Quem sou eu
- Bismarck Passos
- Graduado em Zootecnia pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Mestrando em Ciência Animal e Pastagens pela UFRPE.
domingo, 16 de janeiro de 2011
sábado, 15 de janeiro de 2011
ALEITAMENTO ARTIFICIAL
O aleitamento artificial nada mais é do que o fornecimento de leite aos bezerros separados da mãe, neste sistema podem ser utilizadas várias dietas como: leite, leite desnatado, e sucedâneos. Entre as vantagens deste tipo de aleitamento podemos citar a maior higiene na ordenha, o conhecimento da real produção do animal, o aumento de sua eficiência reprodutiva, sabermos o volume real de leite ofertado aos terneiros. Entre as desvantagens, podemos citar o aumento da mão-de-obra, melhoria nas instalações, higiene dos recipientes utilizados, temperatura do leite, o tempo e as condições de armazenamento entre a ordenha e o fornecimento, etc.
A higiene dos recipientes utilizados no aleitamento artificial deve ser bem feita, tanto o balde quanto a mamadeira devem ser muito bem lavados e desinfetados, pois quando são lavados e não desinfetados ou quando não são lavados nem desinfetados, esses recipientes são fatores predisponente a incidência de diarréias. A temperatura do leite deve ser entre 30°C e 38°C, outro fator importante é a regularidade, o leite deve ser fornecido em temperatura semelhante nas diversas refeições.
O fornecimento de leite ou sucedâneo no balde, implica em uma passagem mais rápida pelo abomaso, reduzindo a ação das proteólises neste compartimento. Segundo Lucci (1989), quando a ingestão é muito rápida (superior a 40 g/Kg de peso vivo/minuto), podem surgir diarréias persistentes em bezerros de 3 a 4 semanas de idade.
Quando o fornecimento de leite ou sucedâneo é feito na mamadeira, promove uma maior insalivação, promovendo uma maior ação de enzimas pré-gástricas, além de formar a goteira esofagiana. Sua desvantagem é a dificuldade de limpeza após o uso.
Em sistemas de desaleitamento precoce recomenda-se administrar o leite em duas refeições diárias. Nestes sistemas também é freqüente o aparecimento do vício de chupar, principalmente em boxes coletivos, onde os animais ficam em contato uns com os outros logo após a administração do leite. O terneiro passa a satisfazer seu instinto de sucção apanhando a orelha, o umbigo ou o teto do companheiro (LUCCI, 1989). Portanto é comum encontrar nos bezerros, feridas nas orelhas e nos umbigos que são porta de entrada para bicheiras e microrganismos patogênicos. A maneira mais eficaz de contornar este problema é a separação eficiente entre os boxes e em casos de boxes coletivos, a contenção desses animais por 30 min após a administração do leite.
A ingestão de feno pelo terneiro é muito importante, pois este provoca um maior tempo de ruminação promovendo um alargamento das paredes do rúmen, aumentando seu volume e seu número de contrações, ajudando o rúmen a alcançar seu pleno desenvolvimento.


Fotos: Bismarck Passos 2011
Literatura Consultada
LUCCI, C.S. Bovinos Leiteiros Jovens Nutrição. Manejo. Doenças. Nobel, São Paulo, 1989.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Inscrições para a seleção de 2 (dois) Bolsistas de Pós-Doutorado do Programa Nacional de Pós-Doutorado (PNPD) da CAPES/MEC
Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal e Pastagens
(87) 3761.0882 - Ramal:249 CEL: (87) 9253.4346
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
CCJ do Senado aprova projeto que cria Conselho Federal de Zootecnia
Brasília - A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou hoje (10) projeto de lei que cria o Conselho Federal de Zootecnia bem como os conselhos regionais. O objetivo das instituições será fiscalizar o exercício da profissão regulamentada por lei federal. Por conter ''um vício de inconstitucionalidade'' uma vez que não cabe ao Congresso e sim ao Executivo criar autarquias e conselhos, o relator Eduardo Suplicy (PT-SP) apresentou emenda de redação que autoriza o presidente a criar esses conselhos.
A matéria vai agora à sanção presidencial. No seu parecer, o relator destacou que existe atualmente 104 cursos de zootecnia no país que já formou 20 mil profissionais. Hoje, o exercício da profissão é fiscalizado pelos conselhos nacional e regionais de medicina veterinária.
FONTE:
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4784249-EI306,00-CCJ+do+Senado+aprova+projeto+que+cria+Conselho+Federal+de+Zootecnia.html
Para os leitores que tiverem interesse em ler o parecer de aprovação do CFZ é só clicar nos links abaixo:
http://www.senado.gov.br/atividade/materia/detalhes.asp?p_cod_mate=95214
terça-feira, 9 de novembro de 2010
EVOLUÇÃO DA BUBALINOCULTURA NO NORDESTE BRASILEIRO: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
Por: Marileide Vieira da Silva Pimentel (marileidezootec@hotmail.com), Marillya de Moraes Monteiro Barbosa (marillya_monteiro@hotmail.com), Sinara Canuto de Andrade (sinara_canuto@hotmail.com) e Dr. Willian Gonçalves do Nascimento (willian@uag.ufrpe.br).
Os búfalos em relação aos bovinos apresentam grande adaptabilidade aos mais variados ambientes, elevada fertilidade e longevidade produtiva, hábitos comportamentais, interações com o meio ambiente, processos fermentativos e anatômicos do rumem, fisiologia e capacidade do sistema digestório mais eficientes [5].
Desta forma, permitiram que o rebanho experimentasse uma evolução significativa e, dos pouco mais de 200 animais introduzidos no país, resultaram num rebanho de 495 mil búfalos em 1980, com um crescimento anual médio de 10,86% entre 1961 e 1980, destacando-se que, no mesmo período, o rebanho bovino cresceu a taxas de 3,8% ao ano[1].
Segundo Nascimento, citado por Rosa [6] com os conhecimentos atuais, pode-se afirmar, de modo geral, que os índices de produtividade dos bubalinos, no que diz respeito ao leite, carne e trabalho, são superiores aos dos bovinos, nas condições brasileiras, constituindo-se uma espécie promissora na produção animal brasileira. Bernardes [1] afirma que o maior conhecimento de suas potencialidades e características produtivas associadas a diversas ações promocionais, notadamente a partir da década de 80, motivou acentuada expansão e disseminação da espécie para diversas regiões, inicialmente com o objetivo de ocupar os chamados “vazios pecuários”, regiões em que, por suas características naturais, a pecuária bovina não se desenvolvia bem. O crescimento acumulado do rebanho no Brasil, entre 1961 e 2005, foi de surpreendentes 1.806 %, sem paralelo com a evolução de outras espécies de interesse econômico exploradas no país, destacando-se ainda que, no mundo, o rebanho bubalino cresceu nos períodos de 1961-1980 e 1980-2005, respectivamente 38% e 43% e o bovino, 29% e 11% [2].
Considerando-se a espécie bubalina, ainda não totalmente influenciada pela pecuária industrial no Brasil, pode-se esperar um futuro promissor desta na produção brasileira e para o bem-estar animal, já que seu desenvolvimento pode ser traçado dentro de bases orgânicas e sustentáveis, com padrões positivos para o homem e o animal [3].
Segundo Araujo citado por Ydoyaga [7] o Nordeste brasileiro ocupa aproximadamente 1.646.500 km2, o que corresponde a 19,9% do território nacional sendo uma região promissora na produção animal.
A população mundial de búfalos (Bubalus bubalis) estimada é de 174 milhões de cabeças (11% do rebanho bovino mundial). O maior efetivo encontra-se na Ásia 96,94%, seguido da África 2,25%, América 0,63%, Europa 0,18% e Oceania 0,01% [2].
O rebanho efetivo do Brasil se quantifica em 1.146.798 cabeças e o rebanho efetivo do Nordeste brasileiro está quantificado em 134.957 cabeças, sendo o estado de Pernambuco o terceiro maior rebanho do Nordeste totalizando um rebanho efetivo de 19.519 cabeças [4], distribuídos pelas cinco macrorregiões do estado.
Atualmente o rebanho efetivo no Agreste pernambucano está quantificado em 1.090 cabeças [4], destes, 789, estão na microrregião de Garanhuns .
A microrregião de Garanhuns detém 72,38% do rebanho bovino pernambucano [4], demonstrando assim a sua potencialidade, já que possui características edafoclimáticas que permitem a maximização da exploração da espécie bubalina.
Desse modo, esperasse que, o crescimento da bubalinocultura, graças a sua eficiência produtiva e a qualidade de seus produtos, proporcione o desenvolvimento econômico e social, principalmente no que diz respeito aos pequenos produtores dessa região.
Considerando-se as características produtivas da espécie bubalina, e a potencialidade da exploração da mesma no Nordeste, pode-se esperar um futuro promissor desta produção, podendo influenciar a pecuária industrial no Brasil.
Referências
[1] BERNARDES, O. 2007. Bubalinocultura no Brasil:
situação e importância econômica. Revista Brasileira de
Reprodução Animal, p.293-298.
[2] FAO – Food and Agriculture Organizacion. [online].
Homepage: http://faostat.fao.org.
[3] GONÇALEZ, P. O; BALDAN, A. L.;
PASCHOALINO, E. E. G. et al. 2008. [Online].
Influência das condições de bem-estar na produção
leiteira de búfalos. In: 35º Conbravet, Gramado – RS.
Homepage:
www.sovergs.com.br/conbravet2008/anais/cd/.../R1205
-1.pdf.
[4] IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
[Online]. Homepage:
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/cont
agem2007/PE.pdf.
[5] MARQUES, K. A. 2008. Comportamento Ingestivo,
Consumo e Digestibilidade de Bovinos e Búfalos
Alimentados com Níveis Crescentes de Concentrado.
Dissertação de mestrado, Curso de Pós-Graduação em
Zootecnia, UFRPE, Recife,
[6] ROSA, B. R. T.; FERREIRA, M. M. G.; AVANTE, M.
L.; FILHO D. Z.; MARTINS, I. Z. 2007. Introdução de
búfalos no Brasil e sua aptidão leiteira. Revista
Brasileira Científica Eletrônica de Medicina Veterinária
– ISSN 1679-7353; Publicação cientifica da Faculdade
de Medicina Veterinária e Zootecnia de Garça/FAMED;
Ano IV, nº8.
[7] YODOYAGA, D. F.; LIRA, M. A. SANTOS, M. V. F,
JUNIOR, J. C. B. D, SILVA, M.C, VENÉZIO, F. S.,
FERNANDES, A. P. M. 2006 Métodos de recuperação
de pastagens de Brachiaria decumbens Stapf. no
Agreste Pernambucano. Revista Brasileira Zootecnia.
sábado, 6 de novembro de 2010
Anatomia e Morfologia do Rúmen.
Bismarck Passos de Carvalho - Zootecnista (bpcarvalho@zootecnista.com.br)
Diana Vieira Rocha - Zootecnista (diannah_rocha@hotmail.com)
Glébio de Almeida Farias - Zootecnista (glebioa@hotmail.com)
Hugo Fernando de Lima - Zootecnista (hfl1609@hotmail.com)
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