal ingerido pelo hospedeiro.

REFERÊNCIAS

BERCHIELLI, T.T.; PIRES, A.V.; OLIVEIRA, S.G. Nutrição de ruminantes. 1. ed. Jaboticabal: Funep, 2006. 583p.

KOZLOSKI, G.V. Bioquímica dos ruminantes. 1. ed. Santa Maria: Ed. UFSM, 2002. 140p.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Tilápias

As tilápias são peixes de origem africana, muito utilizadas na piscicultura desde o ano 2000 a.C. Além do seu valor nutricional, é apreciada pelo seu desempenho como agente biológico combatendo mosquitos e ervas daninhas aquáticas, como isca viva, na pesca esportiva e na aquariofilia tropical.
Os cultivos comerciais estão baseados num pequeno número de espécies e alguns híbridos. São elas: Oreochromis niloticus, Oreochromis mossambicus, Oreochromis aureus, Tilapia rendalli, Tilapia zilli e Sarotherodon galilaeus.
Sua introdução no Brasil se deu pela Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, em 1952 com a importação de exemplares da Tilapia rendalli para o repovoamento das represas com a finalidade de combater a proliferação de algas macrófitas aquáticas. Em 1971 o Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS) introduziu a espécie Oreochromis niloticus, que apresenta características aconselhadas para a piscicultura brasileira.
As tilápias são peixes que apresentam distribuição geográfica restrita a regiões com temperaturas não inferiores a 20°C, apresentando seus melhores resultados entre 26 e 32°C. Em temperaturas inferiores a 15°C, praticamente interrompem seu consumo de alimento, valores letais de temperatura encontram-se na faixa de 10 a 12°C.
Esses animais suportam baixas quantidades de oxigênio dissolvido na água, podendo sobreviver em níveis de 1mg/l. Porém a concentração de 0,1 mg/l é considerada letal. O pH ideal é entre 7 e 8, valores entre 3,5 e acima de 12 causam mortalidade em menos de 6 horas de exposição. As tilápias também apresentam grande tolerância a altas salinidades.
Outras características zootécnicas das tilápias que as indicam para a piscicultura: 
  • ·        Resistência a baixa qualidade de água e a doenças;
  • ·        Facilidade de manejo e cultivo;
  • ·        Tolerância a amplas variações ambientais;
  • ·        Capacidade de converter resíduos orgânicos domésticos e agrícolas em proteína de alta qualidade;
  • ·        Apresentam boa taxa de crescimento;
  • ·        Suportam bem o sistema intensivo de cultivo. 
O maior problema no cultivo de tilápias é sua alta prolificidade, resultando em grande competição pelo alimento, limitando o crescimento individual.
A desova ocorre durante os meses em que a temperatura da água encontra-se mais elevada, superior aos 24°C. Durante o período reprodutivo, os machos escavam buracos (ninhos) no fundo dos viveiros onde após o acasalamento as fêmeas irão liberar os óvulos que serão imediatamente fecundados pelos machos. Após a fecundação a fêmea recolhe os ovos e os mantém em sua boca durante toda a fecundação.
As tilápias de um modo geral são onívoras micrófagas. As pós-larvas e alevinos com 3 ou 4 cm já alimentam-se de partículas inertes, quando atingem 4 ou 5 cm aceitam alimento artificial com facilidade. A tilápia do nilo (Oreochromis niloticus) possui os rastros branquiais bastante desenvolvidos o que possibilita a filtragem da água para a retirada do plâncton e outros alimentos em suspensão.
Fonte: Arquivo pessoal.
Tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus)

Fonte: Arquivo pessoal.
Filamentos branquiais da Tilápia do Nilo  (Oreochromis niloticus)

sábado, 9 de julho de 2011

Especialistas revelam como será o boi do futuro

por Sebastião Nascimento
 Ilustrações Maná E.D.I. 

Clones em escala industrial 
Técnica vai revolucionar a pecuária, ao permitir aos criadores fazer várias cópias de seus melhores touros para cobrir a vacada comercial .
Em todo o mundo, o Brasil é a nação que mais utiliza tecnologia genética de ponta no aprimoramento do rebanho bovino. O país está se preparando para os grandes desafios do mercado. É o que diz o médico-veterinário Rodolfo Rumpf. Ele chefiou a equipe da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, de Brasília, que criou a bezerra da raça simental Vitória, primeiro clone concebido na América Latina, dez anos atrás. Vitória está bem viva e até já pariu uma bezerrinha, em 2004. Rumpf dá agora mais um salto ao compor o grupo que trabalha no desenvolvimento de clones de touros em série para cobrir a vacada de rebanhos comerciais. A experiência, ainda na fase inicial, é resultado de uma parceria entre a Embrapa e a empresa privada Geneal, pertencente ao pecuarista Jonas Barcellos, da Fazenda Mata Velha, de Uberaba (MG), e ilustra o escopo funcional da engenharia genética animal no Brasil. “A proposta é atingir a base da pirâmide. Produzir clones de um reprodutor de alta qualidade e tornar acessível o uso das cópias no rebanho comercial, que vai ganhar eficiência.” É produção em escala para garantir carne de boa procedência e padrão, resume o cientista da Embrapa. 

A clonagem tradicional não chegou ainda ao médio e pequeno produtor, porque tem um custo proibitivo. A cópia idêntica de um bovino não sai por menos de R$ 50 mil. Para Rumpf, a democratização da genética é uma questão de tempo. As parcerias público-privadas vão permitir a união da bagagem científica de uma Embrapa, por exemplo, com o manejo e a prática nas fazendas. A clonagem para servir o gado comercial é a última palavra em termos de tecnologia – mas não está sozinha. A inseminação artificial em tempo fixo (IATF), técnica que cresceu 150% desde que chegou ao país, há quatro anos, vem provocando uma revolução nas fazendas. Com ela, o pecuarista ganha o poder do Criador. Em conjunto com a sexagem, a IATF deixa a reprodução do rebanho sob o controle absoluto do fazendeiro. Ele programa o sexo e a data exata de nascimento dos bezerros. 

A grande vantagem dessa técnica é que a vaca não precisa estar no cio para ser inseminada, pois a ovulação é estimulada automaticamente. A propriedade pode inseminar um grande número de animais em curto espaço de tempo. Além disso, pode programar o nascimento e o desmame para as épocas do ano mais favoráveis aodesenvolvimento dos bezerros. Há criações de grande porte que conseguem inseminar 400 vacas ao dia – são 30 de inseminação convencional. 
Os marcadores moleculares também já chegaram por aqui, com a função de descobrir, por meio da análise de DNA, uma sequência de genes que defina as características de um bovino. Exemplo: se ele possui os genes de maciez da carne. A novidade nessa área é um projeto que pretende identificar o potencial de um touro reprodutor logo após seu nascimento. Hoje, para se confirmar a potencialidade de um reprodutor, é necessário analisar seus filhos, o que leva em média quatro anos. 

Essa pesquisa tem como parceiros a Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos, da Universidade de São Paulo, e o laboratório Merial. Cruzando-se análises moleculares do DNA com as DEPs (estimativas sobre o potencial de um animal com base nos resultados de seus parentes), o intervalo entre as gerações será abreviado. Dessa forma, o fazendeiro poderá tomar hoje uma decisão que só viria dentro de três ou quatro anos. Detalhe: sabendo-se o potencial das DEPs. 

“A pecuária brasileira avançou 50 anos na última década graças ao uso de tecnologias de ponta”, diz o pecuarista Paulo de Castro Marques, presidente da Associação Brasileira de Angus. É por isso que os especialistas acreditam que, no futuro, na média nacional, o boi vai ser abatido entre 18 e 20 meses, pesando quase 500 quilos. 

Na área de sustentabilidade, a empresa mineira Safe Trace lançou uma tecnologia em que um chip é introduzido no rúmen do animal. Ao acessar o website da empresa, o consumidor terá todas as informações sobre a carne da gôndola.