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Graduado em Zootecnia pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Mestrando em Ciência Animal e Pastagens pela UFRPE.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Zootecnista do ano

Graduado em Zootecnia pela Universidade Federal Rural de Pernambuco em 1999, o Prof. Dr. Airon Aparecido Silva de Melo foi o aluno laureado de sua turma. Ainda na UFRPE, cursou o Mestrado (2000-2002) e Doutorado (2002-2004). Docente de Cursos de Graduação e de Pós-Graduação da UAG, o Prof. Airon faz parte da primeira turma de professores contratados pela Unidade em 2005, tendo sido o primeiro coordenador do Curso de Zootecnia da UAG. É colaborador da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), presta várias assessorias aos produtores rurais do Agreste Meridional pernambucano e ministra mini-cursos e palestras em várias instituições do país – tanto do âmbito acadêmico, como no da educação não-formal. Trabalhou no Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) e na Cooperativa dos Produtores Rurais de São Bento do Una. Atual substituto eventual da Direção Geral e Acadêmica da Unidade Acadêmica de Garanhuns, o Prof. Airon Aparecido Silva de Melo recebeu do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Pernambuco (CRMV-PE) o Prêmio Mérito Zootécnico – versão 2010, pelos relevantes serviços prestados no serviço à pesquisa, ao ensino e a outras atividades de grande relevância para as Ciências Agrárias em Pernambuco.
A cerimônia de entrega do prêmio realizou-se dia 17/09, no auditório Cristovam Colombo de Souza, na sede do CRMV-PE (Recife).






FONTE:

http://www.uag.ufrpe.br/noticias.htm#homenagem_airon



sábado, 4 de setembro de 2010

Soro contra picadas de abelha

O instituto Butantan Produziu soro contra picadas de abelhas em larga escala. É a primeira vez no mundo que isso acontece. Após aprovação da Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o produto poderá ser distribuído em hospitais de rede pública. São 80 litros de soro, e a aplicação é feita por via intravenosa. Quem desenvolveu o soro foi a bióloga Keity Souza.

FONTE:
Revista Globo Rural - Agosto/2010
IMAGEM:
http://criacaodeanimais.blogspot.com/2008/11/outros-produtos-da-abelha.html

sábado, 7 de agosto de 2010

As consequências da mastite na produção de leite

A pecuária leiteira ocupa um grande espaço na economia mundial, no Brasil ela é uma das atividades agro-industriais de maior importância, pois é praticada em todo o território nacional.
Considerado o alimento mais perfeito da natureza, o leite apresenta uma composição rica em proteína, vitaminas, gordura, carboidratos, sais minerais (principalmente o cálcio), essenciais aos seres humanos (EMBRAPA GADO DE LEITE).

Segundo GUIMARÃES (2005), o leite higiênico significa um leite sem impurezas, com uma carga baixa microbiana, livre de agentes patogênicos e com sabor e odor agradável, proveniente de uma ordenha ininterrupta de animais sadios, assim é de grande importância o sistema de criação dos animais; a fonte de alimentação e seu balanceamento na dieta dos animais; a saúde dos animais propriamente dita; a saúde dos ordenhadores; as fontes de estresse dos animais; o estágio de lactação, entre outros.

O consumo de leite e seus derivados apresentam acentuada importância para a saúde humana, tendo em vista que o leite e fonte de vários nutrientes. COSTA (2005) cita que a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda um consumo diário mínimo de 500 mililitros de leite para adultos e de no mínimo um litro durante a adolescência e a terceira idade.Entretanto, o consumo de leite “in natura” pode ser um grande risco para a saúde humana, pois o leite pode ser o veiculo de transmissão de varias zoonoses, tais como: brucelose, tuberculose, febre aftosa, toxoplasmose, listeriose, etc.

De acordo com FAGUNDES et al (2004), a qualidade microbiológica do leite é de importância para indicar a saúde do rebanho e da higiene praticada na propriedade. Para que se possa produzir um leite com qualidade e com idoneidade devem ser isentos de contaminação, para isso a higiene durante o processo da ordenha é fundamental para que o produto final possa ser consumido com garantia.

DOMINGUES, LANGONI (2001) afirma que mastite é a denominação dada para a inflamação da glândula mamária por qualquer que seja o agente causal: traumas, irritações ocasionadas por microrganismos e outros, sendo na maioria das vezes provocadas por bactérias de diferentes espécies que conseguem penetrar no canal do teto. O processo inflamatório se traduz por alterações físicas, química e, geralmente bacteriológicas do leite, e conseqüentemente por alterações patológicas do tecido mamário, que se não tratadas rapidamente, provocam destruição irreversível das células secretoras de leite, levando a perda das metades do úbere ou até do úbere inteiro, e a baixa da produção. A mastite caracteriza-se por pode ocorre de duas maneiras distintas. Na forma clinica, na qual há o surgimento de sintomatologia tais como: edema, aumento de temperatura, endurecimento, grunos, pus, etc. Ou na forma subclinica na qual não ocorre sintomatologia. A contaminação do leite pode ocorre durante a ordenha, manual ou mecânica, realizada sem higiene apropriada, ou pelo contato do úbere com o solo, piso, cama contaminada, mão do ordenhador que serve como via de transporte de microrganismos entre animais, (RIBEIRO, 1995).

Segundo MARQUES (2006) as perdas da produção de leite durante o processo infeccioso podem alcançar de 10 a 26% do total da produção, de acordo com o grau de intensidade do processo inflamatório e do estagio de lactação em que ocorre a infecção. A evolução da doença e suas conseqüências para a produção ou para o animal dependem exclusivamente do agente infeccioso envolvido no processo. Outra conseqüência e a perda da qualidade do leite, uma vez que fica alterada a composição física química com diminuição considerável das taxas de gordura, proteínas, açucares e o aumento dos níveis de sais minerais, ocasionando um desequilíbrio salino e a perda da estabilidade térmica do leite e conseqüentemente prejuízos econômicos provocados pela doença e pelas evidências de risco para saúde pública, ocasionada pela possibilidade de veiculação por meio do leite, dos agentes infecciosos causadores desta doença, muitos deles patogênicos para o homem.

Na literatura cita-se que a mastite pode ser causada por cerca de 140 espécies de microrganismos, sendo alguns desses responsáveis por causarem varias zoonoses, dentre esses se destacam: Mycobacterium bovis, Brucella Spp. , Staphylococcus aureos, Listeria Sp. , Escherichia coli, dentre outros.